domingo, 22 de março de 2009

Ana Marta: na UJS me fiz e a ela me devo!

Ana Marta: na UJS me fiz e a ela me devo!

"Sonho que se sonha só é só sonho, sonho que se sonha junto é realidade" (Raul Seixas)

Minha vida está marcada, justamente, como a vida de tantas e tantos brasileiros que sonhavam e, dentre tantos sonhos, até os mais simples, como comer coisas que só se via na televisão e, principalmente, quando via as "pobres-ricas novelas brasileiras", que cumpriam o papel de, ao menos, inspirar aos que tem desejos e sonhos de progredir na vida. A dureza de viver e enfrentar a vida como ela se colocava naquela realidade, fazia parte do talvez, chamado destino.

Por Ana Marta da Silva Santos*

Uma vida tão simples e com tantas dificuldades em uma casinha tão pequena, onde todos os sete filhos dormiam em um mesmo quarto, onde tantas vezes éramos surpreendidos com a chegada do pai embriagado incomodando e até espancando filhos e esposa, impedindo-nos de ter o tão nobre momento humano: o sono! Era esse o dia-a-dia da "menina-adolescente" que era capaz de sonhar como mulher!

Em 2003, pouco depois de completar meus 16 aninhos tive de presente um convite para participar de uma reunião, organizada pelo professor Arismário (ex-militante da Juventude Viração), que preparava, politicamente, a um grupo de jovens e estudantes, que posteriormente, se formou a delegação Ipiraense ao 29o Congresso Nacional da Ubes, em novembro do mesmo ano em São Paulo, também primeira delegação da cidade a ir a um evento de tal relevância.

Confesso que foi a primeira vez que viajei "tão longe". Meus parentes que viviam em São Paulo sempre foram vistos como pessoas importantes, pelo simples fato de viver na "terra das oportunidades", para os nordestinos, independente do nível de vida e do oficio que realizasse, pois essa era uma das melhores formas de mudar de vida, e realmente, para mim, também foi, mas em um contexto diferente, pois não me coube limpar ou cozinhar para Doutores e, tampouco, ser explorada como mão-de-obra barata ou escrava, pois ali se abriu uma não, mas várias portas e janelas ao mesmo tempo, e meu ofício era entrar no mundo dos que pensam, amam, sonham e fazem tudo em busca de um mundo melhor, não só para si mesmo, mas para todos.

Talvez fosse desnecessário, mas faço questão de citar a tão grande emoção que me contagiava; como a cada um de vocês, nessa experiência fantástica e inesquecível, mas de fato, eu me sentia extasiada e até chorei de emoção quando, por primeira vez ouvi: "Viva, Viva, Viva a Juventude Socialista, Se eu quero e você quer mudar a situação..."; parecia que no dia seguinte estaríamos no mundo novo, transformado por nós mesmos. Claro, que rapidinho aprendi a cantar essa e tantas outras palavras de ordem da UJS e devo dizer que esse foi o fato mais emocionante, extraordinário e inesquecível da minha vida, até aquela idade. O mundo se tornou muito mais infinito e entendi por que o Sonho que se Sonha Junto è realidade!

A militância se deu naturalmente e estendeu-se da pequena cidadezinha do sertão baiano, chegando a preciosa capital da Bahia; e dentre as grandes tarefas estavam o ME( Grêmio do Central, Residência Estudantil, Abes, Ubes), e posteriormente o leque se ampliou com o movimento negro, de mulheres , sindical, luta ecológica, enfim..., tantas lutas que me fez desejar e amar esse mundo da política que você não vale um saco de cimento ou uma dentadura, mas sim o que você é capaz de produzir, pensar, contribuir e, ainda, pode contar com a contribuição desse coletivo que te embriaga de sonhos e desejos de mudar o mundo.

E, como me refiro a uma época não tão remota, mas que vivia em um contexto político diferente; para mim, a universidade (que na UJS aprendemos a vê-la e colocá-la na prioridade que merece, mesmo sendo a militância a maior universidade dessa vida!) era também uma luta prioritária, para mim, e sabia que não estava sozinha na batalha e, por fim, venci também nessa batalha, mas não foi na Bahia, nem no Brasil e sim na nossa pátria-irmã, Cuba, através das bolsas que o governo cubano doa as entidades não-governamentais a diversos países para que estudantes pobres e carentes que não podem custear seus estudos possam estudar na Elam — Escola Latino Americana de Medicina, que representa a concretização de mais um dos fantásticos sonhos do nosso comandante Fidel Castro, que nos acolhe extraordinariamente, adotando-nos como seus filhos, durante nossa residência temporária de seis anos e meio aqui.

A vida em Cuba tem sido uma extraordinária experiência e, só sairá daqui só médico quem quiser, pois as oportunidades de freqüentar um circuito cultural de primeira qualidade a preço tão módico; é incomparável. Além disso, aprendemos que o médico que só de Medicina sabe nem de Medicina sabe; portanto, nos cabe saber de Cultura, Arte, Política... em qualquer parte!Esta é a capital mundial da juventude e dos estudantes, o que nos permite, além de interagir com o povo cubano, interagir com pessoas de tantos países que nunca pensei em conviver; que também vêem aqui estudar diferentes carreiras.

Me resta dizer à "Força que Cresce", que não só cresci, mas que também amadureci, me fortaleci e, pelo pouco que me falta, também me profissionalizei, graças à sua existência e, hoje, depois de passados quase 15 anos me sinto um fruto seu e com o ensinamento do apóstolo da Revolução Cubana, Jose Marti: “Há que fazer em cada momento o que em cada momento e necessário”, portanto, da mesma forma que foi necessário distanciar-me fisicamente da sua estrutura, e necessário, aproveitar os 26 anos da UJS e no seu Congresso Nacional para saudar aos seus militantes e dirigentes dizendo: obrigada, UJS! Parabéns por ser uma perspectiva enorme para a juventude brasileira!!! Bem-vindos os que chegam e valeu aos que se vão!!! Felicidades!!!

Por ocupar as mais representativas entidades estudantis brasileiras (UNE/Ubes...), Latino-Americana (Oclae) e de Juventude (FMJD). Além de ter na sua trajetória nomes brilhantes e inesquecíveis de militantes que passaram dando suas contribuições indispensáveis e inconfundíveis.

Verdade é que a Biologia me chama e com os olhos cheios de lágrimas e com muita emoção, com sentimento de dever cumprido e sem querer dizer Adeus, digo até logo, e não é que estou saindo da mais guerreira e revolucionaria organização juvenil brasileira — é que cumprimos nossos papéis e vamos passando, alguns lentamente, outros mais rapidamente, afinal, chegam outras pessoas a cumprir as mesmas tarefas e, como você me fez, te digo: a você me devo!!! Meu dever agora é trilhar pelos teus mandamentos, recordando Che: “Se você é capaz de sentir por qualquer injustiça em qualquer lugar do mundo, somos companheiros!”.

Aqui, temos Che tão presente, que até as crianças conhecem muito do nosso Comandante, o que me faz ter dúvida quanto a sua ausência física, pois seus ensinamentos estão tão vivos..., que nos faz sentir e dizer: Seremos como El Che!!!

E nosso compromisso de ser como Che não se resume à profissão, mas também ao nosso ideal revolucionário de exercer a Medicina em prol dos que necessitam e não dos que tem melhor poder aquisitivo, pois saúde não é mercadoria e nossa formação trilha por esse caminho e, cabe à UJS apoiar a luta pela revalidação dos nossos diplomas, pois seguramente o que teme a elite médica brasileira é que em nossas consultas verão um belo cartaz, dizendo: “Entre! Aqui você não é um cliente e sim um paciente. Médico Formado em Cuba!

Sou a primeira militante baiana que termina o curso em Cuba e com muito orgulho, deixarei uns quantos e corajosos seres que seguirão suas carreiras para que amanhã sejamos não só os ex-estudantes de Medicina em Cuba, mas sim camaradas que também se fizeram em você e no momento devido entenderão que a você se devem, igual que tantos outros que ainda virão a cumprir a mesma tarefa e formaremos "El Ejercito de Batas Blancas" de Fidel e, conseqüentemente, doutores filhos de trabalhadores, pois cremos que “os poderosos poderão deter uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera!!!!”.

Nessa data tão importante, onde há 80 anos nascia o Comandante Ernesto Che Guevara, espero que tantos Ches nasçam hoje, que tantas meninas e meninos possam ser salvo do mundo das drogas e da prostituição, aonde as Anas, Martas, Marias, Rosas..., tenham seus destinos transformados e concretizaremos os nossos sonhos coletivos como nos ensinou Raul Seixas e viveremos a primavera “del Che”! “Vem pra UJS, vem pra luta também!".

VIVA CUBA!!!
VIVA O BRASIL!!!
VIVA A UJS!!!

"Sigamos sonhando juntos para que nossos sonhos se façam realidade e vivamos sempre a Primavera!"

* Ana Marta da Silva Santos é militante do PCdoB, da Unegro e da UBM, além de estudante de Medicina da Elam (Escola Latino Americana de Medicina) em Cuba

57º Coneg coloca Plano e Conferência Nacional de Educação em pauta

57º Coneg coloca Plano e Conferência Nacional de Educação em pauta

A primeira mesa que aprofundou as discussões sobre o PNE e a segunda tratou de questões relacionadas a Conferência Nacional e o Sistema Nacional Articulado de Educação

A tarde deste sábado foi reservada para os debate sobre as perspectivas do Plano Nacional de Educação (PNE), a Conferência Nacional de Educação e o Sistema Articulado de Educação.

A primeira mesa que aprofundou as discussões sobre o PNE contou com a participação da professora, integrante da diretoria da Fundação Marcio Grabois Nereide Saviani, a professora, representante do ANDES Liguia Brigitta, o deputado federal Ivan Valente e o diretor de movimentos sociais da ANPG Fábio Pluft.

Os palestrantes foram unânimes ao afirmar que o Plano é um avanço, mas ainda precisa ser aperfeiçoado e que a sociedade brasileira, prinicipalmente os estudantes, tem papel fundamental na implementação do documento.

