domingo, 22 de março de 2009

O camarada obama na veja

O camarada Obama na veja

Por Manuela D'ávila*

De rir!!! A Revista Veja dessa semana me tentou na banca. Um dos meus símbolos preferidos, o mais identificado com minha vida e ideais, aparece estampado na capa: a foice e o martelo, símbolo do comunismo, da luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Calmem! Não foi isso que me fez rir. Junto ao símbolo aparece Barack Obama. O título faz menção a uma saudação que uso cotidianamente. Diz: Camarada Obama. Também não foi isso que me fez rir. Abaixo há um pequeno texto explicando porque, mesmo injetando bilhões de dólares na economia, Obama não está conduzindo os EUA ao socialismo. Morri de rir.

Depois, percebi. A crise econômica mundial deve estar deixando a turma da Veja muito pirada. Como tudo o que eles defenderam a vida inteira deu errado, a crise da economia é também a crise ideológica deles. Eles estiveram errados nas últimas duas décadas. Quantas vezes ecreveram que o meu partido era um "dinossauro" por defender a existência do Estado, promotor de políticas sociais e regulador da economia? E se o Brasil não tivesse sendo governado por Lula?

Eles chamaram toda a política de infra-estrutura, essa que eu apóio nas votações do Congresso, de atrasadas, que deveriam ser conduzidas pela iniciativa privada. E se esse recurso não estivesse sendo injetado na economia brasileira?

Bem, queria dar um recado a essa turma: deixem que a esquerda, esses dinoussauros, velhos superados, "bibelôs" (como fui chamada muitas vezes...) cuide da crise que vocês criaram no mundo, aqui no Brasil. Fiquem tranquilos que nós defendemos a união do povo para enfrentá-la. Além disso, podem ficar sossegados: Obama não é camarada. Mas na América Latina, onde a crise está sendo melhor tratada, nós, comunistas, estamos por todos os lados.

Não é de rir essa Veja?

*Manuela D'ávila é Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul, autora da Lei que regulamenta os estágios e membro da Direção Nacional da UJS.

Muito a conquistar

Muito a conquistar

Em artigo publicado originalmente no jornal Diário de Santa Maria (RS) por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a militante da UJS Luciele Alves Fagundes dá opiniões sobre a Lei Maria da Penha, política pública para combater a violência doméstica contra as mulheres.

"Dois pontos da lei são primordiais, um deles estabelece as formas da violência contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, visto que muitas vezes a agressão psicológica e moral pode causar danos tão graves quanto a agressão física. Outro ponto relevante é que a lei proíbe as penas pecuniárias (pagamentos de multas ou cestas básicas), tão utilizadas antes da aprovação da mesma", aponta Luciele.

Muito a conquistar

A Lei Maria da Penha é uma política pública de Estado que vem para enfrentar a violência doméstica contra as mulheres brasileiras. É o primeiro passo, pois muitas vítimas ainda têm medo ou receio de denunciar familiares.

Nós, mulheres, podemos dizer que obtivemos muitas conquistas nos últimos tempos, o que nos dá muitos motivos para comemorar o dia 8 de março. Entre tantas conquistas, podemos citar o direito ao voto, a ampliação do acesso ao Ensino Superior, o maior espaço no mercado de trabalho, entre outras.

Além dessas conquistas, gostaria de destacar uma que, a meu ver, é o maior avanço no que diz respeito ao combate do machismo de nossa sociedade, e manifesto da pior forma possível, que é a violência contra a mulher. De acordo com a Fundação Perseu Abramo, nada menos que uma em cada cinco mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem.

Trata-se de uma lei recente, sancionada pelo presidente da República no dia 7 de agosto de 2006, que foi batizada de Lei Maria da Penha, como forma de homenagear Maria da Penha Fernandes, símbolo da luta contra a violência familiar e doméstica.

Maria da Penha sofreu duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido. Primeiro, levou um tiro enquanto dormia, sendo que o agressor alegou que houve uma tentativa de roubo. Em decorrência do tiro, ficou paraplégica. Como se não bastasse, duas semanas depois de regressar do hospital, ainda durante o período de recuperação, sofreu um segundo atentado: ele tentou eletrocutá-la enquanto tomava banho. A punição do agressor só se deu 19 anos e seis meses após o ocorrido.

Tal situação refletia o antigo ditado “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Ou seja, a autoridade do marido permitia o direito de dispor do corpo, da saúde e até da vida da sua esposa. Tal autoridade foi respeitada até mesmo pela polícia, que sequer podia prender o agressor em flagrante.

A Lei Maria da Penha é uma política pública de Estado que vem para enfrentar a violência doméstica contra as mulheres brasileiras. É o primeiro passo, pois muitas vítimas ainda têm medo ou receio de denunciar familiares. Dois pontos da lei são primordiais, um deles estabelece as formas da violência contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, visto que muitas vezes a agressão psicológica e moral pode causar danos tão graves quanto a agressão física. Outro ponto relevante é que a lei proíbe as penas pecuniárias (pagamentos de multas ou cestas básicas), tão utilizadas antes da aprovação da mesma.

Enfim, tivemos um avanço muito grande no que se refere à igualdade de direitos, de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres. Porém, não devemos parar por aí, temos muito ainda a conquistar. Vamos à luta, mulherada.

* Luciele Alves Fagundes é integrante do Diretório Central de Estudantes da UFSM, gestão.

UJS Convoca Plenária de Jovens Cientistas

UJS Convoca Plenária de Jovens Cientistas

Os jovens socialistas cumprem um papel fundamental no debate da luta de idéias. Os que atuam na pesquisa técnica das escolas, na iniciação científica da Universidade e na pós-graduação têm um desafio ainda maior de elevar a incorporação dos socialistas na disputa política da sociedade.

Aliando esse importante debate já travado na União da Juventude Socialista às resoluções do último congresso – sobre a autonomia de organização, de linguagem, de financiamento e de iniciativa política das frentes – a Diretoria de Jovens Cientistas acaba de convocar todos os militantes da UJS que atuam na frente e/ou desenvolvem pesquisa na esfera secundarista, universitária ou pós-graduanda para uma PLENÁRIA NACIONAL.

O objetivo é consolidar um debate sobre o objetivo estratégico para frente e definir um plano de metas.

As mobilizações devem ser casadas com as realizadas pelos estados para o CONEG da UNE para garantir o transporte da militância.

A atividade será:

QUANDO? 21 de março (sábado)
ONDE? Rua Áurea 285, Vila Marina, São Paulo-SP (próximo ao metro Ana Rosa)*
HORAS? 13h

Espero tod@s vcs! Saudações Socialistas

Elisangela Lizardo
Diretora de Jovens Cientistas da UJS

Contato:

Elisangela Lizardo (11) 9288-0937
Luisa Barbosa (21) 8620-1842
Arilton Freres (41) 9651 76 05

UJS-RS realiza Curso de Formação e Plenária Estadual

UJS-RS realiza Curso de Formação e Plenária Estadual

Foi intenso o final de semana para a UJS gaúcha. Desde sexta-feira, cerca de 50 militantes e dirigentes de 14 cidades participaram do curso de formação e da Plenária Estadual, na cidade de Cidreira, recebidos pelo jovem vereador comunista e membro da UJS, Matheus Junges.

O curso debateu os elementos básicos do marxismo, nos campos filosófico, econômico e do socialismo. Além disso, houve uma aula especial sobre a lei Maria da Penha, valorizando o dia internacional da mulher.
No domingo, foi realizada a plenária estadual, que contou com a presença da deputada Federal e membro da Direção Estadual da UJS, Manuela D´Avila, que apresentou o debate sobre conjuntura nacional. A parlamentar abordou aspectos da crise econômica, da América Latina, do país e do Rio Grande. Para ela, a crise econômica traz a necessidade de reafirmarmos o socialismo enquanto alternativa.

A Plenária também apresentou o plano de gestão da UJS-RS. Para Édison Puchalski, presidente da organização, esse plano tem por objetivo dar os primeiros passos na construção dessa nova fase, iniciada a partir do 14° Congresso Nacional da UJS.

Também foi debatido e aprovado o planejamento para o 51° Congresso da UNE. Foi unânime entre os membros do coletivo universitário da UJS que é parte do plano ao Conune a reconstrução da entidade estadual dos estudantes universitários.

Houve, ainda, o ingresso de novos membros à direção estadual, dentre eles, o jovem vereador de Carlos Barbosa, Toddyson, o vereador de Cidreira e anfitrião da reunião, Matheus Junges e o organizador do Curso de Formação, André "Maninho".

Foi ainda aprovada uma carta e uma moção de aplauso à lei Maria da Penha, nos marcos do dia da mulher.

