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sexta-feira, 12 de março de 2010

Bolseiros exigem novo estatuto

Bolseiros exigem novo estatuto

A Associação de Bolseiros de Investigação Cientifica (ABIC) promoveu, hoje, um manifestação em frente à Assembleia da República, apelando à alteração da actual situação dos bolseiros e reclamando um novo estatuto. André Levy, dirigente da ABIC, em declarações à «Comunic» explicou que neste momento é vedado aos bolseiros o direito de serem considerados trabalhadores, não tendo acesso ao regime geral da Segurança Social e ao subsídio de desemprego.

André Levy, dirigente da Associação de Bolseiros de Investigação Cientifica

No decurso da concentração, os deputados do PCP Miguel Tiago e Rita Rato, manifestaram a solidariedade do PCP com a luta dos bolseiros de investigação científica e anunciaram que o Grupo Parlamentar do PCP vai propor o agendamento do seu Projecto de Lei 42/XI que consagra o Estatuto do Pessoal de Investigação Cientifica em Formação e Projecto de Lei 41/XI que propõe a actualização extraordinária das Bolsas de Investigação.

Juventude do PCdoB define metas para 2010

Juventude do PCdoB define metas para 2010

O diretório municipal do PCdoB de Aracaju realizou mais um Encontro de Juventude do Partido . O evento, que ocorreu no sábado (27/02), aconteceu no auditório do Hotel Jatobá e contou com expressiva presença de militantes partidários que atuam na frente de juventude. No final do encontro, os jovens comunistas definiram tarefas para 2010.

O Encontro teve como eixo de debate a conjuntura política atual. A Presidente do Comitê Estadual e membro do Comitê Central do Partido, Tânia Soares, apresentou o tema. Também foi discutido o papel dos jovens comunistas na luta social . O assunto foi apresentado pelo presidente do Comitê Municipal do PCdoB em Aracaju, Hallison de Sousa.

“O PCdoB em Sergipe a cada dia que passa amplia a sua relação com a sociedade. Através do Governo de Edvaldo na prefeitura de Aracaju estamos demonstrando o nosso compromisso com o povo, com o desenvolvimento e a qualidade de vida. Na luta social também não é diferente, é destacada a intervenção dos nossos militantes. Com este Encontro de Juventude estamos coletivamente analisando a realidade política do nosso estado, o protagonismo do PCdoB e traçando os objetivos e as tarefas do nosso partido. Foi um grande encontro que engrandece o nosso partido e estimula os jovens militantes comunistas”, afirma Tânia Soares.

Para Hallison, “historicamente, o PCdoB teve importante intervenção na ação política da juventude. O Brasil vem crescendo, se desenvolvendo, mudando a sua fisionomia. Este encontro serviu também para discutirmos qual deve ser o protagonismo da juventude que pretendemos construir com esta parcela da sociedade que bastante sentiu os ventos da mudança e do desenvolvimento no país, este é o nosso objetivo, incentivar o coletivo partidário a analisar a realidade e corresponder com ações na juventude, que desenvolvam a participação popular e o crescimento do Brasil.”

A presidente da UJS, Rosivânia Santos, avalia que “a participação foi intensa e plural, estiveram presentes militantes que atuam no movimento estudantil secundarista e universitário, do hip hop, de defesa dos direitos da criança e do adolescente e do movimento do desporto. A galera correspondeu ao chamamento partidário e demonstrou entusiasmo.”

Foram apresentadas como tarefas a participação determinada dos jovens comunistas nas eleições 2010, contribuindo decisivamente na eleição de Tânia Soares à deputada estadual, e na construção de um grande Congresso da UJS. Além disso, uma ação mais organizada no movimento estudantil secundarista e universitário e a construção de uma interlocução mais ativa no movimento Hip Hop através da consolidação da Nação Hip Hop em Aracaju ficaram como objetivos. A juventude também identificou a necessidade de realizar debates e organizar-se na defesa do meio ambiente, no incentivo ao esporte e na ampliação da assistência à criança e ao adolescente.

Conselho da Juventude vai priorizar agenda política

Conselho da Juventude vai priorizar agenda política

Eleito por aclamação como o novo presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Danilo Moreira, diz que a prioridade do órgão este ano será apresentar uma plataforma de compromissos aos candidatos à Presidência da República. Entre os pontos a serem levantados, ele destaca a continuidade da atual política para a juventude e a convocação no primeiro semestre do próximo ano da 2ª Conferência Nacional da Juventude.

Danilo Moreira

Moreira: Vamos ter que apresentar um investimento grande em educação

O Conjuve é um espaço de diálogo entre a sociedade, o governo e a juventude. É um órgão consultivo do governo e assessora o mesmo na formulação e diretrizes das ações de políticas públicas para a juventude. Ex-diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e atual secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, ligado à Presidência da República, Danilo tomou posse nesta quarta (10) em Brasília e fica no cargo até 2011. Ele concedeu a seguinte entrevista ao Portal Vermelho.


Vermelho: Quais os avanços que podem ser pontuados em termos de política para a juventude após a realização da 1ª Conferência Nacional da Juventude?
Danilo Moreira: A gente vai chegando ao final do mandato do presidente Lula com inúmeras realizações apresentadas. A conferência aconteceu em 2008. Ela ajudou a impulsionar o que já estava em andamento e criar coisas novas. Nela, a juventude negra foi o tema prioritário, especialmente aqueles jovens que morrem violentamente, vítimas de assassinatos. Existe um programa do governo chamado Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) com inúmeras ações para assegurar direitos a essa parcela da população. Acho que isso é uma conquista importante. Outra resolução da Conferência, na área de esporte, levantou a necessidade de se construir mais equipamentos nos bairros. Imediatamente após a Conferência o próprio Ministério do Esporte anunciou as Praças da Juventude. Isso é uma conquista que eu posso atribuir exclusivamente a Conferência. Tanto é que a Praça da Juventude é um ponto de partida para algo que será anunciado daqui a mais uns dias, ainda no governo Lula, como parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento). Ou seja, o tema da juventude passou a entrar numa agenda do principal programa do governo federal.

Vermelho: O que será anunciado nessa área?
DM: Está sendo debatido um equipamento para a juventude, um espaço que possa integrar a área de cultura, esporte e os movimentos juvenis. Mas isso é um anuncio que ainda será feito no fim de março ou começo de abril, inclusive pela ministra Dilma (Rousseff – ministra-chefe da Casa Civil) que é a responsável pela condução do PAC.

Vermelho: Que tipo de ações precisam ser fortalecidas?
DM: Nós vamos ter que apresentar um investimento muito grande na política educacional. Investimento na educação pública, na universidade pública, no fortalecimento da rede de escolas técnicas e escolas técnicas profissionalizantes. A educação talvez seja a principal política de juventude. Também necessita de um cuidado especial a esses segmentos que são vulneráveis da juventude. O Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) é o principal programa que a Secretaria Nacional da Juventude coordena. Um programa voltado para esse público que abandonou a escola e tem dificuldade no mercado de trabalho. Eu destacaria também a questão da participação social. O diálogo que o governo federal tem hoje com os movimentos juvenis é diametralmente oposto do que tinha o governo anterior. Qualquer contato que o estado tinha com juventude era por meio da polícia. A gente enfrentava a polícia na rua. Agora não. Você tem um Conselho Nacional de Juventude, a realização da Conferência e tem a relação direta do presidente com diversos movimentos juvenis, a UNE em especial.