"Mesmo em um momento de crise financeira, a educação não pode deixar de ser prioridade, pois é setor estratégico para o desenvolvimento nacional. O PNE é necessário porém deve ser mais preciso e ágil para que possamos garantir educação de qualidade em todos os níveis para todos", disse Nereide.

Já a professora Lighia apresentou uma série de dados que comprovaram estagnação, e por vezes queda, nos investimentos na área. Ela também lembrou os vetos ao PNE feitos pelo governo FHC que, de acordo com ela, atingem a educação infantil e a superior.

Para o deputado Ivan Valente o plano é viável. "Além da ampliação do ensino público, precisamos barrar a expansão desenfreada das instituições particulares, limitando o licenciamento. Medidas como essas, compõem, juntamento com outras ações e planejamentos, elemento fundamental para uma educação de qualidade".

"Precisamos lembrar que apenas a elaboração de um plano, sem ações concretas, não será suficiente", convocou Fabio, afirmando que a participação efetiva dos movimentos sociais nesta luta é o que dará resultados.

A mesa intitulada "Conferência Nacional e o Sistema Nacional Articulado de Educação" foi formada pelo diretor de políticas educacionais da UNE, Rafael Chagas, secretário adjunto do ministério da Educação Arlindo Cavalcanti, Heleno Araújo Filho secretário de assuntos educacionais da CNTE, Cristina de Castro, secretária geral da CONTEE e o representante da UNE na OCLAE Renan Alencar.

A mesa orientou a participação dos estudantes na Conferência que acontece em 2010 e discutiu a importância da iniciativa ser institucionalizada. "Será um momento estretégico para garantirmos que a Conferência seja consolidada como política de Estado", disse Arlindo Cavalcanti.

"O documento base da Conferência aponta avanços. Pensa a educação como sistema único e não fatiado por níveis", lembrou Rafael. "Construir uma educação de qualidade é tarefa nossa. A Conferência é uma conquista nossa, sendo assim deve ser ocupada por nós", convocou Cristina, da CONTEE.

Renan Alencar apontou o combate a expansão desenfreada das instituições privadas como uma das principais bandeiras na Conferência. "Este ano será o momento de construirmos um documento com nossas reivindicações e fazer deste espaço uma oportunidade para garantir avanços importantes e significativos na área, o que inclui mais investimentos e fomento a pesquisa", avaliou o secretário adjunto do MEC

Debate sobre crise financeira mundial e seus efeitos na educação abre 57º Coneg

Debate sobre crise financeira mundial e seus efeitos na educação abre 57º Coneg

O tema do fórum "Essa crise não é nossa! Queremos mais conquista para a educação" foi amplamente discutido em mesa de abertura

O 57º Coneg (Conselho Nacional de Entidades Gerais) iniciou suas atividades nesse sábado (21) no auditório da UNIP Vergueiro em São Paulo. Mais de 400 lideranças estudantis de todo o Brasil participaram do debate de abertura sobre a crise mundial e seus efeitos na educação. Estiveram presentes a mesa, Lúcia Stumpf e Tales Cassiano, presidente e vice presidente da UNE respectivamente, Ismael Cardoso, presidente da UBES, Milko Matijascic, representante do IPEA, Altamiro Borges, Jornalista do Portal Vermelho, Antônio Carlos Spis, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Heron Barroso, da Central dos Movimentos Populares, Camila Furchi, da Marcha Mundial de Mulheres, (MMM), Pedro Paulo, da Intersindical, Wagner Gomes, da CTB, Paulo Saboia, da CGTB.

A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, abriu as discussões ressaltando a importância do Coneg e as ações decisivas que definirão as bandeiras de luta dos movimentos sociais, entre elas, a bandeira levantada contra a crise mundial e o direito dos estudantes a meia entrada. A presidente também citou e convocou as lideranças para a grande jornada de mobilizações contra a crise que acontecerá no dia 30 de março.

O debate circundou principalmente em torno do tema dos efeitos da crise financeira mundial. Para Milko " A crise é queima de riqueza, tipico do capitalismo", portanto é uma crise do capitalismo que afeta a educação de forma circunstancial", ele ainda aborda dados que coloca o Brasil em baixa na educação em relação há muitos países da América do Sul e no mundo, inclusive no gasto por aluno, " No Brasil gasta por aluno por ano 1356 dólares, estamos pior que o méxico, estando apenas a frente da Índia".

Para o jornalista Altamiro Borges, "nós estamos vivendo de ruptura, não sabemos se vai melhorar ou piorar. Ninguém hoje se arrisca a falar do tempo e intensidade dessa crise. Não é qualquer crise. Essa é uma crise estrutural, sistêmica. Não é financeira, é uma crise do 'capitalismo' não é simplesmente uma crise cíclica. Nesse processo a esquerda brasileira precisa ter grande coesão, a mídia faz o papel do capital financeiro, ela amedronta, para combater esse poder precisamos de unidade e grandes movimentações", finaliza o jornalista.

O representante do MST chamou a atenção para o atual contexto social, em que há uma forte tendência de se criminalizar os movimentos sociais. Para ele, a mídia, principalmente por meio da TV, apresenta a questão da reconquista do campo pelo trabalhador como um ato criminoso.

O 57º Coneg tem o objetivo de discutir a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em 2010, além de promover a mobilização para a jornada de Lutas 2009 e debater a convocação do 51º Congresso da UNE que elege a nova diretoria e presidência da entidade.

Mais sobre Komsomol

Mais sobre Komsomol

Komsomol ou Comsomol (em russo, Комсомол) — a organização juvenil do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). O nome é uma contração de Kommunistitchéski Soiuz Molodiôji (Коммунистический союз молодёжи) ou União da Juventude Comunista. Criada em 29 de outubro de 1918, mudou de nome em 1922 para Liga Comunista Leninista da Juventude de Toda a União. A filiação ao Komsomol era permitida a partir dos 14 anos, até o limite de 28 anos de idade. Mesmo assim, os funcionários da organização deveriam ser antigos militantes, sendo portanto mais velhos que os membros regulares. Para os menores de 14 anos, existia o Movimento dos Pioneiros. No plano internacional, o Komsomol era o membro mais importante da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD). Na época de seu auge, dos anos 1970 ao início dos anos 80, o Komsomol tinha mais de 40 milhões de afiliados.

Sobre as Contradições no Komsomol

Sobre as Contradições no Komsomol(1)

J. V. Stálin

3 de Abril de 1924

Primeira Edição: no livro: J. Stálin, «Sobre a União da Juventude Comunista». Moscou, 1926.
Fonte: J.V. Stálin – Obras – 6º vol., Editorial Vitória, 1954 – traduzida da edição italiana da Obras Completas de Stálin publicada pela Edizioni Rinascita, Roma, 1949.
Tradução: Editorial Vitória
Direitos de Reprodução: A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.

***

Devo dizer, em primeiro lugar, algumas palavras sobre a posição assumida pelo C.C. da União da Juventude na discussão que se desenvolve no Partido. Foi um erro que o C.C. da União da Juventude Comunista da Rússia mantivesse obstinado silêncio depois que as organizações locais já se haviam pronunciado. Mas seria errôneo interpretar o silêncio do C.C. da Juventude como uma posição de neutralidade. Foi apenas de uma prudência excessiva.

Agora, algumas palavras sobre os debates. Creio que não há entre vós divergências de princípio. Estudei as vossas teses e artigos e no entanto não encontrei divergências de princípio. Pelo contrário, encontrei neles confusão e um montão de artificiais contradições "inconciliáveis".

A primeira contradição consiste em contrapor a União como "reserva", à União, como "instrumento" do Partido. Que é a União, uma reserva ou um instrumento? Uma coisa e outra. Isto é claro e já foi dito pelos próprios camaradas nos seus discursos. A União da Juventude Comunista é uma reserva, reserva composta de camponeses e de operários, da qual o Partido retira novos contingentes. Mas, ao mesmo tempo, é um instrumento, um instrumento nas mãos do Partido, que influencia as massas da juventude. Poder-se-ia dizer, mais concretamente, que a União é um instrumento do Partido, uma arma auxiliar do Partido, no sentido de que os militantes ativos da União são um instrumento do Partido para influenciar os jovens que estão fora da União. Estes conceitos não são contraditórios e não podem ser contrapostos um ao outro.

A segunda pretensa contradição "inconciliável", na opinião de alguns camaradas, seria de que "a política de classe da União é determinada não pela sua composição social, mas pelo grau de firmeza das pessoas que a dirigem". Aqui se contrapõe a firmeza à composição social. Também esta contradição é artificial, pois a política de classe da União é determinada por ambos os fatores: pela sua composição social e pelo grau de firmeza do seu grupo dirigente. Se pessoas firmes sofrem a influência de uma composição social estranha ao espírito da União — cujos membros gozam de direitos iguais — a existência de tal composição não pode deixar de imprimir seu selo no trabalho e na política da União. Por que razão o Partido regula a sua composição social? Porque sabe que a composição social influi no seu trabalho.

Finalmente, outra contradição, também artificial, que diz respeito ao papel da União e ao seu trabalho entre os camponeses. Alguns colocam a questão nestes termos: a tarefa da União consistiria em "consolidar" a influência entre os camponeses e em ampliá-la; outros desejariam “ampliar a influência", mas não estariam de acordo em consolidá-la. E disso se quer fazer a plataforma da discussão. É evidente que a contraposição dessas duas tarefas é artificial, porque todos compreenderam muito bem que a União deve ao mesmo tempo consolidar e ampliar a sua influência no campo. É verdade que num ponto das teses do C.C. da União há uma frase infeliz sobre o trabalho entre os camponeses. Mas nem Tarkhânov nem os outros representantes da maioria do C.C. da União insistem naquela formulação infeliz e concordam em modificá-la. Depois disso, valeria a pena discutir por coisa de somenos importância?

Há, porém, na vida e na atividade da União da Juventude Comunista uma contradição, uma contradição real, não fictícia, sobre a qual desejaria dizer algumas palavras. Refiro-me à existência de duas tendências na União: a operária e a camponesa. Refiro-me à contradição entre estas tendências, que se faz sentir e que não se pode desprezar.