A UJS sai dessas atividades mais fortalecida, politizada e revigorada para as batalhas políticas que o próximo período exigirá, ocupar as ruas e as universidades, denunciar a política entreguista do governo Yeda "Cruzes" e montar um amplo e massivo movimento rumo ao 51° Congresso da UNE.

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

Encontro histórico debaterá a trajetória e os objetivos da UJS no ME Universitário

A UJS realizará seu Encontro Nacional de Estudantes Universitários nos próximos dias 23 e 24 de março, na cidade de São Paulo. São esperadas cerca de quatrocentas lideranças de todos os estados do país.

O Encontro terá caráter histórico para a militância da União da Juventude Socialista, trazendo à baila não apenas as questões da atual conjuntura, mas um resgate do movimento nas últimas décadas.

A ideia é debater a trajetória dos 25 anos de atuação da UJS no movimento universitário, identificando as contribuições, as eventuais deficiência e, principalmente, apontando os objetivos estratégicos da ação dos jovens socialistas no movimento estudantil.

Os desafios do momento também serão analizados, posto que processo do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes já está deflagrado e é o centro da atuação da militância da UJS no primeiro semestre.

"A UJS completa 25 anos em 2009, sendo que nossa ação no movimento estudantil tem riquíssimo acúmulo em todo esse tempo. Queremos, então, sistematizá-lo, apontando os acertos e as deficiências que possibilitaram a construção de uma experiência bem sucedida e tão longeva. Queremos sobretudo extrair lições e apontar perspectivas, pois esse é um patrimônio das gerações passadas, da geração presente e das futuras gerações da militância da UJS", analiza Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da entidade.

Militante de Carteirinha

Também no Encontro Universitário será lançada a versão 2009 da carteirinha de militante da UJS, em mais um passo de estruturação da política de finanças da entidade, que terá seus recursos divididos entre as direções Nacional, estaduais e municipais.

A carteira poderá ser confeccionada na hora, por R$15, durante o evento. Também estará disponível pelo site da UJS, através de pagamento on-line.

Programação do Encontro Nacional de Estudantes Universitários da UJS

23/03 - segunda-feira

9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo

Painelista:

  • Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)

12 horasAlmoço

14 horasEnfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro

Painelistas:

  • Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve;
  • Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS

16 horas Debates em Grupos

18 horas – Jantar

19 horas Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil

Painelista:

  • Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
  • Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e
  • Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)

21 horas – Atividade Cultural

24 de março - terça-feira

9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário

Painelistas:

  • Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE
  • Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS


10:30 horas – Debates em Grupos

12 horas – Almoço

14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário

Painelistas:

André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE

18 horas – Encerramento

De São Paulo, Fernando Borgonovi

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

No próximo dia 23 de março, junto com o Encontro Nacional de Estudantes Universitários, será lançada a versão 2009 da Carteira Nacional de Militante da UJS. Comemorativa do aniversário de 25 anos da entidade, a nova carteirinha custará R$15 (anuidade) e poderá ser encomendada pela internet, através da página da UJS, com pagamento on-line e envio pelo correio. Durante o Encontro, sua confecção será na hora.

A carteirinha é um instrumento de identificação do jovem socialista, que representa o vínculo dele com a organização, e também o mecanismo de contribuição anual do militante com a sua entidade.

Anderson de Souza, diretor de finanças da UJS, ressalta o caráter educativo de o militante ajudar na estruturação da entidade. "É muito importante - não apenas pelos recursos, mas também pelo caráter educativo - criar essa rede de contribuintes. O militante socialista tem que saber que não temos acesso a grandes patrocinadores e que ele é parte fundamental para a manutenção da entidade. A partir da carteira, queremos mostrar que o problema da sustentação material é político e necessita do envolvimento coletivo".

Como política nacional de finanças, os recursos adquiridos a partir das carteiras serão divididos em partes iguais para a Direção Nacional, as Direções Estaduais e as Direções Municipais, possibilitando que toda a rede da UJS se estruture melhor. "Estamos cumprindo resoluções de nosso Congresso, que apontaram para a urgência de consolidar uma política de finanças. Uma política de finanças tem que pensar na UJS em todos os seus níveis de direção. Esperamos com isso envolver toda a militância e estimular especialmente as direções municipais, que são peças chave para esse empreendimento ser vitorioso. Afinal, quanto mais carteiras um município fizer, mais recursos ele terá para fazer política", diz Anderson Souza.

Próximo passo: carteira para os veteranos e amigos

Outro pilar da política de finanças será a contribuição dos veteranos e amigos da UJS. A ideia consiste em procurar antigos militantes e simpatizantes que hoje atuam em governos, direções partidárias ou na iniciativa privada e possam ter disposição de contribuir financeiramente com a entidade da qual participaram na juventude.

Os amigos que aderirem, poderão realizar contribuições mensais, anuais e mesmo eventuais - através, por exemplo, da doação de equipamentos para uma sede da UJS - e receberão uma carteira especial, uma pequena homenagem ao apoio à luta da UJS, no passado e no presente.


De São Paulo,

Fernando Borgonovi

A UJS NOS MOVIMENTOS JUVENIS

A UJS NOS MOVIMENTOS JUVENIS

Se os movimentos juvenis são de luta, o futuro nos pertence!

Movimento estudantil secundarista e universitário e os seus desafios

90. Em nosso país, o movimento estudantil tem a marca da união e da combatividade. Politizado, tem histórico de participação ativa nas grandes lutas do país, sem nunca esquecer das demandas mais imediatas dos estudantes. De sua pluralidade vem a garantia da participação e da amplitude em suas lutas. Por isso esse movimento é destacadamente a principal forma de luta política da juventude brasileira e a principal frente de atuação da UJS.

91. Não à toa, a UJS é a maior corrente política organizada entre os estudantes brasileiros. Isso é fruto da abnegação da nossa militância na construção dessa frente e, especialmente, da concepção de que o movimento estudantil é de todos os estudantes brasileiros, devendo pautar as grandes questões nacionais sempre ao lado das lutas específicas do cotidiano dos estudantes.

92. No último período, as entidades estudantis cresceram e ganharam maior visibilidade. Junto à Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), tiveram importante papel na conscientização e mobilização da juventude, sendo responsáveis por algumas das grandes jornadas de lutas do nosso país. Além disso, souberam aproveitar o ambiente mais democrático que vivenciamos para pautar e obter vitórias relacionadas a bandeiras de luta históricas dos estudantes.

93. A UBES, por exemplo, participou da aprovação do fundo de desenvolvimento da educação básica (FUNDEB), que amplia significativamente as verbas para a educação. Posicionou-se em relação ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), aplaudindo seus avanços e apontando criticamente suas insuficiências. Realizou seu vitorioso 37º Congresso, colocando no seu centro a necessidade de uma Nova Escola com educação de qualidade. Viu a bandeira da valorização do ensino técnico transformar-se em realidade, com a construção de novas escolas técnicas por todo o país. Além disso, a UBES foi a entidade do passe estudantil, colocando milhares de estudantes nas ruas para brigar por essa bandeira.

94. A UNE segue esse mesmo rumo e amplia seu prestígio na sociedade. Aproveitando a mobilização realizada para sua 5ª Bienal de Cultura, os estudantes ocuparam e ganharam na Justiça a posse do terreno da Praia do Flamengo (Rio de Janeiro), sede histórica da UNE e da UBES até a ditadura militar incendiar o prédio e tomar o terreno. O processo de ocupação gerou grande repercussão e ganhou amplos setores da sociedade para o direito de as entidades reconstruírem sua sede ali. O ano de 2007 foi marcado também pela realização do 50º Congresso da UNE, nos marcos da reforma do movimento estudantil, possibilitando um envolvimento incomparável dos estudantes ao longo de todo o processo. Uma grande passeata em Brasília durante o Congresso exigiu mudanças na política econômica do governo Lula e mostrou que os estudantes continuam unidos e atentos às grandes lutas nacionais. Além disso, a UNE comemorou a criação de novas universidades públicas e a expansão do ProUni, e disputou nos conselhos universitários a aprovação do Reuni, programa que expande as vagas das universidades federais – demanda histórica dos estudantes.

95. Apesar dessas e de outras importantes conquistas do movimento estudantil, os desafios para o próximo período são muitos. A dimensão que tem esse movimento requer uma constante auto-superação, para não perder suas características.