Vermelho: Mas os problemas ainda estão bastante acentuados, a exemplo da violência...
DM: Acho que a gente precisa ter uma ação ainda maior na questão da morte por causas externas da juventude, seja por conta de jovens que morrem por arma de fogo, geralmente são jovens negros das periferias, seja os jovens que morrem por acidente de trânsito, que grosso modo são jovens brancos de classe média. Mas o fato que é uma geração de jovens que está perdendo a vida. Essa questão do direito a vida é um gargalo. Os próximos governos precisam dar muita atenção a isso. Acho que também outro gargalo é a questão do ensino médio. É reconhecido que existe uma crise de identidade do ensino médio. Se a gente perguntar para qualquer jovem que está num banco de escola por que ele está ali, ele vai dizer que acha a educação importante, mas ele está ali sem nenhuma identidade com aquela escola, o currículo dela, a metodologia, os professores e o ambiente escolar. Essa é uma faixa da juventude muito importante e os dois temas são gravíssimos.

Vermelho: E os problemas enfrentados no mercado de trabalho?
DM: O problema de hoje é a qualidade do trabalho que esses jovens conseguem ter. Jovens com remuneração precária, baixos salários e muitos na economia informal. Então nós estamos trabalhando com a principal bandeira de um trabalho decente para juventude, um conceito que OIT (Organização Internacional do Trabalho) está utilizando e que a gente acha bastante justo.

Vermelho: Em muitas ocasiões a tua geração já foi tratada por estereótipos. O principal deles é que se trata de uma juventude alienada. O que você acha disso?
DM: Acho isso uma injustiça, a geração atual carrega essa injustiça. Sempre atribuem a ela esse mito da apatia, a não participação, o distanciamento da política que não é muito verdadeiro. Geralmente nos comparam as gerações anteriores da década de 60, 70, mas se você observar do ponto de vista até quantitativo o número de jovens que participa hoje é muito maior. Se você observar nossa Conferência Nacional foram 400 mil participantes no processo. Você tinha lá jovens organizados em diversos movimentos, hoje felizmente o movimento de juventude não é sinônimo de movimento estudantil. A gente acha importante movimento estudantil, mas há jovens que lutam pelo meio ambiente, jovens trabalhadores, trabalhadores rurais. Então isso é bom, você tem diversidade de movimentos juvenis.

Vermelho: O que você acha do movimento Hip Hop?
DM: É uma grande manifestação, outra linguagem. Linguagem da cultura, do grafite, corporal, a dança de rua e tem uma mensagem política, mas não é só o Hip Hop tem outros movimentos. Mas o que existe e, é importante dizer, é que existe uma exclusão política da juventude, não uma apatia. Existe uma exclusão. Se você observar desde a redemocratização você ver quantos jovens deputados federais eleitos no Brasil. Então tem um número que não ultrapassa 2%. Você tem uma população hoje no Brasil que é de 50 milhões de jovens que equivale a 26% da população brasileira, mas no Congresso Nacional você tem 2% (de jovens) deputados federais.

Vermelho: Que não podem ser candidatos ao Senado?
DM: Isso! Só na Câmara. Então é uma exclusão. Jovem é importante para fazer movimento, pedir voto e carregar bandeira em passeata, mas na hora de espaço de poder para os jovens são poucas Manuelas (referência a deputada federal Manuela D´ávila do PCdoB do Rio Grande do Sul). A gente precisa tratar isso a sério com os partidos políticos porque existe um enorme preconceito. Então eu acho que o problema é mais a exclusão política.

Vermelho: Do ponto de vistas das eleições 2010, o que se pensa em termos de juventude?
DM: Eu vejo com otimismo, inclusive esse será o principal ponto de atuação do Conselho este ano. Nós vamos reeditar uma ação chamada pacto pela juventude, que foi uma estratégia que nós realizamos na campanha a prefeito em 2008. Nós vamos discutir pelo Conselho Nacional da Juventude uma plataforma para ser apresentada a todos os candidatos a presidente.

Vermelho: Quais os pontos principais dessa plataforma?
DM: O futuro presidente ou presidenta terá que ter um compromisso com a continuidade da política de juventude e com o desenvolvimento dessas políticas. Quer dizer mais investimentos nesses programas e de assegurar a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude, logo no primeiro semestre de 2011. Também queremos a multiplicação dos conselhos estaduais e municipais da juventude. E que evidentemente tenha mais orçamento para essas políticas de cultura, educação e esporte. Então essa é lógica da plataforma.

De Brasília,
Iram Alfaia

Senado faz pacto a favor da PEC da Juventude e do prédio da UNE

Senado faz pacto a favor da PEC da Juventude e do prédio da UNE

Senadores governistas e da oposição entraram em acordo para votar já na próxima semana a PEC da Juventude. Logo após a aprovação dessa emenda constitucional, a perspectiva é votar o Plano Nacional de Políticas para a Juventude; o Estatuto da Juventude e o projeto que vai permitir a recuperação do prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE), destruído no Rio de Janeiro, em 1964, pelas forças repressoras da ditadura militar.

Os bons ventos foram trazidos para Casa no início da semana quando cerca de 250 jovens estiveram na Casa debatendo a necessidade da efetivação de políticas públicas para o segmento.

“Quero lembrar que a Constituição brasileira de 1988 deixou uma lacuna no que tange à questão da juventude. A PEC da Juventude, o Estatuto da Juventude, sobre os quais já falei desta tribuna alguns dias atrás, tem o apoio de todos os senadores, pelo que percebi até o momento. Trata-se de debate muito positivo e que tem de ser amparado a partir da aprovação dessa PEC”, disse nesta sexta (12) o senador Paulo Paim (PT-RS).

Segundo ele, todos os líderes dos partidos e o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), são favoráveis em votar a matéria já na próxima semana. Ele lembrou que o debate no início da semana com os jovens foi oportuno para construir essa pauta.

“Esses jovens, que vieram de todos os Estados, levaram para as escolas, para as universidades, para as suas respectivas regiões que o Senado se comprometeu com a aprovação da PEC. Para isso, temos de, naturalmente, desobstruir a pauta na semana que vem, devido a medida provisória”, explicou.

Unanimidade

Em pronunciamento também no plenário, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) disse que a PEC da Juventude foi aprovada na Câmara sem nenhum voto contrário antes de chegar ao Senado em novembro de 2008. Agora aguarda a votação em dois turnos no plenário da Casa que deve aprová-la. “A aprovação da PEC, de autoria do deputado Sandes Júnior (PP-GO), contribui para a consolidação das políticas públicas destinadas aos jovens do país”, afirmou a senadora à Agência Senado.

Segundo ela, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2006, havia no Brasil 50,5 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 19 anos, o que corresponde a 28% da população do país.

“O peso numérico e o fato de suas condições sociais terem impacto no presente e no futuro do país já justificariam a criação de políticas públicas específicas para esse segmento da população.”

Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia

Filha de Che diz que mídia cria personagens para caluniar Cuba

Filha de Che diz que mídia cria personagens para caluniar Cuba

A pediatra cubana Aleida Guevara March, filha do líder revolucionário Erbesto Che Guevara, criticou, nesta quinta-feira (11), os grupos de direitos humanos que pedem a libertação de presos na ilha governada por Raúl Castro. De acordo com ela, Orlando Zapata, que morreu há duas semanas após uma greve de fome de 85 dias, era um 'delinquente comum'.