A parte relativa a esse problema foi o ponto mais fraco nos discursos dos camaradas. Todos dizem que é necessário aumentar os efetivos da União recrutando novos operários, mas todos tropeçam quando passam aos camponeses, ao problema do recrutamento dos camponeses. Até mesmo os oradores que falaram sem argúcias nem subterfúgios tropeçaram nesta questão.

É evidente que diante da União surgem dois problemas: o operário e o camponês. É evidente que, pelo fato de ser a uma organização operária e camponesa, essas duas tendências, essas contradições continuarão a existir também no futuro. Alguns, negligenciando os camponeses, dirão que é necessário recrutar os operários, enquanto outros dirão que é preciso recrutar os camponeses, subestimando a importância do elemento proletário na União como elemento dirigente. Esta contradição interna, inerte à natureza mesma da União, fez com que tropeçassem os oradores que falaram aqui. Nos discursos, fez-se um paralelo entre o Partido e a União. Mas o fato é que, na realidade, esse paralelismo não existe, pois o nosso Partido é operário, e não operário e camponês, enquanto a União é uma organização operária e camponesa. Por isso, a União não pode ser uma organização exclusivamente operária, mas deve ser ao mesmo tempo operária e camponesa. Uma coisa é clara: em virtude da estrutura atual da União, as contradições internas e a luta das tendências serão inevitáveis também no futuro.

Têm razão os que dizem que é preciso recrutar para o Partido os jovens camponeses médios, mas nesta questão é necessário ter muita prudência e não deslizar para a posição de um partido operário-camponês, coisa que ocorre às vezes até a alguns dirigentes. Muitos clamam: "Recrutais para o Partido operários, por que não poderemos recrutar, em igual medida, os camponeses? Demos ingresso a cem mil ou duzentos mil camponeses". O C.C. é contra esta tendência, porque o nosso Partido deve ser um Partido operário. Uns 70 a 80 por cento de operários e uns 20 a 25 por cento de não operários, tal deve ser, mais ou menos, a correlação no Partido. Na União, a questão é um pouco diference. A União da Juventude Comunista é a organização voluntária, livre, dos elementos revolucionários da juventude operária e camponesa. Sem camponeses, sem a massa da juventude camponesa, deixaria de ser uma união operária e camponesa. Mas é preciso agir de modo que o papel dirigente permaneça com o elemento proletário.


Notas:

(1) Discurso pronunciado na Conferência convocada pelo C.C.. do P.C.. (b) da Rússia para discutir os problemas do trabalho entre a juventude[N20]

[N20] A 3 de abril de 1924, no C.C. do P.C. (b) da Rússia, realizou-se uma reunião consagrada ao trabalho entre a juventude, de que participaram membros do C.C. do Partido e os membros e os suplentes do C.C. da U.J.C.R. e representantes das dez organizações provinciais mais importantes da U.J.C.R. A reunião fez o balanço da discussão sobre as tarefas imediatas do Komsomol, desenvolvida em começos de 1924. Depois de estudar os resultados da reunião, o C.C. do P.C. (b) da Rússia determinou às organizações locais do Partido e da União da Juventude que intensificassem os esforços por alcançar unidade e acordo no trabalho e chamou a atenção dos dirigentes da União da Juventude sobre a necessidade de melhor organizar o trabalho para cumprir as tarefas determinadas pelo Partido.

UJS IRÁ DIRIGIR O PRIMEIRO GRÊMIO DO HERCÍLIA MORETTI

UJS IRÁ DIRIGIR O PRIMEIRO GRÊMIO DO HERCÍLIA MORETTI

Depois de árdua campanha, a chapa "Jovens Revolucionários" foi vitoriosa, disputando com uma chapa liderada pela JPMDB a UJS saiu vitoriosa (315 a 286 votos)

O vice-presidente Caio Garcia, acompanhado da tesoureira Bianca Pereira, da presidente Jéssika Reiser e do secretário-geral Rafael Astine, disseram que a principal luta será pela contrução da quadra esportiva, que está para ser construída à 20 anos. Além de realizar palestras e campeonatos.

Igor Mayworm, presidente da UJS, disse estar feliz com a disputa e com a maturidade do movimento estudantil petropolitano, pois "mesmo tendo batalhado contra a JPMDB nesta escola, a aliança para o Congresso da APE continua firme, já que ambos tem como objetivo a valorização do movimento estudantil na cidade"

Juventude comunista alemã destaca exemplo de Cuba como opção ao capitalismo

Juventude comunista alemã destaca exemplo de Cuba como opção ao capitalismo

HAVANA, Cuba, 18 mar (ACN) Cuba é um exemplo vivo que demonstra a existência de uma alternativa diferente ao capitalismo, afirmou uma declaração aprovada durante o 19º Congresso Federal da Juventude Socialista Operária Alemã (SDAJ, siglas em alemão).

Cuban News Agency

No encontro, celebrado na cidade de Hannover (centro), capital do Estado federal de Baixa Saxônia, a organização juvenil reafirmou sua solidariedade com a Revolução e o povo desse país, informou a PL.

Há 50 anos a ilha tem conseguido suportar a pressão dos estados imperialistas e o bloqueio imposto por Estados Unidos, e garante a cada cubano os direitos fundamentais à saúde, a educação e a justiça social, diz o texto da declaração.

O Congresso da UNE já está nas ruas

O Congresso da UNE já está nas ruas

Nos dias 21 e 22 de março acontecerá o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE, na cidade de São Paulo. A reunião de UEEs e Diretórios Centrais de Estudantes definirá a data, o local e convocará oficialmente o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. O encontro também elege a Comissão Nacional de Credenciamento e Organização (CNCO) e aprova o regimento interno do Congresso.

São esperados DCEs de universidades públicas e particulares de todo o país. As entidades cadastradas já estarão em condições de realizar o processo de eleição de delegados em suas universidades. No caso de instituições de ensino que não tiveram representação estudantil no Coneg, o processo poderá ser desencadeado a partir de uma comissão de estudantes que coordenarão as eleições no local.

"O processo de Congresso, na realidade, já começou quando realizamos um grande e vitorioso Coneb e construímos o Projeto de Reforma Universitária da UNE. Mas agora, depois do Coneg, tem início o processo de eleição de delegados propriamente dito. O Congresso toma às salas de aulas, os ambientes da universidade", diz Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da UJS.

O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, do qual a UJS participa, está mobilizando uma grande delegação de entidades para o evento. "Nosso movimento já realizou intenso processo de debates com os Centros Acadêmicos e agora faz o mesmo com os DCEs. Vamos com toda a força construir a maior mobilização da história dos Congressos da UNE. O Congresso da UNE já está na rua", aponta.

57º Coneg: estudantes definem mobilizações da UNE para os próximos meses

57º Coneg: estudantes definem mobilizações da UNE para os próximos meses

Os estudantes convocarão o 51º Congresso da entidade, a Jornada de Lutas 2009 e a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação


Os participantes desta edição do Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), que terá início neste sábado (21) e se estende até domingo (22), na UNIP Vergueiro, em São Paulo, definirão três importantes ações desta gestão que se encerra em julho deste ano.

Os cerca de 500 estudantes vindos de todo o país convocarão o 51º Congresso da entidade, que elege a nova diretoria e presidência, a mobilização para a Jornada de Lutas 2009 e debaterão a participação da juventude na Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em 2010.

Podem participar do fórum as entidades representativas de Instituições de Ensino Superior (IES) de todos os Estados e do Distrito Federal (DCE’s, UEE’s e entidades municipais) e também, das Executivas e Federações Nacionais de Curso, devidamente credenciadas.

Para tanto o/a delegado/a, o/a representante da Entidade Geral deverá apresentar no dia e local de recolhimento do Credenciamento: Ata oficial, fornecida pela UNE, para indicação do/a delegado/a e seu/sua suplente, com o quorum mínimo de 50% (cinqüenta por cento) mais 1 (um) dos/as diretores da Entidade que constarem registrados/as na Ata de Posse. Caso tenha havido substituição de membros da diretoria da entidade, será necessário apresentar a Ata de Alteração da Diretoria e o Estatuto da Entidade.

Além de uma cópia da ata de eleição e da ata de posse da diretoria da Entidade Geral, com prazo de mandato em dia. Para entidades que não comprovarem o tempo de duração do mandato, será considerado o prazo máximo de um ano a contar da data da posse da atual gestão e uma cópia do comprovante de matrícula 2009/1 do/a delegado/a e suplente.

Para as UEE’s e entidades municipais o valor é de R$ 350,00. Executivas, Federações e Coordenações de Curso e entidades que representem mais de 20 mil estudantes pagam R$ 200,00. Já entidade que representem de 10 mil a 19.999 alunos o preço é de R$ 150,00. Entidades que respondam por 1 a 9.999 estudantes terão que desembolsar R$ 100,00. Observadores pagam R$ 80,00. Quem tiver a carteirinha da UNE 2008 paga metade (R$ 40,00).

A inscrição garante credencial que dá acesso às atividades e ao alojamento que ficará no hotel Fórmula 1, na Avenida Nove de Julho. A alimentação não está inclusa.

Jornada de Lutas 2009

A edição deste ano da Jornada de Lutas acontecerá em o todo País entre os dias 30 de março a 3 de abril. O tema da tradicional série de manifestações convocadas pela UNE em defesa da educação é: "Essa crise não é nossa. Queremos mais conquistas para a Educação".

Sob este mote, estudantes sairão às ruas nas principais capitais do país por mais investimento em Educação, por uma nova legislação para a meia-entrada, sem restrições de direitos; pela manutenção da qualidade de ensino nas instituições particulares de ensino superior, em defesa da intervenção do Estado para evitar abusos nos reajustes de mensalidade, pelo fim do vestibular e a aprovação do Projeto de Lei de Reserva de Vagas nas universidades públicas.

Conferência Nacional de Educação

Com um painel que vai discutir a construção do Sistema Nacional de Educação, o MEC lança em abril a 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae). O tema central será Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.