96. Fortalecer a rede do movimento estudantil é parte desse desafio. Precisamos dar maior identidade para as entidades estaduais e suas redes. O movimento universitário precisa de UEEs e DCEs mais presentes na política de cada estado, próximos do cotidiano dos estudantes. No movimento secundarista a dificuldade aumenta, pois existe uma lacuna maior entre a UBES e os grêmios, o que tem colocado um grande desafio, relacionado à radical reestruturação desse movimento. Na tentativa de dar resposta a isso, a UBES propôs o fortalecimento, a criação e a reconstrução das Uniões Municipais, a realização de encontros de grêmios, no sentido de conectar as lutas das escolas com as lutas nacionais e vice-versa.

97. Outra questão importante é radicalizar no caráter combativo do movimento estudantil. Travar lutas nas escolas e universidades que dialoguem com o cotidiano dos estudantes brasileiros tem papel decisivo. O centro de ação do movimento estudantil deve ser a própria escola ou a universidade. O movimento deve refletir as dificuldades de cada lugar, pautando as questões mais específicas que tocam os estudantes no seu dia-a-dia.

98. A diversificação da atuação das entidades é outro assunto no qual precisamos pensar com mais atenção. Áreas como o esporte, que mobilizam grande parte da juventude estudantil, precisam sair do discurso e ir para a prática.

99. Precisamos enfrentar as dificuldades financeiras das entidades, que sentem hoje os efeitos da Medida Provisória 2208, editada no governo FHC. A militância da UJS que tem tarefa no movimento estudantil precisa encarar com toda seriedade e profissionalismo a organização e a administração das entidades. Devemos dar importância ao que dizem os Estatutos e sempre buscar registrar legalmente as entidades.

100. As recentes conquistas do movimento estudantil são fruto do amadurecimento das forças que participam das entidades, mas principalmente da atuação constante da UJS. Contribuímos ao longo da história para a manutenção da unidade e para a construção da pluralidade no movimento.

101. A UJS é hoje a maior força política organizada entre os estudantes, mas devemos saber que o movimento estudantil é muito dinâmico. Por isso é necessário investir desde os grêmios e Centros Acadêmicos para fortalecer o movimento e crescer permanentemente para manter nossa influência.

102. Os últimos anos do movimento secundarista nos mostraram que é preciso reequilibrar as forças que despendemos entre os movimentos secundarista e universitário. É preciso dar mais atenção a quem necessita de maior acompanhamento, como é o caso, hoje, do movimento secundarista. Isso não pode significar, no entanto, um rebaixamento da atenção conferida ao movimento universitário. Para materializar isso, propomos que as instâncias de direção possam dividir o acompanhamento, havendo um diretor responsável pelo movimento secundarista e outro diretor responsável pelo movimento universitário. Ambos atuarão juntos, pensando as políticas para os movimentos estudantis. Os estados devem respeitar suas particularidades ao implementar tal medida, resguardando que sua aplicação seja feita apenas em benefício e melhoria do acompanhamento e nunca signifique a depreciação política deste, que seja para os secundaristas ou para os universitários. Além dessa medida, devemos pensar em outras formas de materializar o reequilíbrio. Demos um primeiro passo com a realização, em janeiro de 2008, do Seminário sobre o Movimento Secundarista. Mas é preciso, ainda, exercitar uma maior interação com as demais frentes da UJS e intensificar a transversalidade, pois na escola e na universidade encontram-se quase todas as frentes, podendo uma potencializar a outra. Exemplo disso é a interação da UJS secundarista com o movimento hip hop, o esporte e a luta pela educação sexual nas escolas, com pontes para os movimentos feminista e o combate à homofobia.

103. Como frentes prioritárias de atuação da UJS, o movimento estudantil secundarista e o movimento estudantil universitário devem dar o exemplo dessa nova fase, mais diversificada, de nossa organização. Devemos aplicar a proposta de autonomia organizativa de nossa atuação nos movimentos estudantis já na construção do 14º Congresso, apresentando um plano específico de crescimento, com metas de filiação e organização de Núcleos, tudo em plena sintonia com a nossa atuação nas entidades estudantis. A UJS é fundamental para impulsionar a UNE e UBES na renovação, inovação e massificação dos métodos de dialogar com os estudantes brasileiros. Além disso, precisamos ter uma atuação mais diversificada nos Grêmios, Uniões Municipais de Estudantes Secundaristas, Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e Diretórios Centrais de Estudantes.

104. Devemos organizar mais e melhor nossa intervenção através dos Núcleos, especialmente os prioritários, que devem existir em grandes universidades, nos CEFETs e nas demais escolas grandes e tradicionais, além dos principais colégios das periferias e regiões que cumprem importante papel nesses locais. Só assim conseguiremos converter nossa grande influência política em crescimento orgânico para a UJS.

105. A UJS deve intensificar sua atuação nas executivas de cursos, designando responsáveis pelo acompanhamento da área, assim como organizando debates que ajudem em nossa formulação política para a realidade de cada curso. Também importante é a UJS debater e formular uma opinião sobre ensino à distância, devido o seu grande avanço no setor educacional brasileiro.

106. Outro desafio está ligado à idéia de estabelecer o espaço da escola e da universidade enquanto centros gravitacionais do movimento estudantil. Parece muito lógico – e é –, mas às vezes tornamos as sedes das entidades gerais o nosso principal espaço. Nesses casos, precisamos inverter a lógica: a militância do movimento estudantil precisa estar concentrada nas escolas e universidades, e os dirigentes das entidades gerais devem conviver em essa militância, acompanhando a construção das entidades de base e nosso trabalho nesses espaços.

Jovens trabalhadores

107. Na década de 1990, a grande ofensiva do projeto neoliberal em todo o mundo gerou um enorme exército de desempregados e de pessoas sem perspectivas de trabalho e de vida. Essa investida do grande capital trouxe conseqüências para pessoas de todas as faixas etárias, mas foram os jovens os que mais sofreram as perversas conseqüências desse processo, seja através da precarização das relações de trabalho e dos salários reduzidos, seja no plano ideológico, onde prevaleceu (e ainda prevalece) o individualismo.

108. Implementar a organização da UJS entre os trabalhadores é fundamental para completar a nossa consolidação e caráter socialista, pela dimensão estratégica de formar a classe trabalhadora do presente e do futuro e para construir o Socialismo. Ademais superará uma grande lacuna de nossa organização, permitindo ao jovem militante socialista completar todo o ciclo de sua juventude na UJS, da escola secundarista até o ingresso pelo trabalho na vida adulta. mantendo as convicções revolucionárias e legando ao movimento sindical uma nova geração de quadros para a luta sindical atual, dando seguimento à luta na vida adulta e completando o ciclo etário da nossa escola de Socialismo.

109. A Atuação da frente de jovens trabalhadores é expressão da luta contra a dominação e a exploração capitalista que são sentidas pelo trabalhador na própria pele. A juventude é grande parcela dos trabalhadores e sofre cotidianamente com trabalhos degradantes, com a precariedade e a negação de seus direitos, com o assédio moral e sexual. Estes jovens são público privilegiado para a mensagem socialista. Assim, ganha importância ainda maior nesta nova fase da UJS e do movimento sindical, sobretudo com a fundação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Juventude da CTB. Uma juventude atuante, com sua característica básica de ousadia e inovação, pode servir de mola propulsora para importantes transformações na organização sindical. Também não podemos desconsiderar que a juventude representa um importante vetor da disputa pela hegemonia das idéias avançadas no movimento sindical brasileiro. É, portanto, papel dessa frente ajudar a forjar nas futuras lideranças uma consciência política avançada e classista.

110. A atuação da UJS entre os jovens trabalhadores vem crescendo significativamente e tem se dado a partir da Corrente Sindical Classista (CSC). A UJS deve ter atenção para construir espaços amigáveis à organização de jovens trabalhadores, com horários, dinâmicas, responsáveis permanentes para a consolidação da frente, desenvolvendo uma dinâmica de atividades (inclusive esportivas e culturais) e linguagem que permitam a sua incorporação na UJS. Essa frente ganha um peso e uma importância ainda maiores a partir da entrada da CSC na nova CTB. A UJS é parte do desafio de construir uma nova central classista e democrática, efetivamente de todos os trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade. A juventude tem uma importante contribuição a dar nesse sentido, já que representa a presente e também a futura geração do sindicalismo brasileiro.

111. A cada ano temos ampliado nossa participação na frente de jovens trabalhadores. No início de 2007 nos destacamos no 2º Encontro de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde conseguimos aumentar muito nossa bancada em relação à primeira edição do Encontro, chegando mesmo a ser maioria em vários estados do país. Ainda assim, perdemos a vaga que tínhamos na secretaria de juventude da CUT.