Aleida participou de palestra na Faculdade de Filosofia e Humanas da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ao ser questionada sobre as greves de fome para pressionar o regime de Cuba, ela foi enfática ao afirmar que são manipuladas para prejudicar a imagem de Cuba. "São personagens criados pela mídia para caluniar Cuba. Recebem dinheiro de empresários dos Estados Unidos e Europa que são contrários à revolução cubana", afirmou.

"Normalmente, um preso faz greve de fome para conseguir sua liberdade. Mas este queria TV, telefone e cozinha. Isso é absurdo. Ele deveria ter sido tratado é por psiquiatras. Não era um preso político", disse ela sobre Orlando Zapata.

Aleida lembrou o caso de epidemia de dengue que, na década de 80, matou 101 crianças em Cuba. De acordo com a ilha, o surto foi resultante de guerra bacteriológica desencadeada por agentes da CIA. "Que associação de direitos humanos fez algo pelo povo cubano, contra aquele e outros crimes? E com que direito eles agora criticam algo sobre a soberania de Cuba?", questionou.

Médica pediatra, Aleida Guevara passou o dia de quinta-feira em Salvador e, além da palestra para universitários, ela visitou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) para conhecer os projetos que ajudaram no novo conceito de desenvolvimento social, com o foco principal na quebra do ciclo geracional da pobreza, por meio de capacitação e geração de emprego e renda.

De Salvador, a filha do Che iria a Sergipe, onde participaria, nesta sexta-feira, na cidade de Umbaúba, de seminário promovido pelo Movimento dos Sem Terra (MST), com o tema "O Socialismo Frente à Crise Econômica Mundial".

Ainda em Umbaúba, ela fará a inauguração simbólica da unidade de saúde que leva o nome de seu pai, Hospital Doutor Ernesto Che Guevara. No sábado, ela participa da palestra O Papel da Militância na Construção das Transformações Sociais, que acontece no Instituto Federal de Sergipe, em Aracaju.

Com agência

Juventude Comunista grega explica a greve geral que parou o país

Juventude Comunista grega explica a greve geral que parou o país

A TV Vermelho fez uma versão brasileira do vídeo produzido pela KNE (Juventude Comunista da Grécia) sobre a greve convocada pela Pame (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) em 5 de março no país. O material denuncia a postura conciliadora dos sindicatos gregos com os empresários e revela a grande mobilização que arrastou milhares de trabalhadores às ruas, bem como as reivindicações e propostas do movimento.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UJS repudia o ato da Universidade de Bandeirantes


Em anúncios publicados nos jornalões paulistas de 8 de Novembro, a Universidade Bandeirante (Uniban) anuncia que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda.
A estudante de Turismo sofreu bárbaro assédio coletivo no dia 22 de Outubro, na unidade de São Bernardo do Campo. O motivo: trajar na ocasião um vestido curto, num tom cereja.
O texto publicado pela Uniban deve converter-se imediatamente em peça de estudo para juristas, educadores, antropólogos e sociólogos.
A universidade preferiu punir a vítima e inventar uma justificativa pitoresca para o espetáculo do bullying, registrado por câmeras do próprios alunos e vergonhosamente exposto ao mundo pelo Youtube.
Segundo os negociantes da educação, "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".Seria cômico se não fosse trágico.
A Uniban, mais uma das uniesquinas do Brasil, considera "defesa do ambiente escolar" a agitação do bando que ameaçava estuprar a colega e que a perseguiu aos gritos de "puta, puta, puta".
Alheia a valores e princípios, a Uniban pautou-se unicamente pela doutrina da preservação do lucro. Expulsou a mocinha da periferia e manteve as centenas de vândalos que a molestaram.Defendeu, assim, a receita, a contabilidade, mesmo sob o risco de macular para sempre sua imagem.
Em "Psicologia das Multidões", Gustave Le Bon refere-se com clareza ao fenômeno da sugestão em movimentos de multidões.
Diz ele: "Os indivíduos de uma multidão que possuem uma personalidade bastante forte para resistirem à sugestão são em número tão diminuto que acabam por ser arrastados pela corrente".
Le Bon lembra que, em determinadas situações, a multidão transforma o indivíduo civilizado num bárbaro, num ser primitivo, movido pelo instinto, que vibra com o ataque ao inimigo inferiorizado.
Poucas vezes se viu isso tão claramente quanto no episódio de 22 de Outubro. Há garotas inconformadas com a sina; afinal, não têm o corpão de Geisy. Há machões conquistadores não correspondidos, movidos pelo instinto de vingança. Por fim, a turba ignara que se diverte com a perseguição, algo muito semelhante à farra do boi.
A curvilínea e voluptuosa Geisy, que concedeu entrevistas aos programas televisivos vespertinos, exibiu-se no mesmo vestido que gerou a fúria de seus colegas de universidade.Nada formidavelmente pecaminoso como se poderia imaginar. Aliás, fosse ela mirrada e poucos notariam a ousadia de suas vestes.
Esses aspectos objetivos da questão foram ladinamente desconsiderados pela direção da universidade.
Em nome do "negócio", a Uniban preferiu investir na fabricação de canalhas. A decisão funciona como um sinal verde para os moralistas cafajestes de todos os tipos. Esse incentivo criminoso, pois, não se limita aos clientes da instituição, mas ao conjunto dos estudantes brasileiros.
Paulo Freire, costumava advertir os educadores com a seguinte frase:"Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito, e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer".No caso em debate, a Uniban fez exatamente o contrário. Desprezou o sujeito, deseducando-o. Concomitantemente, priorizou o objeto, isto é, seu negócio, o prédio iluminado vendedor de diplomas.
Dessa forma, trocou todas as regras da civilidade por um repugnante código de carceragem.O episódio Geisy revela a decadência do ensino universitário brasileiro, transformado em oportunidade de mercado. Essa é a herança do regime militar e dos governos conservadores que o seguiram, sobretudo aquele do privateiro Fernando Henrique Cardoso.
Ironicamente, o bajulado professor uspeano de tudo fez para esculhambar o ensino público de qualidade, entregando o sagrado ofício da educação às máfias dos certificados e aos traficantes de títulos acadêmicos.
Tempos de provação. E, como formigas, os canalhas saem aos montes dessas instituições, prontos a divinizar o pensamento neoliberal e a Lei de Gérson, seduzidos à barbárie por diversão.Mauro Carrara

quinta-feira, 26 de março de 2009

Encontro de Universitários da UJS inicia a “maior mobilização da história dos Congressos da UNE

Encontro de Universitários da UJS inicia a “maior mobilização da história dos Congressos da UNE

A União da Juventude Socialista realizou, nos dias 23 e 24 de março, o maior Encontro nacional de Estudantes Universitários de sua história. O evento, que ocorreu na capital de São Paulo, reuniu quase trezentas lideranças estudantis e deu a largada no que pretende ser o maior processo de mobilização já visto para um Congresso da UNE.

Em clima de muita unidade política e de superação, a militância destacou a necessidade de aproveitar o momento político favorável para enraizar a UJS nas grandes universidades, através da realização de milhares de novas filiações e da formação de núcleos.

“É preciso aproveitar o momento do Congresso, que mobiliza centenas de milhares de estudantes universitários, para apresentar as ideias da UJS e construir nossa força política nas grandes universidades. O desafio é a superação de todas as dificuldades para construir o maior processo de mobilização já visto para um Congresso da UNE”, aponta Marcelo Gavião, presidente da UJS.

Crise capitalista em debate

A primeira mesa de debates do Encontro foi sobre a crise econômica, seus impactos no país e as alternativas para sair dela, apresentada por Dilermando Toni (Diler), membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil.