O encontro tem uma agenda de trabalho para os 12 meses de 2009. No primeiro semestre, as conferências preparatórias ocorrerão nos municípios; no segundo semestre, nos 26 estados e no Distrito Federal. A conferência nacional será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, em Brasília e reunirá desde os setores públicos e privados da educação infantil até a pós-graduação, para um amplo debate.

A UNE e a UBES fazem parte de todas as Comissões desta primeira fase. A Conferência terá um painel de abertura, 52 colóquios onde os cerca de 2 mil delegados terão voz e voto. Para as entidades parceiras, a Comissão aprovou a inclusão de mesas de debates, e para os convidados de entidades internacionais a possibilidade de inscrever e apresentar trabalhos.

Eleição do Grêmio do Luíza Teodoro

Por Ivo Braga*

Foi na tarde do dia 27 de fevereiro que conheci a animada galera da escola Luiza de Teodoro Silva, no município de Pacatuba. Naquela ocasião fomos à escola debater sobre a história do movimento estudantil e a importância do grêmio dentro do ambiente escolar, com a intenção de enriquecer a discussão acerca das eleições do grêmio estudantil que se aproximavam. O pátio da escola estava lotado e compuseram comigo a mesa, Andrerson Rafael, representando a UNE; Elyka Murielle, representante da Chapa 01; e Natane Nascimento, representante da Chapa 02.

O debate naquela tarde de sexta feira foi um sucesso e acirrou a disputa na eleição do grêmio, a moçada não poupou esforços na hora de passar nas salas de aula divulgando as propostas de suas chapas, a escola entrou em clima de eleição as conversar nos corredores não tinha outro tema a não ser a eleição do grêmio estudantil. As chapas estavam confiantes e prontas para o dia da eleição.

Então o grande dia chegou, e junto com ele lá estava eu no Luiza de Teodoro Silva de novo. A eleição transcorreu com tranqüilidade e por volta das 16 horas o último aluno votou, a urna foi lacrada e a sala dos professores desocupada para que a comissão eleitoral pudesse fazer a contagem dos votos. O índice de votação foi expressivo, foram à urna 225 estudantes, cerca de 90% dos alunos da escola. Houve apenas 01(um) voto nulo, a Chapa 01 Força Jovem foi eleita com 173 votos, ficando a Chapa 02 com os outros 51 votos. A ata de eleição foi lavrada e assinada por todos os membros da Chapa vencedora, tendo sido empossados imediatamente para a gestão 2009/2011.

Logo após a notícia da vitória tivemos a primeira reunião da nova diretoria do grêmio estudantil da escola Luiza de Teodoro Silva com a participação da ACES, no momento foi reafirmado o compromisso dos gremistas com os estudantes da escola na construção de um ambiente escolar saudável e participativo, na construção das lutas estudantis no município e no estado, na realização de atividades sócio-culturais na escola, entre tantas outras.

Ficam aqui os sinceros parabéns a galera da Chapa 01 Força Jovem, em especial a agora presidente do Grêmio Elyka Murielle. Que seja construída uma gestão participativa e combativa dentro do grêmio estudantil. É muito importante que as ações do grêmio estejam de acordo com os interesses dos estudantes da escola e que seja feita de fato a luta política dentro do Luiza Teodoro. Para isso a ACES e a UBES estão à inteira disposição para voltar à Pacatuba. Agora é muita disposição para o trabalho que vem por aí!

*Ivo Braga é Vice-presidente Ceará/Rio Grande Do Norte da UBES e Presidente da ACES.

A crise mundial está só no começo

Por Altamiro Borges*

Os últimos dados econômicos indicam que a crise capitalista será mais destrutiva do que muitos imaginavam. Ela está mais para um tsunami do que para uma "marolinha". Ainda não deu para prever sua dimensão ou duração, mas ninguém mais duvida dos enormes estragos que causará e muitos se recordam do desastroso crash de 1929, que só atingiu o seu pico quatro anos depois — em 1933.

Os países capitalistas centrais estão derretendo. A economia dos EUA, apesar do socorro dos cofres públicos, não dá qualquer sinal de recuperação. Como descreve uma excelente reportagem do jornal Avante, do Partido Comunista Português, o cenário é dramático, desesperador.

"Com a economia e o desemprego a baterem todos os recordes negativos, os trabalhadores dos EUA enfrentam a fome e a degradação das condições de vida. Somente em fevereiro, segundo dados oficiais, registrou-se a perda de cerca de 700 mil empregos, cifra idêntica às apuradas em dezembro de 2008 e janeiro deste ano. Estes números elevam a taxa de desemprego para 8,1%, a mais alta dos últimos 25 anos... Desde dezembro de 2007, a economia norte-americana já perdeu quase 4,5 milhões de empregos, a maior perda desde a 2º Guerra".

O jornal cita a queda de 6,2% do PIB no último trimestre de 2008, a retração de 21,1% nos investimentos privados, a redução de 23,6% nas exportações e o abrupto aumento dos dependentes de cupons alimentares, já usados por 31 milhões de pessoas que passam fome e privações — um em cada dez estadunidenses.

O descolamento dos "emergentes"

As potências capitalistas da Europa vivem um quadro semelhante. O Financial Times divulgou nesta semana dados sobre a indústria no Reino Unido, França e Suécia, que comprovam a brutal retração econômica. Tecnicamente, a Europa já está em recessão. O PIB recuou 1,5% no último trimestre do ano passado, marcando o pior período desde a criação do Euro, em 1995. A recessão impulsiona o Banco Central Europeu (BCE) a cortar novamente a taxa básica de juros — que já se encontra no seu nível histórico mais baixo, de 2% — e aumenta a pressão pela estatização integral do sistema financeiro, que está totalmente apodrecido e contagia o restante da economia.

Mesmo nos chamados países emergentes, o cenário é preocupante e questiona a complicada tese sobre o "descolamento". Na China, com uma economia altamente dependente das exportações, as vendas externas tiveram em fevereiro a maior retração desde 1998, com queda de 25,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o quarto recuo consecutivo das exportações chinesas. No Brasil, a forte retração de 3,6% no PIB no último trimestre de 2008 ascendeu a luz vermelha e forçou o Banco Central a recuar na sua política criminosa de juros estratosféricos. A produção industrial tem encolhido e o desemprego se torna rapidamente uma dura realidade.

Limites históricos do capitalismo

Estes dados, entre outros, parecem confirmar as previsões mais pessimistas sobre a gravidade da crise. Em recente palestra em Buenos Aires, o intelectual francês François Chesnais afirmou que a economia capitalista vive "uma verdadeira ruptura, num processo de crise com características comparáveis à crise de 1929, ainda que se desenvolva num contexto diferente. É preciso recordar que aquela crise se desenvolveu como processo: começou em 1929, mas seu ponto culminante se deu depois, em 1933, e abriu caminho para uma longa fase de recessão. Digo isto para sublinhar que vivemos as primeiríssimas etapas de um processo de amplitude e temporalidade. Estamos diante de um desses momentos em que a crise exprime os limites históricos do capitalismo".

Citando uma passagem do livro O Capital, de Karl Marx, ele lembra que "o verdadeiro limite da produção capitalista é próprio capital... O meio empregado — desenvolvimento incondicional das forças produtivas — choca-se constantemente com o fim perseguido, que é um fim limitado: a valorização do capital existente. Por conseguinte, se o regime capitalista de produção constitui um meio histórico para desenvolver a capacidade produtiva material e criar o mercado mundial correspondente, envolve ao mesmo tempo uma contradição constante entre essa missão histórica e as condições sociais de produção próprias deste regime".

"Uma catástrofe para a humanidade"

Sem cair numa visão fatalista, Chesnais prevê que o sistema terá dificuldades para superar a crise e cita Marx: "A produção capitalista aspira constantemente a superar os limites imanentes a ela, mas só pode superá-los recorrendo a meios que voltam a levantar diante dela os mesmos limites, e ainda com mais força". A ofensiva neoliberal, com a desregulamentação financeira e o desmonte do keynesianismo, foi a resposta do capital à crise capitalista já presente nos anos 70. Mas ela não superou os limites imanentes do sistema e, ainda, agravou-os. "Um dos métodos escolhidos pelo capital para superar seus limites se tornou fonte de novas tensões, conflitos e contradições".

Os outros dois meios usados pelo capital para enfrentar sua crise foram: a criação descontrolada de capital fictício e a ampliação do mercado mundial, com a incorporação da China. O primeiro já teria sucumbido. "Toda a etapa de liberalização e de globalização financeira dos anos 80/90 foi baseada na acumulação de capital fictício, sobretudo em mãos dos fundos de investimento e de pensão". Este mecanismo entrou em colapso nos EUA. "Agora, eles estão desmontando este processo. Mas dentro dessa desmontagem, há processos de concentração do capital financeiro... Há uma fuga para frente que não resolve nada [...] e isso é um fator de perturbação ainda maior".

Quanto à China, ele não se arrisca a prever sua capacidade de resistência. Mas, numa abordagem polêmica, avalia que ela não se manterá imune. "A China é realmente um lugar decisivo, porque até as pequenas variações na sua economia determinam a conjuntura de muitos outros países do mundo". Com base nesta análise, Chesnais prevê que a crise mundial será mais grave do que se previa há alguns meses. Diante das críticas ao seu "catastrofismo", enfatiza: "Na realidade, creio que estamos diante do risco de uma catástrofe, mas não do capitalismo e sim da humanidade".

"Tempestade global" e o Brasil

No mesmo rumo, a economista Maria Conceição Tavares também teme que a crise só esteja no início. "Estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; há o fato de que sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia mundial. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto tempo vai durar. Minha percepção é que será uma guerra de resistência". Para ela, a atual crise "é dramaticamente mais séria que a de 29. Ela ainda não alcançou a proporção daquela, mas o núcleo financeiro dos EUA está carcomido. Os maiores bancos praticamente agonizam. Baixas dessa magnitude não ocorreram nem em 29".