112. Um marco importante de nosso trabalho nessa área foi o Encontro de Jovens da Corrente Sindical Classista (CSC), ocorrido durante o congresso dessa entidade em setembro de 2007, que definiu pela saída da CUT e aprovou seu ingresso na nascente CTB. No final do mesmo ano, a UJS teve destacada presença no Congresso de fundação da CTB, no qual foi aprovada a realização do primeiro Encontro da Juventude da CTB.

113. Vale salientar também a participação dos jovens trabalhadores socialistas nas atividades dos movimentos sociais, inclusive internacionais, como as Cúpulas Sociais dos Povos e o Fórum Social Mundial, dentre outros encontros.

Desafios da UJS entre os jovens trabalhadores

114. A maioria dos jovens que ingressam no mercado de trabalho não se identifica com a linguagem de sua organização sindical ou não vê nela um órgão onde possam expressar suas idéias ou lutar por suas bandeiras. Nos sindicatos, os jovens não se fazem representar na mesma proporcionalidade em que estão na categoria e acabam cumprindo o papel de coadjuvantes no sindicato e na sua direção. As políticas voltadas à juventude devem estar presentes nos sindicatos, nas ações, na militância, na direção e na linguagem. Os sindicatos devem lutar de forma mais juvenil, com o jovem e pelo jovem.

115. A tarefa da UJS é atuar na Juventude da CTB para identificar e incorporar as pautas específicas da juventude e torná-las parte das lutas sindicais, além de construir Secretarias e Comissões de Juventude dentro das estruturas da CTB e dos sindicatos.

116. Além disso, a UJS precisa atuar não apenas entre os jovens trabalhadores que possuem carteira assinada, mas também entre os jovens que se encontram na informalidade e entre os jovens desempregados. Da mesma forma, é nossa tarefa estimular a Juventude da CTB a organizar os jovens desempregados e a expressiva parcela de jovens trabalhadores informais em associações, ampliando assim o raio de alcance dos sindicatos e das idéias classistas – sem perder de vista que a luta dos trabalhadores tem nos sindicatos sua expressão de massas mais elevada.

117. Outro desafio importante é atuar junto à juventude rural, nas Federações e na Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Fetags e Contag). A juventude rural possui bandeiras específicas, como o acesso à educação, à terra e às novas tecnologias rurais, o êxodo rural, a informalidade, dentre outras. A CTB nasce com forte presença no sindicalismo rural, o que devemos aproveitar para traduzir em crescimento da UJS e fortalecimento da luta dos jovens do campo.

118. Precisamos aproveitar o nascimento da CTB e da Juventude da CTB para dar um novo trato à nossa atuação entre a juventude trabalhadora do campo e da cidade. Nesse sentido, as Direções Estaduais devem eleger um diretor para essa frente. Além disso, a UJS deve estar atenta e priorizar sua atuação nas escolas técnicas e nos grandes pólos industriais do nosso país. É prioridade pautar cotidianamente no conjunto das direções da UJS – municipais, estaduais e nacional – a atuação e o acompanhamento dos jovens trabalhadores. Da mesma forma, é importante mapear junto ao Coletivo nacional dessa área quais serão os Núcleos prioritários por categoria e por local de trabalho, impulsionando nossa ação de forma organizada.

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Chapa apoiada pela UJS vence eleições no DCE da UNIP em São Paulo

Terminou na noite desta quinta-feira a eleição da nova diretoria do DCE da Universidade Paulista (UNIP) da capital. A chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", apoiada pela UJS, venceu o pleito, obtendo cerca de 5700 votos.

O primeiro desafio dos novos componentes do Diretório Central de Estudantes será organizar a participação no Coneg da UNE e a recepção de estudantes de todo o país, já que serão os enfitriões do evento que acontecerá unidade Paraíso da UNIP, nesse final de semana.
O processo eleitoral abrangeu os campus Paraíso, Vergueiro, Norte, bacelar, Cidade Universitária, Anchieta, Chácara Santo Antônio, Pinheiros e Tatuapé, demonstrando a força e a capilaridade do movimento estudantil nesta universidade. Em número de alunos, a UNIP é uma das maiores instituições privadas de ensino do país.

A União da Juventude Socialista apresentou várias lideranças para a composição da chapa, dentre elas os estudantes Marcelo Freitas, Jardel e Márcio Bico. Bico, estudante de jornalismo do campus Paraíso e membro da direção municipal da UJS, foi escolhido para presidir a nova gestão.

"Nós, alunos da UNIP, estamos muito felizes por receber estudantes de todo o país nesse CONEG da UNE. Será para nós uma grata responsabilidade. Tarefa ainda maior, e que pretendemos cumprir com muito trabalho e dedicação, é a organização de uma grande delegação de estudantes da UNIP para participar do Congresso da UNE. Queremos que seja a maior mobilização já feita pela UNIP da capital para uma atividade da UNE", aponta o presidente eleito.

De São Paulo,

Fernando Borgonovi

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

Federal do Piauí: Chapa ligada à UJS vence mais um DCE

A chapa "Saudações a quem tem coragem", com participação da UJS, obteve 1.884 votos e venceu as eleições para o DCE da Universidade Federal do Piauí (UFPI), derrotando a chapa "Quem sabe faz a hora" (1.474 votos), ligada ao PSTU.

Os jovens venceram o processo eleitoral, realizado nos dias 19 e 20 de novembro, com a proposta de atender as necessidades dos estudantes, abrir canais de comunicação com a reitoria e, principalmente, levar o movimento estudantil para além do campus universitário.
A ampla chapa, composta por 53 estudantes de todos os centros de ensino da universidade, mobilizou a todos. A diversificação de atuação vai garantir o contato com todos os cursos oferecidos na instituição. "Pensamos numa pluralidade. O DCE deve ser um espelho desta diversidade que existe na UFI. Os membros da chapa são pessoas que, a partir de sua vivência cotidiana em cada curso, podem apontar os problemas e as soluções para tentar transformar realidade da universidade", argumentou Cássio Borges, futuro coordenador de Planejamento do DCE.

Uma das preocupações é o pouco interesse dos estudantes da universidades em atividades do gênero. Dos mais de 15 mil alunos da UFPI em Teresina, apenas 3.358 participaram do processo eleitoral.

Cássio Borges atribui o desinteresse nas eleições do DCE, ao distanciamento do DCE com os estudantes na última gestão. Segundo ele, o DCE é visto por parte dos jovens apenas como órgão que confecciona a carteira de estudante. "Falta envolvimento com os estudantes".

Os membros da chapa vencedora fizeram oposição à atual gestão e prometem mudar a atuação e a imagem do Diretório. "O DCE é um mediador dentro da UFPI, representa o ponto de vista do estudante sobre a universidade", explica o jovem.

Para o próximo coordenador de Formação Política da entidade, Everton Feitosa, "falta conectividade entre o DCE e a realidade dos estudantes. O diretório esteve longe da luta dos estudantes".

Sobre a atuação mais ampla do movimento estudantil, Cássio Borges enfatizou que a pesquisa e a extensão na Universidade devem ser pautada nas demandas sociais. "A luta não vai se restringir dentro da universidade, vai se somar a uma luta do movimento estudantil para mudar a vida de uma forma geral. O papel do movimento é transformar a sociedade e o país".

Entre as prioridades da nova gestão está o debate sobre a Reforma Universitária. "Nossa chapa vai defender uma reforma que sirva para os interesses dos estudantes. Universidade Pública gratuita e de qualidade, que valorize ensino, pesquisa e extensão. Financiada com recursos públicos e autonomia universitária", defendeu Everton.

A Comissão Eleitoral tem a partir das eleições, 15 dias para convocar o Conselho de Entidade de Base, formado pelos Centros Acadêmicos, para que seja empossada a nova Chapa.

Do Piauí, Ismael Oliveira

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

UJS vence eleições no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul

O final de ano tem reservado boas notícias para a frente de movimento universitário da UJS. Chapas com participação de militantes da União da Juventude Socialista saíram vitoriosas nas eleições do Diretório Central dos Estudantes da PUC-Rio, do CACO (CA de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e também do DCE da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Para o Diretor da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, Theo Rodrigues, o momento é fundamental para trazer à tona as bandeiras da organização. "O presidente que estava em vigor, até então, foi candidato a vereador pelo DEM e eles usaram o DCE e a estrutura da PUC para sua campanha", afirma.

Três chapas disputavam as vinte cadeiras de diretoria. A "Roda Viva" encabeçada pela UJS, "Idéias" pelo DEM e "Primavera nos dentes" pelos anarquistas e PSOL. Com cem votos a frente da segunda chapa a UJS saiu vitoriosa com aproximadamente 1200 votos (o resultado da apuração ainda não foi divulgado).