Diler ressaltou as melhores condições acumuladas pelo Brasil para enfrentar a situação, levantou o importante papel que a China tem jogado no mundo, despontando como país em ascensão e que pode emergir mais bem posicionado da crise no jogo de poder mundial e apontou o socialismo como saída de fundo para solução das contradições do sistema capitalista.

O palestrante também se deteve em expor a tática que os comunistas defendem para o momento no Brasil, que prega a conformação de um novo pacto político, através da união entre trabalhadores, movimentos populares, forças progressistas e empresários do setor produtivo em contraponto ao predomínio econômico e político do capital financeiro.

"Temos que formar uma frente ampla para tentar vencer esse pessoal, a partir de um pacto político e social. Assim levaremos enorme vantagem. Dizem que o Brasil tem melhores condições de enfrentar a crise justamente porque não adotou integralmente o neoliberalismo e preservou bancos públicos importantes, estatais importantes, como a Petrobrás. Precisamos unir forças e aproveitar o momento para derrotar o capital financeira e conduzir o país à saída crise”, disse.

Os 25 anos de construção da UJS no Movimento Estudantil

A tarde, os debates recordaram a trajetória de organização dos jovens socialistas no movimento estudantil universitário, abordando acertos e erros e momentos decisivos desses vinte e cinco anos. Os palestrantes foram Ricardo Abreu (Alemão), Júlio Vellozo e Fernando Nindsberg, todos dirigentes da UJS em fases distintas.

Alemão fez um resgate histórico da formação da UJS, sucessora da “Viração” do início dos anos 80, e herdeira do trabalho realizado entre os universitários pela Ação Popular (AP). O dirigente também lembrou a atualidade da sistematização elaborada no 10º Congresso da UJS que elenca dez pontos da concepção dos jovens socialistas sobre a ação no ME.

Para Fernando Nindsberg, os desafios da atual geração são ainda maiores do que os anteriores, pois as necessidades para uma corrente revolucionária são crescentes. Também apontou a capacidade de ser “contemporânea” como uma das razões do sucesso da entidade entre os jovens.

Júlio Vellozo frisou que a ousadia é fundamental para o movimento juvenil, em particular para a ação entre os universitários e lembrou as alterações nas regras eleitorais da UNE, a retomada da sede no Flamengo e a manifestação de 16 de agosto de 2005 como exemplos de coragem política.

A maior mobilização para um Congresso da UNE

A manhã de terça-feira foi reservada ao debate sobre o projeto estratégico da UJS para o movimento estudantil universitário, seguido da exposição das linhas gerais do plano de ação dos jovens socialistas para o próximo Congresso da União Nacional dos Estudantes.

A ideia de construir a maior mobilização da história para um Congresso foi amplamente aceita pela militância, o que exigirá dialogar com milhões de alunos durante a campanha e intensificar o trabalho de filiação e organização da UJS durante o processo.

O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, lançado pela UJS para o Congresso da UNE, terá o desafio de ultrapassar o número de um milhão de votantes na soma das eleições que realizar para o 51º Congresso da UNE.

“Essa meta não é por acaso, mas por exigência da conjuntura política. Fortalecer a UJS e a UNE é fundamental para conduzir a luta da juventude contra os efeitos da crise, para influenciar e fazer vitorioso um programa de mudanças profundas em nosso país nas eleições de 2010. Mudanças que nos aproximem do nosso objetivo estratégico, que é a construção de uma sociedade socialista”, reforça Marcelo Gavião.

De São Paulo,

Fernando Borgonovi

UJS quer mobilizar 1 milhão para o próximo Congresso da UNE

UJS quer mobilizar 1 milhão para o próximo Congresso da UNE

A União da Juventude Socialista (UJS) realizou, dias 23 e 24 de março, o maior Encontro Nacional de Estudantes Universitários de sua história. O evento, que ocorreu na capital de São Paulo, reuniu quase 300 lideranças e deu a largada no processo de mobilização da UJS para o 51º Congresso da UNE. Entre as decisões, está o desafio de mobilizar mais de 1 milhão de estudantes no processo do congresso. Segundo a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, dois milhões de estudantes devem participar do 51º Congresso da UNE.

O movimento “Da Unidade Vai Nascer a Novidade”, lançado pela UJS para o Congresso da UNE, terá o desafio de ultrapassar o número de um milhão de votantes na soma das eleições que realizar para o 51º Congresso da UNE.

“Essa meta não é por acaso, mas por exigência da conjuntura política. Fortalecer a UJS e a UNE é fundamental para conduzir a luta da juventude contra os efeitos da crise, para influenciar e fazer vitorioso um programa de mudanças profundas em nosso país nas eleições de 2010. Mudanças que nos aproximem do nosso objetivo estratégico, que é a construção de uma sociedade socialista”, reforçou Marcelo Gavião, presidente da UJS.

A crise econômica foi tema de destaque do encontro da UJS. Segundo Dilermando Toni (Diler), convidado para apresentar o debate no encontro e membro do Comitê Central do PCdoB, o Brasil tem as melhores condições acumuladas para enfrentar a situação. Ele levantou o importante papel que a China tem jogado no mundo, despontando como país em ascensão e que pode emergir mais bem posicionado da crise no jogo de poder mundial. Para ele, o socialismo é a saída de fundo para solução das contradições do sistema capitalista.

O palestrante também se deteve na tática que os comunistas defendem para o momento: a conformação de um novo pacto político. "Temos que formar uma frente ampla a partir de um pacto político e social. Assim levaremos enorme vantagem. Dizem que o Brasil tem melhores condições de enfrentar a crise justamente porque não adotou integralmente o neoliberalismo e preservou bancos públicos importantes, estatais importantes, como a Petrobras. Precisamos unir forças e aproveitar o momento para derrotar o capital financeira e conduzir o país à saída crise”, disse.

25 anos da UJS no ME

A tarde, os debates recordaram a trajetória de organização dos jovens socialistas no movimento estudantil (ME) universitário, abordando acertos e erros desses 25 anos. Os palestrantes foram Ricardo Abreu (Alemão), Júlio Vellozo e Fernando Nindsberg, todos dirigentes da UJS em fases distintas.

Abreu Alemão fez um resgate histórico da formação da UJS, sucessora da “Viração” do início dos anos 80, e herdeira do trabalho realizado entre os universitários pela Ação Popular (AP). O dirigente também lembrou a atualidade da sistematização elaborada no 10º Congresso da UJS que elenca dez pontos da concepção dos jovens socialistas sobre a ação no ME.

Para Fernando Nindsberg, os desafios da atual geração são ainda maiores do que os anteriores, pois as necessidades para uma corrente revolucionária são crescentes. Também apontou a capacidade de ser “contemporânea” como uma das razões do sucesso da entidade entre os jovens.

Júlio Vellozo frisou que a ousadia é fundamental para o movimento juvenil, em particular para a ação entre os universitários e lembrou as alterações nas regras eleitorais da UNE, a retomada da sede no Flamengo e a manifestação de 16 de agosto de 2005 como exemplos de coragem política.

Yeda, a pior governadora do país, enfrenta novos protestos

Yeda, a pior governadora do país, enfrenta novos protestos

Nesta quinta (26), Yeda Crusius (PSDB), além de ter que responder ao resultado do Datafolha — onde a tucana aparece como a pior governadora do país entre outros 10 avaliados —, teve que ouvir os gritos de centenas de estudantes que foram às ruas da capital gaúcha. A manifestação deu continuidade aos protestos desta quarta (25) em Pelotas e Santa Maria pela campanha “Caras pintadas, Ella não pode continuar”. Na segunda (30), como parte do Dia de Mobilização e Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais, os estudantes voltarão a pedir a cabeça da governadora.