Quanto ao Brasil, motivo maior de preocupaçao da brasileiríssima Conceição Tavares, ela se diz preocupada, mas sempre otimista. "O Brasil tem condições de segurar o manche e aguentar... A luta será dura. Mas, pela primeira vez na história, o país enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. E isso é inédito. Nesta crise, o Estado não está afundado em dívida externa, para não dizer totalmente quebrado, como ocorreu nos anos 90. Significa mais do que não ter um peso morto. Significa um Estado em condições de amparar o investimento, o emprego e o capital de giro da economia... Basta ter determinação política". A questão é: será que o governo Lula está disposto a enfrentar a tempestade com ousadia e determinação política?

O camarada obama na veja

O camarada Obama na veja

Por Manuela D'ávila*

De rir!!! A Revista Veja dessa semana me tentou na banca. Um dos meus símbolos preferidos, o mais identificado com minha vida e ideais, aparece estampado na capa: a foice e o martelo, símbolo do comunismo, da luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Calmem! Não foi isso que me fez rir. Junto ao símbolo aparece Barack Obama. O título faz menção a uma saudação que uso cotidianamente. Diz: Camarada Obama. Também não foi isso que me fez rir. Abaixo há um pequeno texto explicando porque, mesmo injetando bilhões de dólares na economia, Obama não está conduzindo os EUA ao socialismo. Morri de rir.

Depois, percebi. A crise econômica mundial deve estar deixando a turma da Veja muito pirada. Como tudo o que eles defenderam a vida inteira deu errado, a crise da economia é também a crise ideológica deles. Eles estiveram errados nas últimas duas décadas. Quantas vezes ecreveram que o meu partido era um "dinossauro" por defender a existência do Estado, promotor de políticas sociais e regulador da economia? E se o Brasil não tivesse sendo governado por Lula?

Eles chamaram toda a política de infra-estrutura, essa que eu apóio nas votações do Congresso, de atrasadas, que deveriam ser conduzidas pela iniciativa privada. E se esse recurso não estivesse sendo injetado na economia brasileira?

Bem, queria dar um recado a essa turma: deixem que a esquerda, esses dinoussauros, velhos superados, "bibelôs" (como fui chamada muitas vezes...) cuide da crise que vocês criaram no mundo, aqui no Brasil. Fiquem tranquilos que nós defendemos a união do povo para enfrentá-la. Além disso, podem ficar sossegados: Obama não é camarada. Mas na América Latina, onde a crise está sendo melhor tratada, nós, comunistas, estamos por todos os lados.

Não é de rir essa Veja?

*Manuela D'ávila é Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul, autora da Lei que regulamenta os estágios e membro da Direção Nacional da UJS.

Muito a conquistar

Muito a conquistar

Em artigo publicado originalmente no jornal Diário de Santa Maria (RS) por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a militante da UJS Luciele Alves Fagundes dá opiniões sobre a Lei Maria da Penha, política pública para combater a violência doméstica contra as mulheres.

"Dois pontos da lei são primordiais, um deles estabelece as formas da violência contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, visto que muitas vezes a agressão psicológica e moral pode causar danos tão graves quanto a agressão física. Outro ponto relevante é que a lei proíbe as penas pecuniárias (pagamentos de multas ou cestas básicas), tão utilizadas antes da aprovação da mesma", aponta Luciele.

Muito a conquistar

A Lei Maria da Penha é uma política pública de Estado que vem para enfrentar a violência doméstica contra as mulheres brasileiras. É o primeiro passo, pois muitas vítimas ainda têm medo ou receio de denunciar familiares.

Nós, mulheres, podemos dizer que obtivemos muitas conquistas nos últimos tempos, o que nos dá muitos motivos para comemorar o dia 8 de março. Entre tantas conquistas, podemos citar o direito ao voto, a ampliação do acesso ao Ensino Superior, o maior espaço no mercado de trabalho, entre outras.

Além dessas conquistas, gostaria de destacar uma que, a meu ver, é o maior avanço no que diz respeito ao combate do machismo de nossa sociedade, e manifesto da pior forma possível, que é a violência contra a mulher. De acordo com a Fundação Perseu Abramo, nada menos que uma em cada cinco mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem.

Trata-se de uma lei recente, sancionada pelo presidente da República no dia 7 de agosto de 2006, que foi batizada de Lei Maria da Penha, como forma de homenagear Maria da Penha Fernandes, símbolo da luta contra a violência familiar e doméstica.

Maria da Penha sofreu duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido. Primeiro, levou um tiro enquanto dormia, sendo que o agressor alegou que houve uma tentativa de roubo. Em decorrência do tiro, ficou paraplégica. Como se não bastasse, duas semanas depois de regressar do hospital, ainda durante o período de recuperação, sofreu um segundo atentado: ele tentou eletrocutá-la enquanto tomava banho. A punição do agressor só se deu 19 anos e seis meses após o ocorrido.

Tal situação refletia o antigo ditado “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Ou seja, a autoridade do marido permitia o direito de dispor do corpo, da saúde e até da vida da sua esposa. Tal autoridade foi respeitada até mesmo pela polícia, que sequer podia prender o agressor em flagrante.

A Lei Maria da Penha é uma política pública de Estado que vem para enfrentar a violência doméstica contra as mulheres brasileiras. É o primeiro passo, pois muitas vítimas ainda têm medo ou receio de denunciar familiares. Dois pontos da lei são primordiais, um deles estabelece as formas da violência contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, visto que muitas vezes a agressão psicológica e moral pode causar danos tão graves quanto a agressão física. Outro ponto relevante é que a lei proíbe as penas pecuniárias (pagamentos de multas ou cestas básicas), tão utilizadas antes da aprovação da mesma.

Enfim, tivemos um avanço muito grande no que se refere à igualdade de direitos, de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres. Porém, não devemos parar por aí, temos muito ainda a conquistar. Vamos à luta, mulherada.

* Luciele Alves Fagundes é integrante do Diretório Central de Estudantes da UFSM, gestão.

UJS Convoca Plenária de Jovens Cientistas

UJS Convoca Plenária de Jovens Cientistas

Os jovens socialistas cumprem um papel fundamental no debate da luta de idéias. Os que atuam na pesquisa técnica das escolas, na iniciação científica da Universidade e na pós-graduação têm um desafio ainda maior de elevar a incorporação dos socialistas na disputa política da sociedade.

Aliando esse importante debate já travado na União da Juventude Socialista às resoluções do último congresso – sobre a autonomia de organização, de linguagem, de financiamento e de iniciativa política das frentes – a Diretoria de Jovens Cientistas acaba de convocar todos os militantes da UJS que atuam na frente e/ou desenvolvem pesquisa na esfera secundarista, universitária ou pós-graduanda para uma PLENÁRIA NACIONAL.

O objetivo é consolidar um debate sobre o objetivo estratégico para frente e definir um plano de metas.

As mobilizações devem ser casadas com as realizadas pelos estados para o CONEG da UNE para garantir o transporte da militância.

A atividade será:

QUANDO? 21 de março (sábado)
ONDE? Rua Áurea 285, Vila Marina, São Paulo-SP (próximo ao metro Ana Rosa)*
HORAS? 13h

Espero tod@s vcs! Saudações Socialistas

Elisangela Lizardo
Diretora de Jovens Cientistas da UJS

Contato:

Elisangela Lizardo (11) 9288-0937
Luisa Barbosa (21) 8620-1842
Arilton Freres (41) 9651 76 05

UJS-RS realiza Curso de Formação e Plenária Estadual

UJS-RS realiza Curso de Formação e Plenária Estadual

Foi intenso o final de semana para a UJS gaúcha. Desde sexta-feira, cerca de 50 militantes e dirigentes de 14 cidades participaram do curso de formação e da Plenária Estadual, na cidade de Cidreira, recebidos pelo jovem vereador comunista e membro da UJS, Matheus Junges.

O curso debateu os elementos básicos do marxismo, nos campos filosófico, econômico e do socialismo. Além disso, houve uma aula especial sobre a lei Maria da Penha, valorizando o dia internacional da mulher.
No domingo, foi realizada a plenária estadual, que contou com a presença da deputada Federal e membro da Direção Estadual da UJS, Manuela D´Avila, que apresentou o debate sobre conjuntura nacional. A parlamentar abordou aspectos da crise econômica, da América Latina, do país e do Rio Grande. Para ela, a crise econômica traz a necessidade de reafirmarmos o socialismo enquanto alternativa.

A Plenária também apresentou o plano de gestão da UJS-RS. Para Édison Puchalski, presidente da organização, esse plano tem por objetivo dar os primeiros passos na construção dessa nova fase, iniciada a partir do 14° Congresso Nacional da UJS.

Também foi debatido e aprovado o planejamento para o 51° Congresso da UNE. Foi unânime entre os membros do coletivo universitário da UJS que é parte do plano ao Conune a reconstrução da entidade estadual dos estudantes universitários.

Houve, ainda, o ingresso de novos membros à direção estadual, dentre eles, o jovem vereador de Carlos Barbosa, Toddyson, o vereador de Cidreira e anfitrião da reunião, Matheus Junges e o organizador do Curso de Formação, André "Maninho".

Foi ainda aprovada uma carta e uma moção de aplauso à lei Maria da Penha, nos marcos do dia da mulher.

A UJS sai dessas atividades mais fortalecida, politizada e revigorada para as batalhas políticas que o próximo período exigirá, ocupar as ruas e as universidades, denunciar a política entreguista do governo Yeda "Cruzes" e montar um amplo e massivo movimento rumo ao 51° Congresso da UNE.

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

A UJS realizará seu Encontro Nacional de Estudantes Universitários nos próximos dias 23 e 24 de março, na cidade de São Paulo. São esperadas cerca de quatrocentas lideranças de todos os estados do país.

O Encontro terá caráter histórico para a militância da União da Juventude Socialista, trazendo à baila não apenas as questões da atual conjuntura, mas um resgate do movimento nas últimas décadas.

A ideia é debater a trajetória dos 25 anos de atuação da UJS no movimento universitário, identificando as contribuições, as eventuais deficiência e, principalmente, apontando os objetivos estratégicos da ação dos jovens socialistas no movimento estudantil.

Os desafios do momento também serão analizados, posto que processo do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes já está deflagrado e é o centro da atuação da militância da UJS no primeiro semestre.