No Direito da UFRJ foi a vez da chapa "Pelo direito, sempre!", também encabeçada pela União da Juventude Socialista. De um total de 1297 votos, 603 foram da chapa número um levando a vitória para a entidade. Em segundo lugar ficou a chapa "Justa Causa", composta pelo PSTU e PSOL.

Para o militante da UFRJ, Marcelo Rodrigues, muitas vitórias virão com a eleição da chapa da UJS. "Já apoiávamos o REUNI enquanto oposição. Não havíamos aberto mão do projeto de reestruturação e expansão da UFRJ desde a eleição passada, agora vamos colocar as bandeiras em prática", conta.

Essas bandeiras incluem o compromisso de campanha que é lutar para que a verba destinada à universidade seja utilizada no projeto de reestruturação; renovação das bibliotecas e atualização dos acervos; aumento de coordenadores, pois hoje há um único coordenador de curso para atender 2700 alunos; e reestruturação do Escritório Modelo, obrigatório aos alunos do sétimo semestre de Direito.

"Um outro ponto importante é que a nossa universidade sofreu um nível de sucateamento acentuado, principalmente nos anos FHC e a maior parte dos nossos professores são substitutos e não concursados o que impede a realização de pesquisas de extensão", conta Marcelo.

Vitória também na Federal do Mato Grosso do Sul

A felicidade dos Guaicurus não ficou para trás. Para o militante da UJS no Mato-Grosso do Sul, Jean, a vitória de dois membros da UJS são a certeza de outras tantas vitórias que estão por vir.

Ele explica que o processo de eleição da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul é mais complicado. Cada centro indica um candidato, não tem chapas como nas outras universidades. "Ganhamos no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), com o Arthur, de Ciências Sociais, e no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), com a Dani, da Arquitetura", conta.

Na UFMS as bandeiras são a favor da paridade nas eleições para reitoria; a construção de um restaurante universitário e também da morada do estudante. Além disso, buscam o fortalecimento do CUCA e ampliação do passe de estudante aos pós-graduandos e aos estudantes de cursos técnicos.

"De todos os eleitos, incluindo os do interior, será escolhido o Coordenador Geral por meio de uma reunião com todos os diretores. O Arthur D´Amico foi a nossa indicação. Aguardamos agora a sua vitória e daremos continuidade ao trabalho", conclui".

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

UJS elege presidente do DCE da Unimontes (MG)

DanielNa última sexta-feira (14) ocorreram as eleições do Diretório Central dos Estudantes da Unimontes (DCE-Unimontes), na cidade de Montes Claros (MG). Três chapas disputaram efetivamente a possibilidade de dirigir a entidade estudantil no ano de 2009: Identidade, Nós podemos e DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento. Após uma campanha caracterizada pela discussão de propostas e pela mobilização, as eleições transcorreram em clima de bastante efervescência e respeito entre os acadêmicos.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento foi eleita com 61% dos votos. O presidente eleito é o estudantes de Ciências Sociais e presidente da UJS em Montes Claros, Daniel Dias. “Conseguimos compor um grupo que tem disposição e interesse em movimentar a universidade. Iremos realizar uma gestão pautada pela combatividade e pelo estímulo à participação dos estudantes. Ainda neste ano, realizaremos um seminário aberto para discutir e planejar as ações de nossa gestão”, disse.

Segundo o atual presidente do DCE, Diego de Macedo, “a gestão A Hora é Essa conseguiu grandes vitórias políticas, com destaque para a conquista do meio-passe. Agora cabe aos novos dirigentes do DCE manter acesa a chama da luta estudantil na Unimontes.”

“Nossa grande contribuição será o fortalecimento do movimento estudantil na Unimontes”, afirmou o vice-presidente do Centro Acadêmico de História e diretor municipal da UJS, Rodrigo Costa.

A chapa DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento tomará posse no próximo dia 9 de fevereiro, primeiro dia letivo de 2009.

Confira o resultado das eleições e a composição da chapa eleita:

Chapa 1 – Salvação: Retirou a candidatura.

Chapa 2 – Identidade: 71 votos.

Chapa 3 – Nós Podemos (PT/Psol): 393 votos.

Chapa 4 – DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento (UJS e independentes): 758 votos.

Nulos: 7 votos.

DCE com a Nossa Cara – Estudantes em Movimento

Presidente: Daniel Dias – Ciências Sociais

Vice-presidente: Laís Moreira – Educação Física

1º Secretário: Jader Barbosa - Pedagogia

2º Secretário: Matheus Lopes - Biologia

1ª Tesoureira: Izabel Tamiris - Administração

2º Tesoureiro: Nilson Rocha - Economia

Diretor Técnico: Ezequiel Silva - Geografia

Diretor de Relações Públicas: Rodrigo Costa - História

Diretora de Assistência Estudantil: Danielle Rocha – Serviço Social

Diretor Jurídico: Leonardo Petroni - Direito

Diretor de Cultura, Esporte e Lazer: Diassis dos Santos – Sistemas de Informação

De Montes Claros, Ramon Fonseca

Chapa "Mudança", liderada pela UJS, vence DCE da Federal de Viçosa

Chapa "Mudança", liderada pela UJS, vence DCE da Federal de Viçosa

A chapa "Mudança", liderada pela UJS em aliança com a Articulação (Unidade na Luta), acaba de ganhar a eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Viçosa (MG).

A apuração, concluída na manhã desta quinta feira, apontou vitória da "Mudança" por 1823 votos contra 966 da chapa "Avante", encabeçada pela corrente Articulação de Esquerda, que dirigiu o DCE nos últimos quatro anos.

Segundo Gabriel Lima Souza, diretor da União Estadual dos Estudantes e coordenador do coletivo universitário da UJS em Minas Gerais, a eleição foi uma grande conquista, já que o DCE não participava da UEE.

Para a UJS, ganhar novamente a eleição em Viçosa tem sabor especial. "É, sem dúvida, um grande avanço. Há quatro anos que a UJS sequer montava chapa e agora conseguimos essa ótima vitória, na base do debate de idéias e propostas com os estudantes. Além disso, esse é um DCE histórico, que já revelou grandes quadros para o movimento estudantil e para nossa Organização", disse Gabriel.

UJS vence eleições no DCE da PUC/Rio e no Direito da UFRJ

UJS vence eleições no DCE da PUC/Rio e no Direito da UFRJ

Escrito por Fernando

A UJS do Rio de Janeiro termina o ano com duas importantes vitórias no movimento estudantil fluminense. As chapas integradas pela entidade venceram a eleição para o DCE da PUC/Rio, onde derrotou a juventude do DEM, e para o Centro Acadêmico de Direito na UFRJ.
Na PUC concorreram quatro chapas. A formada pela UJS, PT e independentes venceu o pleito, derrotando a atual direção do DCE, formada por membros do DEM. O ex-presidente do DCE da PUC, Marcelo Queiroz, foi candidato a vereador no Rio, pelo ex-PFL e não se elegeu. O resultado final ainda não foi divulgado.

Na universidade, o núcleo da UJS tem crescido nos últimos quatro anos e hoje conta com participação nos centros acadêmicos de Pedagogia, Ciências Sociais, Letras e Comunicação.

No Centro Acadêmico de Direito da UFRJ (Caco), a chapa da UJS e independentes, que teve o nome “Pelo Direito, Sempre!”, venceu com 603 votos, contra 578 da chapa 2, que compunha a atual direção do Caco, formada pelo PSTU. Ao total foram 1.297 votos. A chapa 3 ficou com 88 votos; 19 foram nulos e nove em brancos.

Fim de ano vitorioso

Para o presidente da UJS/RJ, Igor Bruno, os resultados mostraram a combatividade e a coerência das propostas da UJS. Ao mesmo tempo, Igor destaca o papel da entidade na Bienal de Cultura e Arte da UEE/RJ, ocorrida entre os dias 20 e 23, e no Conselho Nacional de Entidades Gerais da UBES, que acontecerá em dezembro.

Segundo Igor, todas estas batalhas consagram este fim de ano da UJS no Rio de Janeiro e apontam novos desafios para a entidade em 2009, como o aumento no número de filiações e a presença nas universidades públicas.

sábado, 21 de março de 2009

Veja como foi o Curso de Formação da UJS Fortaleza

Por Flávio Vinícius*

Ficou impossível não notar a satisfação estampada no rosto dos militantes que participaram do curso municipal de formação da UJS de Fortaleza/CE, depois de dois dias de intensas atividades. Filmes, leituras, exposições e debates tornaram mais interessantes o aprendizado dos conceitos da teoria marxista-leninista e de outros temas da política (veja fotos no final da matéria).