Acima, Porto Alegre, abaixo, Pelotas: Yeda treme

Na capital, os estudantes partiram do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, no bairro Santana, percorreram as avenidas João Pessoa e Salgado Filho, e chegaram em frente ao Palácio Piratini, no Centro. “Foi uma grande vitória na nossa primeira manifestação pública na volta das caras pintadas reunir este grande número de pessoas”, afirmou Juliano Medeiros, diretor de movimentos sociais da UNE, presente na manifestação.

Conforme Juliano, a caminhada marcou a apresentação à sociedade de uma carta, assinada por mais de 20 entidades estudantis, que pede a apuração das denúncias contra a tucana e exige sua saída imediata do executivo estadual. O documento foi entregue ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), no último dia 5, dia que também marcou o lançamento da campanha “Caras pintadas, Ella não pode continuar”.

A carta foi lida parcialmente durante o percurso por líderes estudantis que se revezavam ao microfone. A pesquisa Datafolha também foi mencionada. Os manifestantes carregavam cartazes e algumas bandeiras de partidos de esquerda, e tinham adesivos Fora Yeda colados nas camisetas. A população nas ruas manifestava apoio ao protesto.

Chega de impunidade

O estudante de jornalismo da UFRGS, Rodolfo Mohr, expressou a opinião dos estudantes. “O Rio Grande do Sul está há 40 dias incomodado com o sigilo de justiça, com a falta e com a morosidade dos órgãos que deveriam apurar as denúncias e nós exigimos uma resposta contundente da governadora. Do contrário, o Fora Yeda vai tomar um corpo cada vez mais unificado, com comitês nas universidades, nas escolas e por todo o Rio Grande do Sul.”

Na quarta-feira (25), os estudantes reuniram-se com a Ordem dos Advogados do Brasil para entregar um manifesto e tratar das denúncias contra a governadora. Na reunião, os estudantes também pediram acompanhamento da Comissão de Diretos Humanos da OAB para as mobilizações.

Na próxima segunda (30), novas manifestações devem acontecer pelo estado. A data marca um período de mobilizações mundiais, convocadas pelo Fórum Social Mundial de Belém, em defesa dos direitos e do emprego dos trabalhadores diante da crise econômica. Além de Porto Alegre, outras capitais deverão sair à ruas. Em São Paulo, as seis centrais sindicais, além de outros movimentos sociais, convocam a manifestação.

Yeda em último lugar

Escândalos sucessivos, medidas impopulares e uma oposição incansável são as razões apontadas por aliados para Yeda ficar com a avaliação mais baixa entre 10 governadores avaliados na pesquisa do Datafolha. No estudo divulgado, o governo Yeda obteve nota 4,3. A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 de março.

“Há clara e evidente vontade de denegrir a imagem da governadora”, disse o aliado e deputado federal Claudio Diaz (PSDB). Já a oposição considera natural o desempenho do governo na pesquisa. “Yeda está em 10º lugar porque só pesquisaram 10 governadores. Caso contrário, estaria na 27ª posição”, disse o deputado Raul Carrion (PCdoB).

domingo, 22 de março de 2009

57º Coneg coloca Plano e Conferência Nacional de Educação em pauta

57º Coneg coloca Plano e Conferência Nacional de Educação em pauta

A primeira mesa que aprofundou as discussões sobre o PNE e a segunda tratou de questões relacionadas a Conferência Nacional e o Sistema Nacional Articulado de Educação

A tarde deste sábado foi reservada para os debate sobre as perspectivas do Plano Nacional de Educação (PNE), a Conferência Nacional de Educação e o Sistema Articulado de Educação.

A primeira mesa que aprofundou as discussões sobre o PNE contou com a participação da professora, integrante da diretoria da Fundação Marcio Grabois Nereide Saviani, a professora, representante do ANDES Liguia Brigitta, o deputado federal Ivan Valente e o diretor de movimentos sociais da ANPG Fábio Pluft.

Os palestrantes foram unânimes ao afirmar que o Plano é um avanço, mas ainda precisa ser aperfeiçoado e que a sociedade brasileira, prinicipalmente os estudantes, tem papel fundamental na implementação do documento.

"Mesmo em um momento de crise financeira, a educação não pode deixar de ser prioridade, pois é setor estratégico para o desenvolvimento nacional. O PNE é necessário porém deve ser mais preciso e ágil para que possamos garantir educação de qualidade em todos os níveis para todos", disse Nereide.

Já a professora Lighia apresentou uma série de dados que comprovaram estagnação, e por vezes queda, nos investimentos na área. Ela também lembrou os vetos ao PNE feitos pelo governo FHC que, de acordo com ela, atingem a educação infantil e a superior.

Para o deputado Ivan Valente o plano é viável. "Além da ampliação do ensino público, precisamos barrar a expansão desenfreada das instituições particulares, limitando o licenciamento. Medidas como essas, compõem, juntamento com outras ações e planejamentos, elemento fundamental para uma educação de qualidade".

"Precisamos lembrar que apenas a elaboração de um plano, sem ações concretas, não será suficiente", convocou Fabio, afirmando que a participação efetiva dos movimentos sociais nesta luta é o que dará resultados.

A mesa intitulada "Conferência Nacional e o Sistema Nacional Articulado de Educação" foi formada pelo diretor de políticas educacionais da UNE, Rafael Chagas, secretário adjunto do ministério da Educação Arlindo Cavalcanti, Heleno Araújo Filho secretário de assuntos educacionais da CNTE, Cristina de Castro, secretária geral da CONTEE e o representante da UNE na OCLAE Renan Alencar.

A mesa orientou a participação dos estudantes na Conferência que acontece em 2010 e discutiu a importância da iniciativa ser institucionalizada. "Será um momento estretégico para garantirmos que a Conferência seja consolidada como política de Estado", disse Arlindo Cavalcanti.

"O documento base da Conferência aponta avanços. Pensa a educação como sistema único e não fatiado por níveis", lembrou Rafael. "Construir uma educação de qualidade é tarefa nossa. A Conferência é uma conquista nossa, sendo assim deve ser ocupada por nós", convocou Cristina, da CONTEE.

Renan Alencar apontou o combate a expansão desenfreada das instituições privadas como uma das principais bandeiras na Conferência. "Este ano será o momento de construirmos um documento com nossas reivindicações e fazer deste espaço uma oportunidade para garantir avanços importantes e significativos na área, o que inclui mais investimentos e fomento a pesquisa", avaliou o secretário adjunto do MEC

Debate sobre crise financeira mundial e seus efeitos na educação abre 57º Coneg

Debate sobre crise financeira mundial e seus efeitos na educação abre 57º Coneg

O tema do fórum "Essa crise não é nossa! Queremos mais conquista para a educação" foi amplamente discutido em mesa de abertura

O 57º Coneg (Conselho Nacional de Entidades Gerais) iniciou suas atividades nesse sábado (21) no auditório da UNIP Vergueiro em São Paulo. Mais de 400 lideranças estudantis de todo o Brasil participaram do debate de abertura sobre a crise mundial e seus efeitos na educação. Estiveram presentes a mesa, Lúcia Stumpf e Tales Cassiano, presidente e vice presidente da UNE respectivamente, Ismael Cardoso, presidente da UBES, Milko Matijascic, representante do IPEA, Altamiro Borges, Jornalista do Portal Vermelho, Antônio Carlos Spis, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Heron Barroso, da Central dos Movimentos Populares, Camila Furchi, da Marcha Mundial de Mulheres, (MMM), Pedro Paulo, da Intersindical, Wagner Gomes, da CTB, Paulo Saboia, da CGTB.