"A UJS completa 25 anos em 2009, sendo que nossa ação no movimento estudantil tem riquíssimo acúmulo em todo esse tempo. Queremos, então, sistematizá-lo, apontando os acertos e as deficiências que possibilitaram a construção de uma experiência bem sucedida e tão longeva. Queremos sobretudo extrair lições e apontar perspectivas, pois esse é um patrimônio das gerações passadas, da geração presente e das futuras gerações da militância da UJS", analiza Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da entidade.

Militante de Carteirinha

Também no Encontro Universitário será lançada a versão 2009 da carteirinha de militante da UJS, em mais um passo de estruturação da política de finanças da entidade, que terá seus recursos divididos entre as direções Nacional, estaduais e municipais.

A carteira poderá ser confeccionada na hora, por R$15, durante o evento. Também estará disponível pelo site da UJS, através de pagamento on-line.

Programação do Encontro Nacional de Estudantes Universitários da UJS

23/03 - segunda-feira

9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo

Painelista:

  • Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)

12 horas – Almoço

14 horas – Enfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro

Painelistas:

  • Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve;
  • Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS

16 horas – Debates em Grupos

18 horas – Jantar

19 horas – Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil

Painelista:

  • Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
  • Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e
  • Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)

21 horas – Atividade Cultural

24 de março - terça-feira

9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário

Painelistas:

  • Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE
  • Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS


10:30 horas – Debates em Grupos

12 horas – Almoço

14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário

Painelistas:

André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE

18 horas – Encerramento

De São Paulo, Fernando Borgonovi

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

No próximo dia 23 de março, junto com o Encontro Nacional de Estudantes Universitários, será lançada a versão 2009 da Carteira Nacional de Militante da UJS. Comemorativa do aniversário de 25 anos da entidade, a nova carteirinha custará R$15 (anuidade) e poderá ser encomendada pela internet, através da página da UJS, com pagamento on-line e envio pelo correio. Durante o Encontro, sua confecção será na hora.

A carteirinha é um instrumento de identificação do jovem socialista, que representa o vínculo dele com a organização, e também o mecanismo de contribuição anual do militante com a sua entidade.

Anderson de Souza, diretor de finanças da UJS, ressalta o caráter educativo de o militante ajudar na estruturação da entidade. "É muito importante - não apenas pelos recursos, mas também pelo caráter educativo - criar essa rede de contribuintes. O militante socialista tem que saber que não temos acesso a grandes patrocinadores e que ele é parte fundamental para a manutenção da entidade. A partir da carteira, queremos mostrar que o problema da sustentação material é político e necessita do envolvimento coletivo".

Como política nacional de finanças, os recursos adquiridos a partir das carteiras serão divididos em partes iguais para a Direção Nacional, as Direções Estaduais e as Direções Municipais, possibilitando que toda a rede da UJS se estruture melhor. "Estamos cumprindo resoluções de nosso Congresso, que apontaram para a urgência de consolidar uma política de finanças. Uma política de finanças tem que pensar na UJS em todos os seus níveis de direção. Esperamos com isso envolver toda a militância e estimular especialmente as direções municipais, que são peças chave para esse empreendimento ser vitorioso. Afinal, quanto mais carteiras um município fizer, mais recursos ele terá para fazer política", diz Anderson Souza.

Próximo passo: carteira para os veteranos e amigos

Outro pilar da política de finanças será a contribuição dos veteranos e amigos da UJS. A ideia consiste em procurar antigos militantes e simpatizantes que hoje atuam em governos, direções partidárias ou na iniciativa privada e possam ter disposição de contribuir financeiramente com a entidade da qual participaram na juventude.

Os amigos que aderirem, poderão realizar contribuições mensais, anuais e mesmo eventuais - através, por exemplo, da doação de equipamentos para uma sede da UJS - e receberão uma carteira especial, uma pequena homenagem ao apoio à luta da UJS, no passado e no presente.


De São Paulo,

Fernando Borgonovi

A UJS NOS MOVIMENTOS JUVENIS

A UJS NOS MOVIMENTOS JUVENIS

Se os movimentos juvenis são de luta, o futuro nos pertence!

Movimento estudantil secundarista e universitário e os seus desafios

90. Em nosso país, o movimento estudantil tem a marca da união e da combatividade. Politizado, tem histórico de participação ativa nas grandes lutas do país, sem nunca esquecer das demandas mais imediatas dos estudantes. De sua pluralidade vem a garantia da participação e da amplitude em suas lutas. Por isso esse movimento é destacadamente a principal forma de luta política da juventude brasileira e a principal frente de atuação da UJS.

91. Não à toa, a UJS é a maior corrente política organizada entre os estudantes brasileiros. Isso é fruto da abnegação da nossa militância na construção dessa frente e, especialmente, da concepção de que o movimento estudantil é de todos os estudantes brasileiros, devendo pautar as grandes questões nacionais sempre ao lado das lutas específicas do cotidiano dos estudantes.

92. No último período, as entidades estudantis cresceram e ganharam maior visibilidade. Junto à Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), tiveram importante papel na conscientização e mobilização da juventude, sendo responsáveis por algumas das grandes jornadas de lutas do nosso país. Além disso, souberam aproveitar o ambiente mais democrático que vivenciamos para pautar e obter vitórias relacionadas a bandeiras de luta históricas dos estudantes.

93. A UBES, por exemplo, participou da aprovação do fundo de desenvolvimento da educação básica (FUNDEB), que amplia significativamente as verbas para a educação. Posicionou-se em relação ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), aplaudindo seus avanços e apontando criticamente suas insuficiências. Realizou seu vitorioso 37º Congresso, colocando no seu centro a necessidade de uma Nova Escola com educação de qualidade. Viu a bandeira da valorização do ensino técnico transformar-se em realidade, com a construção de novas escolas técnicas por todo o país. Além disso, a UBES foi a entidade do passe estudantil, colocando milhares de estudantes nas ruas para brigar por essa bandeira.

94. A UNE segue esse mesmo rumo e amplia seu prestígio na sociedade. Aproveitando a mobilização realizada para sua 5ª Bienal de Cultura, os estudantes ocuparam e ganharam na Justiça a posse do terreno da Praia do Flamengo (Rio de Janeiro), sede histórica da UNE e da UBES até a ditadura militar incendiar o prédio e tomar o terreno. O processo de ocupação gerou grande repercussão e ganhou amplos setores da sociedade para o direito de as entidades reconstruírem sua sede ali. O ano de 2007 foi marcado também pela realização do 50º Congresso da UNE, nos marcos da reforma do movimento estudantil, possibilitando um envolvimento incomparável dos estudantes ao longo de todo o processo. Uma grande passeata em Brasília durante o Congresso exigiu mudanças na política econômica do governo Lula e mostrou que os estudantes continuam unidos e atentos às grandes lutas nacionais. Além disso, a UNE comemorou a criação de novas universidades públicas e a expansão do ProUni, e disputou nos conselhos universitários a aprovação do Reuni, programa que expande as vagas das universidades federais – demanda histórica dos estudantes.

95. Apesar dessas e de outras importantes conquistas do movimento estudantil, os desafios para o próximo período são muitos. A dimensão que tem esse movimento requer uma constante auto-superação, para não perder suas características.

96. Fortalecer a rede do movimento estudantil é parte desse desafio. Precisamos dar maior identidade para as entidades estaduais e suas redes. O movimento universitário precisa de UEEs e DCEs mais presentes na política de cada estado, próximos do cotidiano dos estudantes. No movimento secundarista a dificuldade aumenta, pois existe uma lacuna maior entre a UBES e os grêmios, o que tem colocado um grande desafio, relacionado à radical reestruturação desse movimento. Na tentativa de dar resposta a isso, a UBES propôs o fortalecimento, a criação e a reconstrução das Uniões Municipais, a realização de encontros de grêmios, no sentido de conectar as lutas das escolas com as lutas nacionais e vice-versa.

97. Outra questão importante é radicalizar no caráter combativo do movimento estudantil. Travar lutas nas escolas e universidades que dialoguem com o cotidiano dos estudantes brasileiros tem papel decisivo. O centro de ação do movimento estudantil deve ser a própria escola ou a universidade. O movimento deve refletir as dificuldades de cada lugar, pautando as questões mais específicas que tocam os estudantes no seu dia-a-dia.

98. A diversificação da atuação das entidades é outro assunto no qual precisamos pensar com mais atenção. Áreas como o esporte, que mobilizam grande parte da juventude estudantil, precisam sair do discurso e ir para a prática.

99. Precisamos enfrentar as dificuldades financeiras das entidades, que sentem hoje os efeitos da Medida Provisória 2208, editada no governo FHC. A militância da UJS que tem tarefa no movimento estudantil precisa encarar com toda seriedade e profissionalismo a organização e a administração das entidades. Devemos dar importância ao que dizem os Estatutos e sempre buscar registrar legalmente as entidades.

100. As recentes conquistas do movimento estudantil são fruto do amadurecimento das forças que participam das entidades, mas principalmente da atuação constante da UJS. Contribuímos ao longo da história para a manutenção da unidade e para a construção da pluralidade no movimento.

101. A UJS é hoje a maior força política organizada entre os estudantes, mas devemos saber que o movimento estudantil é muito dinâmico. Por isso é necessário investir desde os grêmios e Centros Acadêmicos para fortalecer o movimento e crescer permanentemente para manter nossa influência.

102. Os últimos anos do movimento secundarista nos mostraram que é preciso reequilibrar as forças que despendemos entre os movimentos secundarista e universitário. É preciso dar mais atenção a quem necessita de maior acompanhamento, como é o caso, hoje, do movimento secundarista. Isso não pode significar, no entanto, um rebaixamento da atenção conferida ao movimento universitário. Para materializar isso, propomos que as instâncias de direção possam dividir o acompanhamento, havendo um diretor responsável pelo movimento secundarista e outro diretor responsável pelo movimento universitário. Ambos atuarão juntos, pensando as políticas para os movimentos estudantis. Os estados devem respeitar suas particularidades ao implementar tal medida, resguardando que sua aplicação seja feita apenas em benefício e melhoria do acompanhamento e nunca signifique a depreciação política deste, que seja para os secundaristas ou para os universitários. Além dessa medida, devemos pensar em outras formas de materializar o reequilíbrio. Demos um primeiro passo com a realização, em janeiro de 2008, do Seminário sobre o Movimento Secundarista. Mas é preciso, ainda, exercitar uma maior interação com as demais frentes da UJS e intensificar a transversalidade, pois na escola e na universidade encontram-se quase todas as frentes, podendo uma potencializar a outra. Exemplo disso é a interação da UJS secundarista com o movimento hip hop, o esporte e a luta pela educação sexual nas escolas, com pontes para os movimentos feminista e o combate à homofobia.