Nos três blocos de aula, foi debatido o papel do trabalho na formação dos homens e da sociedade; a história do Brasil na ótica das lutas pela liberdade; e o desenvolvimento do socialismo até os nossos dias, tanto da teoria quanto das experiências - o socialismo real -, ressaltando a necessidade da construção de um socialismo original, com a cara do povo brasileiro.

Batizada de turma Helenira Rezende - em homenagem a guerrilheira que combateu e tombou nas selvas do Araguaia - o grupo demonstrou grande interesse no estudo da teoria revolucionária, facilitando, dessa forma, o desenvolvimento das questões abordas no curso. Outro fator que contribuiu com sucesso dessa atividade, foi a presença do professor e historiador Evaldo Lima e da Socióloga Maria Pereira, que com grande acúmulo de informações, facilitaram a compreensão dessas questões.

Para Ana Carolina, Diretora de Formação da UJS Fortaleza, “essas atividades são fundamentais para o crescimento individual de cada militante e, consequentemente, da própria entidade”. Sua perspectiva é a realização dos cursos semestralmente. “Mas a política de formação passa por outras atividades, tais como: grupos de discussão, seminários, debates, entre outras – complementou”.

*Flávio Vinícius é Presidente da UJS Fortaleza e membro da Direção Estadual da UJS.

UJS Fortaleza realiza Curso de Formação

Com objetivo de elevar o nível teórico da militância e prepara - lá para os embates ideológicos da atualidade, a UJS de Fortaleza realizará, nos dias 07 e 08 de março, o seu curso municipal de formação. Essa é uma iniciativa da Direção Municipal da capital cearense que visa responder a demanda crescente por formação política dos novos e antigos filiados.

O Curso tem com público alvo as principais lideranças de núcleos e de entidades estudantis e servirá para qualificar a intervenção desses militantes nos espaços que atuam. Ao mesmo tempo, será uma introdução ao curso de nível 02, que a Direção Estadual planeja para o próximo mês.

Serão abordados alguns conceitos básicos do marxismo-leninismo e, também, a história do Brasil vista a partir da luta de classe. Dessa forma, pretende-se difundir as bases da teoria revolucionária aplicada à realidade brasileira e, assim, evitar a super valorização de modelos estrangeiros na construção do socialismo em nosso país.
Para os membros da Direção Municipal, o curso é apenas o primeiro passo na consolidação de uma política de formação. Outras atividades dessa natureza precisam ser realizadas para manter nossos filiados bem informados sobre o que se passa em cada momento.

As inscrições podem ser feitas até o dia 05 de março na sede da UJS, mediante o pagamento de 5,00R$. O curso será ministrado no Comitê Estadual do PCdoB – Av da Universidade, 3199, Bairro Benfica.

Programação:

07/03 – Sábado

Tarde

14h00 às 18h00

08/03 – Domingo

Manhã

8h00 às 12h30.

Tarde

14h00 às 18h30.

Em breve divulgaremos mais detalhes sobre a programação. Outras informações com os membros da Direção Municipal pelos telefones: 8770-6069 (Flávio Vinícius) e 87133211 (Andréia Duavy).

UJS - CE realizará curso de formação

UJS - CE realizará curso de formação

Curso e Plenária

A União da Juventude Socialista do Ceará, realizará, entre os dias 09 e 10 de Abril de 2009, mais uma edição do Curso Estadual de Formação, que terá como seu patrono o maior poeta do sertão, Patativa do Assaré, que em 2009 estaria completando cem anos de vida se vivo fora.

Logo em seguida, nos dias 10 e 11, acontecerá a nossa Plenária Estadual. O local ainda está sendo definido, mas uma coisa já é certa, o evento ocorrerá na capital, Fortaleza. Então, moçada do interior, comecem a se preparar porque este feriadão de páscoa será de muito estudo e debates sobre o socialismo.

Inscrição

A taxa de inscrição para quem participar do Curso e da Plenária será de R$ 40,00 para o interior e R$ 50,00 para a capital, quem efetuar o pagamento destes valores até o dia 02 de Abril de 2009 terá um desconto de R$ 10,00 na sua inscrição.

Para os que desejarem usufruir do desconto, basta efetuar o depósito até a data-limite e guardar o comprovante, que deverá ser apresentado no credenciamento.

Banco Bradesco
Agência: 2251
Conta: 8303-8
Favorecido: União da Juventude Socialista do Ceará


Quem participa?

Há uma cota de 02 vagas por município seguindo os seguintes critérios:

1. Dirigentes da Estaduais e Nacionais Residentes no Ceará;

2. Diretores de Formação ou responsáveis pela pasta;

3. Militantes do Movimento Estudantil;

4. Responsáveis por Frentes de Atuações e Frentes Temáticas;

5. Novos Filiados.

Obs.: Os municípios que desejarem obter um número maior de vagas devem entrar em contato, com antecedência, com o Sec. de Organização da UJS, Gerson Menezes (Email: gerson.mrogerio@gmail.com/Tel.: (85)88508639) ou com a Sec. de Formação, Camila Silveira (Email: camilaujs@yahoo.com.br/Tel.: (85)9934-9686 ou (85)8866-6035).

Camila Silveira
Formação - CE

sexta-feira, 20 de março de 2009

Declaração da FMJD sobre o referendo na Venezuela

Declaração da FMJD sobre o referendo na Venezuela

A FMJD divulgou nota no último dia 17 de Setembro, na qual celebra a vitória do SIM na Venezuela e felicita o presidente Hugo Chávez, a juventude e o povo do país comprometidos com a Revolução.


Vitória das forças progressistas no referendo na Venezuela!

A Federação Mundial das Juventudes Democraticas, junto a todas as suas organizações membro e amigas, seguiu com muita atenção todo o processo do Referendo realizado na República Bolivariana da Venezuela que levou ao incontestavel triunfo da opção apresentada pelas forças dirigidas pelo querido presidente Hugo Chavez, que demonstra o amplo respaldo do povo ao seu lider e da consolidação da Revolução Bolivariana e sua repercussão em toda a América Latina.

Os últimos dez anos de luta, permitiram ao povo venezuelano alcançar indices importantes de desenvolvimento social, colocando todos os recursos do país em função dos mais pobres, dos que nunca tiveram nada e ao mesmo tempo convertendo-se em um exemplo para toda a América Latina e para todas as forças progressistas do mundo, por sua decisão em construir um futuro melhor, onde a juventude venezuelana comprometida com este processo de mudança, vem jogando um papel determinante, a pesar da grande manipulação midiática a qual estão submetidos uma parte dos estudantes universitários, a qual repudiamos e condenamos energicamente.

A Federação Mundial das Juventudes Democráticas, deseja em primeiro lugar enviar uma calorosa mensagem, de felicitação ao querido presidente Hugo Chavez, a toda a juventude e ao povo venezuelano comprometido com sua Revolução, em nome de todas suas organizações membro e amigas, convocamos toda a juventude progressista do mundo a celebrar esta importante vitória, de um povo que cada vez mais segue sendo exemplo, para toda a juventude progressista do planeta que luta para a construção de um mundo melhor, o qual estamos seguros que é possível.

FMJD
Buró Coordenador
Budapeste, Hungria

A UJC cubana divulga nota convocando a juventude para o II Encontro Juvenil Internacional de Solidariedade a cuba

A UJC cubana divulga nota convocando a juventude para o II Encontro Juvenil Internacional de Solidariedade a cuba

JORNADA JUVENIL DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO HERÓIS CUBANOS PRISIONEIROS INJUSTAMENTE NAS PRISÕES DOS ESTADOS UNIDOS

8 de outubro de 2008 a 30 de abril de 2009

A União de Jovens Comunistas convoca as organizações e associações juvenis e estudantis, e em geral todos os jovens de boa vontade do mundo que se unam como em tantas outras ociasiões a luta em favor da verdade e da justiça. Neste sentido estamos desenvolvendo desde o dia 8 de outubro de 2008 ao dia 30 de abril de 2009 uma nova jornada internacional de solidariedade com os cinco jovens cubanos prisioneiros injustamente nas prisões dos Estados Unidos.

A luta pela libertação dos cinco heróis, representa uma batalha pela verdade e contra o terrorismo. O objetivo é romper o muro do silêncio que o governo dos Estados Unidos impõe a opinião publica sobre o caso, denunciar a manipulação e a mentira de um julgamento parcial e injusto e exigir a liberdade imediata de nosso cinco irmãos.

O imperialismo durante dez anos tem vertido todo o seu desprezo pela dignidade humana com total irracionalidade, desconhece de maneira arbitrária os pronunciamentos dos organismos internacionais e cria todo tipo de obstaculos juridicos e politicos que os permitam encontrar uma solução para libertar os cinco. Somente com a mobilização real da opinião pública será possivel a infleuncia necessaria para alcançarmos a justiça pela qual luta nosso povo.