A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, abriu as discussões ressaltando a importância do Coneg e as ações decisivas que definirão as bandeiras de luta dos movimentos sociais, entre elas, a bandeira levantada contra a crise mundial e o direito dos estudantes a meia entrada. A presidente também citou e convocou as lideranças para a grande jornada de mobilizações contra a crise que acontecerá no dia 30 de março.

O debate circundou principalmente em torno do tema dos efeitos da crise financeira mundial. Para Milko " A crise é queima de riqueza, tipico do capitalismo", portanto é uma crise do capitalismo que afeta a educação de forma circunstancial", ele ainda aborda dados que coloca o Brasil em baixa na educação em relação há muitos países da América do Sul e no mundo, inclusive no gasto por aluno, " No Brasil gasta por aluno por ano 1356 dólares, estamos pior que o méxico, estando apenas a frente da Índia".

Para o jornalista Altamiro Borges, "nós estamos vivendo de ruptura, não sabemos se vai melhorar ou piorar. Ninguém hoje se arrisca a falar do tempo e intensidade dessa crise. Não é qualquer crise. Essa é uma crise estrutural, sistêmica. Não é financeira, é uma crise do 'capitalismo' não é simplesmente uma crise cíclica. Nesse processo a esquerda brasileira precisa ter grande coesão, a mídia faz o papel do capital financeiro, ela amedronta, para combater esse poder precisamos de unidade e grandes movimentações", finaliza o jornalista.

O representante do MST chamou a atenção para o atual contexto social, em que há uma forte tendência de se criminalizar os movimentos sociais. Para ele, a mídia, principalmente por meio da TV, apresenta a questão da reconquista do campo pelo trabalhador como um ato criminoso.

O 57º Coneg tem o objetivo de discutir a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em 2010, além de promover a mobilização para a jornada de Lutas 2009 e debater a convocação do 51º Congresso da UNE que elege a nova diretoria e presidência da entidade.

O Congresso da UNE já está nas ruas

O Congresso da UNE já está nas ruas

Nos dias 21 e 22 de março acontecerá o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE, na cidade de São Paulo. A reunião de UEEs e Diretórios Centrais de Estudantes definirá a data, o local e convocará oficialmente o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. O encontro também elege a Comissão Nacional de Credenciamento e Organização (CNCO) e aprova o regimento interno do Congresso.

São esperados DCEs de universidades públicas e particulares de todo o país. As entidades cadastradas já estarão em condições de realizar o processo de eleição de delegados em suas universidades. No caso de instituições de ensino que não tiveram representação estudantil no Coneg, o processo poderá ser desencadeado a partir de uma comissão de estudantes que coordenarão as eleições no local.

"O processo de Congresso, na realidade, já começou quando realizamos um grande e vitorioso Coneb e construímos o Projeto de Reforma Universitária da UNE. Mas agora, depois do Coneg, tem início o processo de eleição de delegados propriamente dito. O Congresso toma às salas de aulas, os ambientes da universidade", diz Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da UJS.

O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, do qual a UJS participa, está mobilizando uma grande delegação de entidades para o evento. "Nosso movimento já realizou intenso processo de debates com os Centros Acadêmicos e agora faz o mesmo com os DCEs. Vamos com toda a força construir a maior mobilização da história dos Congressos da UNE. O Congresso da UNE já está na rua", aponta.

57º Coneg: estudantes definem mobilizações da UNE para os próximos meses

57º Coneg: estudantes definem mobilizações da UNE para os próximos meses

Os estudantes convocarão o 51º Congresso da entidade, a Jornada de Lutas 2009 e a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação


Os participantes desta edição do Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), que terá início neste sábado (21) e se estende até domingo (22), na UNIP Vergueiro, em São Paulo, definirão três importantes ações desta gestão que se encerra em julho deste ano.

Os cerca de 500 estudantes vindos de todo o país convocarão o 51º Congresso da entidade, que elege a nova diretoria e presidência, a mobilização para a Jornada de Lutas 2009 e debaterão a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em 2010.

Podem participar do fórum as entidades representativas de Instituições de Ensino Superior (IES) de todos os Estados e do Distrito Federal (DCE’s, UEE’s e entidades municipais) e também, das Executivas e Federações Nacionais de Curso, devidamente credenciadas.

Para tanto o/a delegado/a, o/a representante da Entidade Geral deverá apresentar no dia e local de recolhimento do Credenciamento: Ata oficial, fornecida pela UNE, para indicação do/a delegado/a e seu/sua suplente, com o quorum mínimo de 50% (cinqüenta por cento) mais 1 (um) dos/as diretores da Entidade que constarem registrados/as na Ata de Posse. Caso tenha havido substituição de membros da diretoria da entidade, será necessário apresentar a Ata de Alteração da Diretoria e o Estatuto da Entidade.

Além de uma cópia da ata de eleição e da ata de posse da diretoria da Entidade Geral, com prazo de mandato em dia. Para entidades que não comprovarem o tempo de duração do mandato, será considerado o prazo máximo de um ano a contar da data da posse da atual gestão e uma cópia do comprovante de matrícula 2009/1 do/a delegado/a e suplente.

Para as UEE’s e entidades municipais o valor é de R$ 350,00. Executivas, Federações e Coordenações de Curso e entidades que representem mais de 20 mil estudantes pagam R$ 200,00. Já entidade que representem de 10 mil a 19.999 alunos o preço é de R$ 150,00. Entidades que respondam por 1 a 9.999 estudantes terão que desembolsar R$ 100,00. Observadores pagam R$ 80,00. Quem tiver a carteirinha da UNE 2008 paga metade (R$ 40,00).

A inscrição garante credencial que dá acesso às atividades e ao alojamento que ficará no hotel Fórmula 1, na Avenida Nove de Julho. A alimentação não está inclusa.

Jornada de Lutas 2009

A edição deste ano da Jornada de Lutas acontecerá em o todo País entre os dias 30 de março a 3 de abril. O tema da tradicional série de manifestações convocadas pela UNE em defesa da educação é: "Essa crise não é nossa. Queremos mais conquistas para a Educação".

Sob este mote, estudantes sairão às ruas nas principais capitais do país por mais investimento em Educação, por uma nova legislação para a meia-entrada, sem restrições de direitos; pela manutenção da qualidade de ensino nas instituições particulares de ensino superior, em defesa da intervenção do Estado para evitar abusos nos reajustes de mensalidade, pelo fim do vestibular e a aprovação do Projeto de Lei de Reserva de Vagas nas universidades públicas.

Conferência Nacional de Educação

Com um painel que vai discutir a construção do Sistema Nacional de Educação, o MEC lança em abril a 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae). O tema central será Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.

O encontro tem uma agenda de trabalho para os 12 meses de 2009. No primeiro semestre, as conferências preparatórias ocorrerão nos municípios; no segundo semestre, nos 26 estados e no Distrito Federal. A conferência nacional será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, em Brasília e reunirá desde os setores públicos e privados da educação infantil até a pós-graduação, para um amplo debate.

A UNE e a UBES fazem parte de todas as Comissões desta primeira fase. A Conferência terá um painel de abertura, 52 colóquios onde os cerca de 2 mil delegados terão voz e voto. Para as entidades parceiras, a Comissão aprovou a inclusão de mesas de debates, e para os convidados de entidades internacionais a possibilidade de inscrever e apresentar trabalhos.