103. Como frentes prioritárias de atuação da UJS, o movimento estudantil secundarista e o movimento estudantil universitário devem dar o exemplo dessa nova fase, mais diversificada, de nossa organização. Devemos aplicar a proposta de autonomia organizativa de nossa atuação nos movimentos estudantis já na construção do 14º Congresso, apresentando um plano específico de crescimento, com metas de filiação e organização de Núcleos, tudo em plena sintonia com a nossa atuação nas entidades estudantis. A UJS é fundamental para impulsionar a UNE e UBES na renovação, inovação e massificação dos métodos de dialogar com os estudantes brasileiros. Além disso, precisamos ter uma atuação mais diversificada nos Grêmios, Uniões Municipais de Estudantes Secundaristas, Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e Diretórios Centrais de Estudantes.

104. Devemos organizar mais e melhor nossa intervenção através dos Núcleos, especialmente os prioritários, que devem existir em grandes universidades, nos CEFETs e nas demais escolas grandes e tradicionais, além dos principais colégios das periferias e regiões que cumprem importante papel nesses locais. Só assim conseguiremos converter nossa grande influência política em crescimento orgânico para a UJS.

105. A UJS deve intensificar sua atuação nas executivas de cursos, designando responsáveis pelo acompanhamento da área, assim como organizando debates que ajudem em nossa formulação política para a realidade de cada curso. Também importante é a UJS debater e formular uma opinião sobre ensino à distância, devido o seu grande avanço no setor educacional brasileiro.

106. Outro desafio está ligado à idéia de estabelecer o espaço da escola e da universidade enquanto centros gravitacionais do movimento estudantil. Parece muito lógico – e é –, mas às vezes tornamos as sedes das entidades gerais o nosso principal espaço. Nesses casos, precisamos inverter a lógica: a militância do movimento estudantil precisa estar concentrada nas escolas e universidades, e os dirigentes das entidades gerais devem conviver em essa militância, acompanhando a construção das entidades de base e nosso trabalho nesses espaços.

Jovens trabalhadores

107. Na década de 1990, a grande ofensiva do projeto neoliberal em todo o mundo gerou um enorme exército de desempregados e de pessoas sem perspectivas de trabalho e de vida. Essa investida do grande capital trouxe conseqüências para pessoas de todas as faixas etárias, mas foram os jovens os que mais sofreram as perversas conseqüências desse processo, seja através da precarização das relações de trabalho e dos salários reduzidos, seja no plano ideológico, onde prevaleceu (e ainda prevalece) o individualismo.

108. Implementar a organização da UJS entre os trabalhadores é fundamental para completar a nossa consolidação e caráter socialista, pela dimensão estratégica de formar a classe trabalhadora do presente e do futuro e para construir o Socialismo. Ademais superará uma grande lacuna de nossa organização, permitindo ao jovem militante socialista completar todo o ciclo de sua juventude na UJS, da escola secundarista até o ingresso pelo trabalho na vida adulta. mantendo as convicções revolucionárias e legando ao movimento sindical uma nova geração de quadros para a luta sindical atual, dando seguimento à luta na vida adulta e completando o ciclo etário da nossa escola de Socialismo.

109. A Atuação da frente de jovens trabalhadores é expressão da luta contra a dominação e a exploração capitalista que são sentidas pelo trabalhador na própria pele. A juventude é grande parcela dos trabalhadores e sofre cotidianamente com trabalhos degradantes, com a precariedade e a negação de seus direitos, com o assédio moral e sexual. Estes jovens são público privilegiado para a mensagem socialista. Assim, ganha importância ainda maior nesta nova fase da UJS e do movimento sindical, sobretudo com a fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Juventude da CTB. Uma juventude atuante, com sua característica básica de ousadia e inovação, pode servir de mola propulsora para importantes transformações na organização sindical. Também não podemos desconsiderar que a juventude representa um importante vetor da disputa pela hegemonia das idéias avançadas no movimento sindical brasileiro. É, portanto, papel dessa frente ajudar a forjar nas futuras lideranças uma consciência política avançada e classista.

110. A atuação da UJS entre os jovens trabalhadores vem crescendo significativamente e tem se dado a partir da Corrente Sindical Classista (CSC). A UJS deve ter atenção para construir espaços amigáveis à organização de jovens trabalhadores, com horários, dinâmicas, responsáveis permanentes para a consolidação da frente, desenvolvendo uma dinâmica de atividades (inclusive esportivas e culturais) e linguagem que permitam a sua incorporação na UJS. Essa frente ganha um peso e uma importância ainda maiores a partir da entrada da CSC na nova CTB. A UJS é parte do desafio de construir uma nova central classista e democrática, efetivamente de todos os trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade. A juventude tem uma importante contribuição a dar nesse sentido, já que representa a presente e também a futura geração do sindicalismo brasileiro.

111. A cada ano temos ampliado nossa participação na frente de jovens trabalhadores. No início de 2007 nos destacamos no 2º Encontro de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde conseguimos aumentar muito nossa bancada em relação à primeira edição do Encontro, chegando mesmo a ser maioria em vários estados do país. Ainda assim, perdemos a vaga que tínhamos na secretaria de juventude da CUT.

112. Um marco importante de nosso trabalho nessa área foi o Encontro de Jovens da Corrente Sindical Classista (CSC), ocorrido durante o congresso dessa entidade em setembro de 2007, que definiu pela saída da CUT e aprovou seu ingresso na nascente CTB. No final do mesmo ano, a UJS teve destacada presença no Congresso de fundação da CTB, no qual foi aprovada a realização do primeiro Encontro da Juventude da CTB.

113. Vale salientar também a participação dos jovens trabalhadores socialistas nas atividades dos movimentos sociais, inclusive internacionais, como as Cúpulas Sociais dos Povos e o Fórum Social Mundial, dentre outros encontros.

Desafios da UJS entre os jovens trabalhadores

114. A maioria dos jovens que ingressam no mercado de trabalho não se identifica com a linguagem de sua organização sindical ou não vê nela um órgão onde possam expressar suas idéias ou lutar por suas bandeiras. Nos sindicatos, os jovens não se fazem representar na mesma proporcionalidade em que estão na categoria e acabam cumprindo o papel de coadjuvantes no sindicato e na sua direção. As políticas voltadas à juventude devem estar presentes nos sindicatos, nas ações, na militância, na direção e na linguagem. Os sindicatos devem lutar de forma mais juvenil, com o jovem e pelo jovem.

115. A tarefa da UJS é atuar na Juventude da CTB para identificar e incorporar as pautas específicas da juventude e torná-las parte das lutas sindicais, além de construir Secretarias e Comissões de Juventude dentro das estruturas da CTB e dos sindicatos.

116. Além disso, a UJS precisa atuar não apenas entre os jovens trabalhadores que possuem carteira assinada, mas também entre os jovens que se encontram na informalidade e entre os jovens desempregados. Da mesma forma, é nossa tarefa estimular a Juventude da CTB a organizar os jovens desempregados e a expressiva parcela de jovens trabalhadores informais em associações, ampliando assim o raio de alcance dos sindicatos e das idéias classistas – sem perder de vista que a luta dos trabalhadores tem nos sindicatos sua expressão de massas mais elevada.

117. Outro desafio importante é atuar junto à juventude rural, nas Federações e na Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Fetags e Contag). A juventude rural possui bandeiras específicas, como o acesso à educação, à terra e às novas tecnologias rurais, o êxodo rural, a informalidade, dentre outras. A CTB nasce com forte presença no sindicalismo rural, o que devemos aproveitar para traduzir em crescimento da UJS e fortalecimento da luta dos jovens do campo.

118. Precisamos aproveitar o nascimento da CTB e da Juventude da CTB para dar um novo trato à nossa atuação entre a juventude trabalhadora do campo e da cidade. Nesse sentido, as Direções Estaduais devem eleger um diretor para essa frente. Além disso, a UJS deve estar atenta e priorizar sua atuação nas escolas técnicas e nos grandes pólos industriais do nosso país. É prioridade pautar cotidianamente no conjunto das direções da UJS – municipais, estaduais e nacional – a atuação e o acompanhamento dos jovens trabalhadores. Da mesma forma, é importante mapear junto ao Coletivo nacional dessa área quais serão os Núcleos prioritários por categoria e por local de trabalho, impulsionando nossa ação de forma organizada.

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Terminou na noite desta quinta-feira a eleição da nova diretoria do DCE da Universidade Paulista (UNIP) da capital. A chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", apoiada pela UJS, venceu o pleito, obtendo cerca de 5700 votos.

O primeiro desafio dos novos componentes do Diretório Central de Estudantes será organizar a participação no Coneg da UNE e a recepção de estudantes de todo o país, já que serão os enfitriões do evento que acontecerá unidade Paraíso da UNIP, nesse final de semana.
O processo eleitoral abrangeu os campus Paraíso, Vergueiro, Norte, bacelar, Cidade Universitária, Anchieta, Chácara Santo Antônio, Pinheiros e Tatuapé, demonstrando a força e a capilaridade do movimento estudantil nesta universidade. Em número de alunos, a UNIP é uma das maiores instituições privadas de ensino do país.

A União da Juventude Socialista apresentou várias lideranças para a composição da chapa, dentre elas os estudantes Marcelo Freitas, Jardel e Márcio Bico. Bico, estudante de jornalismo do campus Paraíso e membro da direção municipal da UJS, foi escolhido para presidir a nova gestão.