A humanidade vive um momento de transcendental importancia para a sua historia e somos os jovens responsaveis por esta vitoria para o bem do futuro. Esta jornada será a favor de cinco homens que sintetizam os mais altos valores de dignidade, altruismo, valentia e solidareidade.

Convidamos todos a concluir a jornada, entre os dias 28 e 1º de maio realizando o II Encontro Juvenil Internacional de Solidariedade, em Havana, Cuba. Nossa juventude e nosso povo sentirão um imenso orgulho em receber-los, para juntos refletirmos e intercambiarmos experiencias e idéias que se multiplicarão para que possamos vencer mais esta batalha.

Liberdade para os Cinco Heróis!

Liberdade a Verdade e a Justiça!

Até a vitória sempre!

União de Jovens Comunistas (UJC/Cuba)

terça-feira, 17 de março de 2009

UJS faz mudanças na sua direção e aprova plano para até 2010

UJS faz mudanças na sua direção e aprova plano para até 2010

Reunida nesta quinta e sexta (12 e 13), na cidade de São Paulo, a Direção Nacional da UJS (União da Juventude Socialista) aprovou seu planejamento até 2010, promoveu alterações na executiva e elegeu a nova comissão diretora da entidade. O plano de atuação para o Congresso da UNE, o Encontro Nacional de Universitários da UJS e a Jornada de Lutas foram os pontos altos do debate.

O presidente da UJS, Marcelo Gavião, afirma que a reunião cumpriu papel importante para os desafios da gestão. "Essa foi uma ótima reunião. Nosso planejamento vai dar cabo da construção de grandes atividades da UJS em várias frentes, principalmente no movimento estudantil."

Ele destaca o desafio do próximo congresso da UNE. "A orientação é fazer a maior campanha da história dos congressos da UNE. Isso ajudará, não só a fortalecer a União Nacional dos Estudantes, como também garantir um crescimento maior da UJS pelas universidades do país", agrega.

Segundo Gavião, a juventude não vai pagar a conta da crise. "Vamos mobilizar o conjunto da juventude para denunciar os verdadeiros responsáveis pela crise internacional que tem ampliado o desemprego juvenil", defende.

Campanhas

Após a apresentação da atualização política, que teve ênfase na crise econômica do capitalismo e a necessidade de lutar para que a conta não seja jogada nas costas do povo, o planejamento foi apresentado com centro nas campanhas próprias da UJS, em especial a comemorativa dos 25 anos da entidade - "Canto a Esperança de Um Mundo Novo".

Outra campanha, esta de caráter conjuntural, será sobre a conquista de mais direitos para a juventude, apresentada através de bandeiras para os jovens trabalhadores, em políticas públicas de juventude e educação, e deverá se estender até a batalha eleitoral de 2010.

Foi ressaltado, no debate entre os dirigentes, a necessidade de avançar na fase de consolidação da UJS como entidade juvenil, socialista e de massas, organizada em várias frentes de atuação e enraizada através de núcleos. Também foi debatida a necessidade de avançar ainda mais no fortalecimento das áreas de trabalho da entidade, como organização, formação, comunicação e finanças.

Mudanças na Executiva

Na noite de quinta foi apresentado o planejamento financeiro para o ano de 2009, com destaque para o lançamento da carteirinha de militante da UJS, que estará disponível já no próximo dia 23 de março, no Encontro Universitário, e também poderá ser adquirida pela internet, pelo site da entidade.

Dando consequência à resolução do 14º Congresso Nacional de reequilibrar as atenções conferidas ao movimento universitário e secundarista, fortalecendo o acompanhamento do segundo com dirigente designado exclusivamente para isso, o diretor Ossi Ferreira assumiu a pasta de Diretor de Movimento Estudantil Secundarista. Em seu lugar, na pasta de Organização, assumiu Arilton Freres, atual presidente da UJS no Paraná.

Congresso da UNE

O debate sobre o movimento universitário teve como eixos principais a campanha para o 51º Congresso da UNE e o Encontro Nacional de Estudantes Universitários da UJS, que acontecerá nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo.

O plano para o movimento universitário é audacioso e pretende comportar maior mobilização de estudantes já realizada pela UJS para um Congresso da UNE. A ideia é aproveitar o momento para construir uma grande mobilização de filiação entre os universitários e consolidar a presença da UJS através de núcleos nas maiores universidades, públicas e privadas, das maiores cidades.

A avaliação geral entre os jovens socialistas é que o ambiente político de crise econômica profunda do capitalismo favorece a ampla unidade do movimento estudantil em contraponto aos que querem dividir seus custos com o povo. Assim, os estudantes poderão buscar na Conferência Nacional de Educação a implementação de suas bandeiras.

Jornada de Lutas

Por essa situação política, a UJS empenhará esforços para construir uma grande Jornada de Lutas entre os dias 30 de março e 1º de abril, com atenção especial para as mobilizações a serem realizadas nas capitais dos maiores estados.

O lema da Jornada será "Essa crise não é nossa! Queremos mais direitos!". Uma das respostas dos movimentos sociais frente aos ataques que a grande mídia vem desferindo às organizações populares, buscando criminalizá-las e desmoralizá-las.

Por fim, a reunião elegeu, por unanimidade, a nova Comissão Diretora da entidade, que se reunirá mensalmente e terá a incumbência de dirigir politicamente a UJS entre as reuniões da Direção Nacional.

Veja as mudanças na DN:

Executiva

Presidente: Marcelo Gavião
Organização: Arilton Freres
Finanças: Anderson Souza
Comunicação: Fernando Borgonovi
Formação: Titi Alvares
Movimento Estudantil Universitário: Márcio Cabral
Movimento estudantil Secundarista: Ossi Ferreira
Jovens Trabalhadores: Vitor Espinoza
Hip Hop e movimentos de periferia: Mano Oxi
Jovens Cientistas: Elisângela Lizardo
Presidente UJS/SP: Renata Lemos Petta

Comissão Diretora

Presidente: Marcelo Gavião
Organização: Arilton Freres
Finanças: Anderson Souza
Comunicação: Fernando Borgonovi
Formação: Titi Alvares
Diretor de Movimento Estudantil Universitário: Márcio Cabral
Diretor de Movimento estudantil Secundarista: Ossi Ferreira
Diretor de Jovens Trabalhadores: Vitor Espinoza
Diretor de Hip Hop e movimentos de periferia: Mano Oxi
Diretora de Jovens Cientistas: Elisângela Lizardo
Presidente UJS/SP: Renata Lemos Petta
Presidente UJS/RJ: Igor Bruno
Cultura e PPJ: Alexandre Santini
LGBT: Denilson Alves B Junior
ME Secundarista: Ismael de Almeida Cardoso
ME Universitário: André Tokarski
ME Universitário: Luana Bonone
ME Universirtário: Lúcia kluck Stumpf
Jovens Mulheres: Mariana Venturini
ME UNiversitário: Márvia Scardua
ME Secundarista: Osvaldo Roberto Lemos
Novas Tecnologias: Thiago Franco
ME Secundarista: Thiara Milhomem
Jovens Trabalhadores: Euzébio Jorge
Hip Hop e movimentos de periferia: Toni C

Nota da FMJD acerca da vitória da FMLN em El Salvador

Nota da FMJD acerca da vitória da FMLN em El Salvador

A Federação Mundial das Juventudes Democráticas e todas as juventudes progressistas do mundo recebem com muita alegria o triunfo histórico da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), através de seu candidato, companheiro Maurício Funes, com 51,3% dos votos, à presidência de El Salvador, representando uma vitória de todos que lutam guiados por seu líder histórico Schafick Handal, para construir um futuro melhor para seu povo.
A luta histórica conduzida pelas forças que criaram a Frente, que tem seu nome inspirado em um dos organizadores da insurreição indígena e camponesa em 1932 (Augustín Farabundo Martí), representa a decisão de lutar pelos pobres e indígenas em um país com grandes desigualdades, chegando ao segundo estágio da luta depois dos acordos de paz assinados em Chapultepec, relevante momento para a FMLN tornar-se um partido político legal e continuar sua luta para alcançar a vitória conquistada agora.

A FMJD expressa suas felicitações, particularmente à juventude e a todos os membros da FMLN, reafirmando seu total apoio ao novo governo e chama a todas organizações membros e amigas, assim como a toda a juventude progressista do mundo a celebrar essa importante vitória, que representa uma vitória dos que batalham para construir um mundo melhor, que é uma aspiração justa do companheiro Schafic Handl, que estará sempre conduzindo as lutas do seu povo.