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

A UJS realizará seu Encontro Nacional de Estudantes Universitários nos próximos dias 23 e 24 de março, na cidade de São Paulo. São esperadas cerca de quatrocentas lideranças de todos os estados do país.

O Encontro terá caráter histórico para a militância da União da Juventude Socialista, trazendo à baila não apenas as questões da atual conjuntura, mas um resgate do movimento nas últimas décadas.

A ideia é debater a trajetória dos 25 anos de atuação da UJS no movimento universitário, identificando as contribuições, as eventuais deficiência e, principalmente, apontando os objetivos estratégicos da ação dos jovens socialistas no movimento estudantil.

Os desafios do momento também serão analizados, posto que processo do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes já está deflagrado e é o centro da atuação da militância da UJS no primeiro semestre.

"A UJS completa 25 anos em 2009, sendo que nossa ação no movimento estudantil tem riquíssimo acúmulo em todo esse tempo. Queremos, então, sistematizá-lo, apontando os acertos e as deficiências que possibilitaram a construção de uma experiência bem sucedida e tão longeva. Queremos sobretudo extrair lições e apontar perspectivas, pois esse é um patrimônio das gerações passadas, da geração presente e das futuras gerações da militância da UJS", analiza Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da entidade.

Militante de Carteirinha

Também no Encontro Universitário será lançada a versão 2009 da carteirinha de militante da UJS, em mais um passo de estruturação da política de finanças da entidade, que terá seus recursos divididos entre as direções Nacional, estaduais e municipais.

A carteira poderá ser confeccionada na hora, por R$15, durante o evento. Também estará disponível pelo site da UJS, através de pagamento on-line.

Programação do Encontro Nacional de Estudantes Universitários da UJS

23/03 - segunda-feira

9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo

Painelista:

  • Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)

12 horasAlmoço

14 horasEnfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro

Painelistas:

  • Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve;
  • Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS

16 horas Debates em Grupos

18 horas – Jantar

19 horas Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil

Painelista:

  • Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
  • Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e
  • Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)

21 horas – Atividade Cultural

24 de março - terça-feira

9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário

Painelistas:

  • Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE
  • Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS


10:30 horas – Debates em Grupos

12 horas – Almoço

14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário

Painelistas:

André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE

18 horas – Encerramento

De São Paulo, Fernando Borgonovi

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

No próximo dia 23 de março, junto com o Encontro Nacional de Estudantes Universitários, será lançada a versão 2009 da Carteira Nacional de Militante da UJS. Comemorativa do aniversário de 25 anos da entidade, a nova carteirinha custará R$15 (anuidade) e poderá ser encomendada pela internet, através da página da UJS, com pagamento on-line e envio pelo correio. Durante o Encontro, sua confecção será na hora.

A carteirinha é um instrumento de identificação do jovem socialista, que representa o vínculo dele com a organização, e também o mecanismo de contribuição anual do militante com a sua entidade.

Anderson de Souza, diretor de finanças da UJS, ressalta o caráter educativo de o militante ajudar na estruturação da entidade. "É muito importante - não apenas pelos recursos, mas também pelo caráter educativo - criar essa rede de contribuintes. O militante socialista tem que saber que não temos acesso a grandes patrocinadores e que ele é parte fundamental para a manutenção da entidade. A partir da carteira, queremos mostrar que o problema da sustentação material é político e necessita do envolvimento coletivo".

Como política nacional de finanças, os recursos adquiridos a partir das carteiras serão divididos em partes iguais para a Direção Nacional, as Direções Estaduais e as Direções Municipais, possibilitando que toda a rede da UJS se estruture melhor. "Estamos cumprindo resoluções de nosso Congresso, que apontaram para a urgência de consolidar uma política de finanças. Uma política de finanças tem que pensar na UJS em todos os seus níveis de direção. Esperamos com isso envolver toda a militância e estimular especialmente as direções municipais, que são peças chave para esse empreendimento ser vitorioso. Afinal, quanto mais carteiras um município fizer, mais recursos ele terá para fazer política", diz Anderson Souza.

Próximo passo: carteira para os veteranos e amigos

Outro pilar da política de finanças será a contribuição dos veteranos e amigos da UJS. A ideia consiste em procurar antigos militantes e simpatizantes que hoje atuam em governos, direções partidárias ou na iniciativa privada e possam ter disposição de contribuir financeiramente com a entidade da qual participaram na juventude.

Os amigos que aderirem, poderão realizar contribuições mensais, anuais e mesmo eventuais - através, por exemplo, da doação de equipamentos para uma sede da UJS - e receberão uma carteira especial, uma pequena homenagem ao apoio à luta da UJS, no passado e no presente.


De São Paulo,

Fernando Borgonovi

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Terminou na noite desta quinta-feira a eleição da nova diretoria do DCE da Universidade Paulista (UNIP) da capital. A chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", apoiada pela UJS, venceu o pleito, obtendo cerca de 5700 votos.

O primeiro desafio dos novos componentes do Diretório Central de Estudantes será organizar a participação no Coneg da UNE e a recepção de estudantes de todo o país, já que serão os enfitriões do evento que acontecerá unidade Paraíso da UNIP, nesse final de semana.
O processo eleitoral abrangeu os campus Paraíso, Vergueiro, Norte, bacelar, Cidade Universitária, Anchieta, Chácara Santo Antônio, Pinheiros e Tatuapé, demonstrando a força e a capilaridade do movimento estudantil nesta universidade. Em número de alunos, a UNIP é uma das maiores instituições privadas de ensino do país.

A União da Juventude Socialista apresentou várias lideranças para a composição da chapa, dentre elas os estudantes Marcelo Freitas, Jardel e Márcio Bico. Bico, estudante de jornalismo do campus Paraíso e membro da direção municipal da UJS, foi escolhido para presidir a nova gestão.

"Nós, alunos da UNIP, estamos muito felizes por receber estudantes de todo o país nesse CONEG da UNE. Será para nós uma grata responsabilidade. Tarefa ainda maior, e que pretendemos cumprir com muito trabalho e dedicação, é a organização de uma grande delegação de estudantes da UNIP para participar do Congresso da UNE. Queremos que seja a maior mobilização já feita pela UNIP da capital para uma atividade da UNE", aponta o presidente eleito.

De São Paulo,

Fernando Borgonovi

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

A chapa "Saudações a quem tem coragem", com participação da UJS, obteve 1.884 votos e venceu as eleições para o DCE da Universidade Federal do Piauí (UFPI), derrotando a chapa "Quem sabe faz a hora" (1.474 votos), ligada ao PSTU.

Os jovens venceram o processo eleitoral, realizado nos dias 19 e 20 de novembro, com a proposta de atender as necessidades dos estudantes, abrir canais de comunicação com a reitoria e, principalmente, levar o movimento estudantil para além do campus universitário.
A ampla chapa, composta por 53 estudantes de todos os centros de ensino da universidade, mobilizou a todos. A diversificação de atuação vai garantir o contato com todos os cursos oferecidos na instituição. "Pensamos numa pluralidade. O DCE deve ser um espelho desta diversidade que existe na UFI. Os membros da chapa são pessoas que, a partir de sua vivência cotidiana em cada curso, podem apontar os problemas e as soluções para tentar transformar realidade da universidade", argumentou Cássio Borges, futuro coordenador de Planejamento do DCE.