"Nós, alunos da UNIP, estamos muito felizes por receber estudantes de todo o país nesse CONEG da UNE. Será para nós uma grata responsabilidade. Tarefa ainda maior, e que pretendemos cumprir com muito trabalho e dedicação, é a organização de uma grande delegação de estudantes da UNIP para participar do Congresso da UNE. Queremos que seja a maior mobilização já feita pela UNIP da capital para uma atividade da UNE", aponta o presidente eleito.

De São Paulo,

Fernando Borgonovi

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

A chapa "Saudações a quem tem coragem", com participação da UJS, obteve 1.884 votos e venceu as eleições para o DCE da Universidade Federal do Piauí (UFPI), derrotando a chapa "Quem sabe faz a hora" (1.474 votos), ligada ao PSTU.

Os jovens venceram o processo eleitoral, realizado nos dias 19 e 20 de novembro, com a proposta de atender as necessidades dos estudantes, abrir canais de comunicação com a reitoria e, principalmente, levar o movimento estudantil para além do campus universitário.
A ampla chapa, composta por 53 estudantes de todos os centros de ensino da universidade, mobilizou a todos. A diversificação de atuação vai garantir o contato com todos os cursos oferecidos na instituição. "Pensamos numa pluralidade. O DCE deve ser um espelho desta diversidade que existe na UFI. Os membros da chapa são pessoas que, a partir de sua vivência cotidiana em cada curso, podem apontar os problemas e as soluções para tentar transformar realidade da universidade", argumentou Cássio Borges, futuro coordenador de Planejamento do DCE.

Uma das preocupações é o pouco interesse dos estudantes da universidades em atividades do gênero. Dos mais de 15 mil alunos da UFPI em Teresina, apenas 3.358 participaram do processo eleitoral.

Cássio Borges atribui o desinteresse nas eleições do DCE, ao distanciamento do DCE com os estudantes na última gestão. Segundo ele, o DCE é visto por parte dos jovens apenas como órgão que confecciona a carteira de estudante. "Falta envolvimento com os estudantes".

Os membros da chapa vencedora fizeram oposição à atual gestão e prometem mudar a atuação e a imagem do Diretório. "O DCE é um mediador dentro da UFPI, representa o ponto de vista do estudante sobre a universidade", explica o jovem.

Para o próximo coordenador de Formação Política da entidade, Everton Feitosa, "falta conectividade entre o DCE e a realidade dos estudantes. O diretório esteve longe da luta dos estudantes".

Sobre a atuação mais ampla do movimento estudantil, Cássio Borges enfatizou que a pesquisa e a extensão na Universidade devem ser pautada nas demandas sociais. "A luta não vai se restringir dentro da universidade, vai se somar a uma luta do movimento estudantil para mudar a vida de uma forma geral. O papel do movimento é transformar a sociedade e o país".

Entre as prioridades da nova gestão está o debate sobre a Reforma Universitária. "Nossa chapa vai defender uma reforma que sirva para os interesses dos estudantes. Universidade Pública gratuita e de qualidade, que valorize ensino, pesquisa e extensão. Financiada com recursos públicos e autonomia universitária", defendeu Everton.

A Comissão Eleitoral tem a partir das eleições, 15 dias para convocar o Conselho de Entidade de Base, formado pelos Centros Acadêmicos, para que seja empossada a nova Chapa.

Do Piauí, Ismael Oliveira

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

O final de ano tem reservado boas notícias para a frente de movimento universitário da UJS. Chapas com participação de militantes da União da Juventude Socialista saíram vitoriosas nas eleições do Diretório Central dos Estudantes da PUC-Rio, do CACO (CA de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e também do DCE da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Para o Diretor da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Theo Rodrigues, o momento é fundamental para trazer à tona as bandeiras da organização. "O presidente que estava em vigor, até então, foi candidato a vereador pelo DEM e eles usaram o DCE e a estrutura da PUC para sua campanha", afirma.

Três chapas disputavam as vinte cadeiras de diretoria. A "Roda Viva" encabeçada pela UJS, "Idéias" pelo DEM e "Primavera nos dentes" pelos anarquistas e PSOL. Com cem votos a frente da segunda chapa a UJS saiu vitoriosa com aproximadamente 1200 votos (o resultado da apuração ainda não foi divulgado).

No Direito da UFRJ foi a vez da chapa "Pelo direito, sempre!", também encabeçada pela União da Juventude Socialista. De um total de 1297 votos, 603 foram da chapa número um levando a vitória para a entidade. Em segundo lugar ficou a chapa "Justa Causa", composta pelo PSTU e PSOL.

Para o militante da UFRJ, Marcelo Rodrigues, muitas vitórias virão com a eleição da chapa da UJS. "Já apoiávamos o REUNI enquanto oposição. Não havíamos aberto mão do projeto de reestruturação e expansão da UFRJ desde a eleição passada, agora vamos colocar as bandeiras em prática", conta.

Essas bandeiras incluem o compromisso de campanha que é lutar para que a verba destinada à universidade seja utilizada no projeto de reestruturação; renovação das bibliotecas e atualização dos acervos; aumento de coordenadores, pois hoje há um único coordenador de curso para atender 2700 alunos; e reestruturação do Escritório Modelo, obrigatório aos alunos do sétimo semestre de Direito.

"Um outro ponto importante é que a nossa universidade sofreu um nível de sucateamento acentuado, principalmente nos anos FHC e a maior parte dos nossos professores são substitutos e não concursados o que impede a realização de pesquisas de extensão", conta Marcelo.

Vitória também na Federal do Mato Grosso do Sul

A felicidade dos Guaicurus não ficou para trás. Para o militante da UJS no Mato-Grosso do Sul, Jean, a vitória de dois membros da UJS são a certeza de outras tantas vitórias que estão por vir.

Ele explica que o processo de eleição da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul é mais complicado. Cada centro indica um candidato, não tem chapas como nas outras universidades. "Ganhamos no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), com o Arthur, de Ciências Sociais, e no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), com a Dani, da Arquitetura", conta.

Na UFMS as bandeiras são a favor da paridade nas eleições para reitoria; a construção de um restaurante universitário e também da morada do estudante. Além disso, buscam o fortalecimento do CUCA e ampliação do passe de estudante aos pós-graduandos e aos estudantes de cursos técnicos.

"De todos os eleitos, incluindo os do interior, será escolhido o Coordenador Geral por meio de uma reunião com todos os diretores. O Arthur D´Amico foi a nossa indicação. Aguardamos agora a sua vitória e daremos continuidade ao trabalho", conclui".

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

DanielNa última sexta-feira (14) ocorreram as eleições do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes (DCE-Unimontes), na cidade de Montes Claros (MG). Três chapas disputaram efetivamente a possibilidade de dirigir a entidade estudantil no ano de 2009: Identidade, Nós podemos e DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento. Após uma campanha caracterizada pela discussão de propostas e pela mobilização, as eleições transcorreram em clima de bastante efervescência e respeito entre os acadêmicos.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento foi eleita com 61% dos votos. O presidente eleito é o estudantes de Ciências Sociais e presidente da UJS em Montes Claros, Daniel Dias. “Conseguimos compor um grupo que tem disposição e interesse em movimentar a universidade. Iremos realizar uma gestão pautada pela combatividade e pelo estímulo à participação dos estudantes. Ainda neste ano, realizaremos um seminário aberto para discutir e planejar as ações de nossa gestão”, disse.

Segundo o atual presidente do DCE, Diego de Macedo, “a gestão A Hora é Essa conseguiu grandes vitórias políticas, com destaque para a conquista do meio-passe. Agora cabe aos novos dirigentes do DCE manter acesa a chama da luta estudantil na Unimontes.”

“Nossa grande contribuição será o fortalecimento do movimento estudantil na Unimontes”, afirmou o vice-presidente do Centro Acadêmico de História e diretor municipal da UJS, Rodrigo Costa.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento tomará posse no próximo dia 9 de fevereiro, primeiro dia letivo de 2009.

Confira o resultado das eleições e a composição da chapa eleita:

Chapa 1 – Salvação: Retirou a candidatura.

Chapa 2 – Identidade: 71 votos.

Chapa 3 – Nós Podemos (PT/Psol): 393 votos.

Chapa 4 – DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento (UJS e independentes): 758 votos.

Nulos: 7 votos.

DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento

Presidente: Daniel Dias – Ciências Sociais

Vice-presidente: Laís Moreira – Educação Física

1º Secretário: Jader Barbosa - Pedagogia

2º Secretário: Matheus Lopes - Biologia

1ª Tesoureira: Izabel Tamiris - Administração

2º Tesoureiro: Nilson Rocha - Economia

Diretor Técnico: Ezequiel Silva - Geografia

Diretor de Relações Públicas: Rodrigo Costa - História

Diretora de Assistência Estudantil: Danielle Rocha – Serviço Social

Diretor Jurídico: Leonardo Petroni - Direito

Diretor de Cultura, Esporte e Lazer: Diassis dos Santos – Sistemas de Informação

De Montes Claros, Ramon Fonseca

Chapa "Mudança", liderada pela UJS, vence DCE da Federal de Viçosa

Chapa "Mudança", liderada pela UJS, vence DCE da Federal de Viçosa

A chapa "Mudança", liderada pela UJS em aliança com a Articulação (Unidade na Luta), acaba de ganhar a eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Viçosa (MG).

A apuração, concluída na manhã desta quinta feira, apontou vitória da "Mudança" por 1823 votos contra 966 da chapa "Avante", encabeçada pela corrente Articulação de Esquerda, que dirigiu o DCE nos últimos quatro anos.

Segundo Gabriel Lima Souza, diretor da União Estadual dos Estudantes e coordenador do coletivo universitário da UJS em Minas Gerais, a eleição foi uma grande conquista, já que o DCE não participava da UEE.

Para a UJS, ganhar novamente a eleição em Viçosa tem sabor especial. "É, sem dúvida, um grande avanço. Há quatro anos que a UJS sequer montava chapa e agora conseguimos essa ótima vitória, na base do debate de idéias e propostas com os estudantes. Além disso, esse é um DCE histórico, que já revelou grandes quadros para o movimento estudantil e para nossa Organização", disse Gabriel.