Uma das preocupações é o pouco interesse dos estudantes da universidades em atividades do gênero. Dos mais de 15 mil alunos da UFPI em Teresina, apenas 3.358 participaram do processo eleitoral.

Cássio Borges atribui o desinteresse nas eleições do DCE, ao distanciamento do DCE com os estudantes na última gestão. Segundo ele, o DCE é visto por parte dos jovens apenas como órgão que confecciona a carteira de estudante. "Falta envolvimento com os estudantes".

Os membros da chapa vencedora fizeram oposição à atual gestão e prometem mudar a atuação e a imagem do Diretório. "O DCE é um mediador dentro da UFPI, representa o ponto de vista do estudante sobre a universidade", explica o jovem.

Para o próximo coordenador de Formação Política da entidade, Everton Feitosa, "falta conectividade entre o DCE e a realidade dos estudantes. O diretório esteve longe da luta dos estudantes".

Sobre a atuação mais ampla do movimento estudantil, Cássio Borges enfatizou que a pesquisa e a extensão na Universidade devem ser pautada nas demandas sociais. "A luta não vai se restringir dentro da universidade, vai se somar a uma luta do movimento estudantil para mudar a vida de uma forma geral. O papel do movimento é transformar a sociedade e o país".

Entre as prioridades da nova gestão está o debate sobre a Reforma Universitária. "Nossa chapa vai defender uma reforma que sirva para os interesses dos estudantes. Universidade Pública gratuita e de qualidade, que valorize ensino, pesquisa e extensão. Financiada com recursos públicos e autonomia universitária", defendeu Everton.

A Comissão Eleitoral tem a partir das eleições, 15 dias para convocar o Conselho de Entidade de Base, formado pelos Centros Acadêmicos, para que seja empossada a nova Chapa.

Do Piauí, Ismael Oliveira

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

O final de ano tem reservado boas notícias para a frente de movimento universitário da UJS. Chapas com participação de militantes da União da Juventude Socialista saíram vitoriosas nas eleições do Diretório Central dos Estudantes da PUC-Rio, do CACO (CA de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e também do DCE da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Para o Diretor da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Theo Rodrigues, o momento é fundamental para trazer à tona as bandeiras da organização. "O presidente que estava em vigor, até então, foi candidato a vereador pelo DEM e eles usaram o DCE e a estrutura da PUC para sua campanha", afirma.

Três chapas disputavam as vinte cadeiras de diretoria. A "Roda Viva" encabeçada pela UJS, "Idéias" pelo DEM e "Primavera nos dentes" pelos anarquistas e PSOL. Com cem votos a frente da segunda chapa a UJS saiu vitoriosa com aproximadamente 1200 votos (o resultado da apuração ainda não foi divulgado).

No Direito da UFRJ foi a vez da chapa "Pelo direito, sempre!", também encabeçada pela União da Juventude Socialista. De um total de 1297 votos, 603 foram da chapa número um levando a vitória para a entidade. Em segundo lugar ficou a chapa "Justa Causa", composta pelo PSTU e PSOL.

Para o militante da UFRJ, Marcelo Rodrigues, muitas vitórias virão com a eleição da chapa da UJS. "Já apoiávamos o REUNI enquanto oposição. Não havíamos aberto mão do projeto de reestruturação e expansão da UFRJ desde a eleição passada, agora vamos colocar as bandeiras em prática", conta.

Essas bandeiras incluem o compromisso de campanha que é lutar para que a verba destinada à universidade seja utilizada no projeto de reestruturação; renovação das bibliotecas e atualização dos acervos; aumento de coordenadores, pois hoje há um único coordenador de curso para atender 2700 alunos; e reestruturação do Escritório Modelo, obrigatório aos alunos do sétimo semestre de Direito.

"Um outro ponto importante é que a nossa universidade sofreu um nível de sucateamento acentuado, principalmente nos anos FHC e a maior parte dos nossos professores são substitutos e não concursados o que impede a realização de pesquisas de extensão", conta Marcelo.

Vitória também na Federal do Mato Grosso do Sul

A felicidade dos Guaicurus não ficou para trás. Para o militante da UJS no Mato-Grosso do Sul, Jean, a vitória de dois membros da UJS são a certeza de outras tantas vitórias que estão por vir.

Ele explica que o processo de eleição da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul é mais complicado. Cada centro indica um candidato, não tem chapas como nas outras universidades. "Ganhamos no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), com o Arthur, de Ciências Sociais, e no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), com a Dani, da Arquitetura", conta.

Na UFMS as bandeiras são a favor da paridade nas eleições para reitoria; a construção de um restaurante universitário e também da morada do estudante. Além disso, buscam o fortalecimento do CUCA e ampliação do passe de estudante aos pós-graduandos e aos estudantes de cursos técnicos.

"De todos os eleitos, incluindo os do interior, será escolhido o Coordenador Geral por meio de uma reunião com todos os diretores. O Arthur D´Amico foi a nossa indicação. Aguardamos agora a sua vitória e daremos continuidade ao trabalho", conclui".

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

DanielNa última sexta-feira (14) ocorreram as eleições do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes (DCE-Unimontes), na cidade de Montes Claros (MG). Três chapas disputaram efetivamente a possibilidade de dirigir a entidade estudantil no ano de 2009: Identidade, Nós podemos e DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento. Após uma campanha caracterizada pela discussão de propostas e pela mobilização, as eleições transcorreram em clima de bastante efervescência e respeito entre os acadêmicos.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento foi eleita com 61% dos votos. O presidente eleito é o estudantes de Ciências Sociais e presidente da UJS em Montes Claros, Daniel Dias. “Conseguimos compor um grupo que tem disposição e interesse em movimentar a universidade. Iremos realizar uma gestão pautada pela combatividade e pelo estímulo à participação dos estudantes. Ainda neste ano, realizaremos um seminário aberto para discutir e planejar as ações de nossa gestão”, disse.

Segundo o atual presidente do DCE, Diego de Macedo, “a gestão A Hora é Essa conseguiu grandes vitórias políticas, com destaque para a conquista do meio-passe. Agora cabe aos novos dirigentes do DCE manter acesa a chama da luta estudantil na Unimontes.”

“Nossa grande contribuição será o fortalecimento do movimento estudantil na Unimontes”, afirmou o vice-presidente do Centro Acadêmico de História e diretor municipal da UJS, Rodrigo Costa.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento tomará posse no próximo dia 9 de fevereiro, primeiro dia letivo de 2009.

Confira o resultado das eleições e a composição da chapa eleita:

Chapa 1 – Salvação: Retirou a candidatura.

Chapa 2 – Identidade: 71 votos.

Chapa 3 – Nós Podemos (PT/Psol): 393 votos.

Chapa 4 – DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento (UJS e independentes): 758 votos.

Nulos: 7 votos.

DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento

Presidente: Daniel Dias – Ciências Sociais

Vice-presidente: Laís Moreira – Educação Física

1º Secretário: Jader Barbosa - Pedagogia

2º Secretário: Matheus Lopes - Biologia

1ª Tesoureira: Izabel Tamiris - Administração

2º Tesoureiro: Nilson Rocha - Economia

Diretor Técnico: Ezequiel Silva - Geografia

Diretor de Relações Públicas: Rodrigo Costa - História

Diretora de Assistência Estudantil: Danielle Rocha – Serviço Social

Diretor Jurídico: Leonardo Petroni - Direito

Diretor de Cultura, Esporte e Lazer: Diassis dos Santos – Sistemas de Informação

De Montes Claros, Ramon Fonseca