Tradução: Titi Alvares

JCP: Aumento do desemprego entre os jovens

JCP: Aumento do desemprego entre os jovens


Juventude Comunista Portuguesa acusa o Governo PS de tornar mais difícil a vida dos jovens trabalhadores, justificando que as estatísticas do desemprego não retratam a realidade.


Justificando que as políticas dos sucessivos Governos de direita têm tornado mais dificil a vida dos jovens trabalhadores, a Juventude Comunista Portuguesa (JCP), acusa o PS de “os empurrar para o desemprego”, ao apresentar um código do trabalho que aumenta a exploração e generaliza a precariedade..

Bruno Madeira, da Organização Regional de Beja, defende que as estatísticas do desemprego “não retratam a realidade” e que a precariedade “é a maior causa”, para aumentar o mesmo.

No que diz respeito à região de Beja, a JCP, o desemprego afecta mais de “10 mil trabalhadores” defendendo que é urgente que o Governo tome medidas que “promovam o sector produtivo”.

A Juventude Comunista Portuguesa afirma que tudo fará para “esclarecer e mobilizar” os jovens trabalhadores, nomeadamente, para o dia Nacional da Juventude, que irá decorrer no próximo dia 28 de Março, com uma manifestação nacional de jovens trabalhadores, no Rossio, em Lisboa.

Juventude Comunista preocupada com o desemprego

Juventude Comunista preocupada com o desemprego

A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) defende, em Comunicado de Imprensa, “que é necessário e urgente uma ruptura com a política de direita”. Os Jovens Comunistas responsabilizam os Governos do PS e do PSD, com ou sem coligação com o CDS, pelo facto de Beja continuar “a ser uma das regiões menos industrializadas e em que o salário médio sempre tem sido dos mais baixos”. A JCP lembra que o desemprego atinge cerca de 10 mil trabalhadores na região de Beja, sobretudo mulheres e jovens. No Comunicado enviado à Rádio Pax pode ler-se que “para além da Baixa Industrialização de Beja, os altos números do desemprego são motivados, no sector agrícola, pela sazonalidade da maioria das actividades ligadas a este sector”.
A JCP denuncia ainda a existência de “situações ilegais” no sector agrícola onde não são pagas contribuições para a segurança Social nem celebrados contratos de trabalho.

Os jovens comunistas frisam que o encerramento das Pirites Alentejanas atirou para o desemprego centenas de jovens e, apesar das promessas do Governo, a mina ainda não reabriu.
Face ao actual quadro de crise a JCP exige, de imediato: o reforço das prestações sociais do Estado, a revogação das normas do “mais gravosas” do Código do Trabalho e das Leis Laborais da Administração Pública. Os Jovens Comunistas reclamam ainda emprego com direitos, medidas de combate à precariedade, aumentos reais dos salários e a “manutenção e defesa” do aparelho produtivo nacional.

A JCP afirma que “só a luta é o caminho” e assegura que “tudo fará para mobilizar os jovens” para o protesto agendado pela CGTP dia 13 de Março e para a Manifestação Nacional de Jovens Trabalhadores de 28 de Março, em Lisboa.

Governo lança Mídia Jovem Aracaju nesta terça-feira

Governo lança Mídia Jovem Aracaju nesta terça-feira

A Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom) de Sergipe realiza na próxima terça-feira (10), às 9h, no Colégio Estadual Vitória de Santa Maria, o lançamento do Mídia Jovem Aracaju. A ação, promovida em parceria com os Institutos Oi Futuro e Recriando, tem como objetivo promover a inclusão social através do ensino de técnicas de comunicação e de mídia.

O Programa é inspirado nos princípios adotados pelo Governo do Estado para promover o desenvolvimento de Sergipe, atuando como ferramenta de mudanças no cenário sócio-cultural e educativo sergipano. O desafio, portanto, é promover uma comunicação social participativa, buscando a integração da sociedade na construção de uma política pública de comunicação, e conseqüentemente, na construção de um Sergipe Novo.

O projeto oferece oficinas na área audiovisual para jovens sergipanos, promovendo a discussão de temas relevantes para formação da cidadania e gerando produtos de mídia de importância para toda a comunidade. Implantado em julho do ano passado no município de Brejo Grande, beneficiando mais de 40 jovens, ele também já contemplou outros 293 meninos e meninas que passaram pelas oficinas de Educomunicação durante o Verão Sergipe e o Sergipe de Todos. Agora, 40 adolescentes serão beneficiados com a chegada do Mídia Jovem nos bairros Santa Maria e Coqueiral, em Aracaju.

“Quando decidimos lançar o Mídia Jovem em Brejo Grande, tínhamos o compromisso de contemplar a capital sergipana como sede. A expansão das atividades mostra que o projeto já está consolidado enquanto ferramenta de educomunicação e que a Secom já se apresenta como capaz de desenvolver ações que tenham uma relação direta com a comunidade e que trabalhem com a juventude sergipana utilizando as ferramentas de comunicação”, explica a secretária de Estado da Comunicação, Eloísa Galdino.

No piloto do projeto, os jovens já participaram de oficinas de fotografia, mídia impressa e web. Ao longo de 2009 terão ainda as oficinas de rádio, vídeo e animação. Com as mídias produzidas em cada uma das oficinas, é possível mostrar ao mundo a diversidade e linguagem próprias da juventude sergipana, reveladas ao público em fotografias, fanzines, blogs, videoclipes, documentários e radionovelas.

Por outro lado, os jovens inseridos no projeto participam da discussão constante de temas pertinentes à formação da cidadania. Eles são levados a pensar sobre o meio ambiente, em questões relacionadas à saúde, direitos humanos, família, sexualidade, direitos e deveres, além de refletir sobre o campo da comunicação social. As discussões dos temas abordados em sala de aula direcionam o trabalho de campo, norteando textos, imagens e sons.

“Vamos atender, prioritariamente, regiões que não oferecem muitas oportunidades para os jovens. Dessa forma, o projeto vem suprir uma antiga demanda e poderá dar um novo horizonte para as pessoas”, ressalta a coordenadora do Mídia Jovem, Nanah Alves.

Reconhecimento

A originalidade e o sucesso do trabalho na comunidade já garantiram ao Mídia Jovem o reconhecimento nacional. Em dezembro de 2008, no Rio de Janeiro, o projeto recebeu o Prêmio Destaque no Marketing 2008, promovido pela Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN).

Visão de longo prazo para a juventude marca encontro do PCdoB “A juventude é fundamental para quem pensa historicamente, como é o caso do PCdoB

Visão de longo prazo para a juventude marca encontro do PCdoB

“A juventude é fundamental para quem pensa historicamente, como é o caso do PCdoB”. Sob essa perspectiva, apontada pelo secretário de Juventude, Ricardo Abreu “Alemão”, teve início na noite desta sexta-feira (13) mais um Encontro Nacional de Secretarias de Juventude. Entre os assuntos em pauta, uma abordagem ousada sobre o trabalho nessa frente: a possibilidade de um planejamento em longo prazo com vistas ao ano de 2022, quando o PCdoB completa 100 anos. Outro ponto central a ser discutido até esse domingo é o Plano de Trabalho para 2009.



Alemão, Fabiana Costa e Fernando Niedsberg

São esperados para o evento – que acontece na sede do PCdoB, em São Paulo – cerca de 60 secretários de Juventude, dirigentes que atuam nessa frente e lideranças da UJS. “O partido sabe da necessidade de se planejar a atuação na juventude com uma visão estratégica”, disse Alemão, na abertura dos trabalhos.

A ideia de pensar ações visando o ano de 2022 inauguraria a terceira fase do trabalho do PCdoB nessa frente. A primeira delas vem imediatamente após a fundação do partido, com a criação da Juventude Comunista. A segunda fase vem com a criação da UJS, em 1984 e a terceira, advinda do relançamento da entidade em 1996, estaria se encerrando neste ano. O foco agora volta-se para fazer da UJS uma entidade de massas.

No entanto, para que a maior inserção dos comunistas no meio juvenil resulte em ações de longo prazo, é preciso, segundo Alemão, que se supere a visão - ainda comum em muitos setores do partido - de que os bons resultados dessa frente dispensam maiores investimentos. "Se não fizermos um trabalho constante de renovação ideológica, programática e política, vamos retroceder. O que não avança, regride", afirmou.

Ele alertou ainda para a necessidade de as direções estaduais investirem mais nessa frente. Lembrando observação feita recentemente pelo presidente da legenda, Renato Rabelo, Alemão salientou que o partido conseguiu vitórias importantes desde o fim da experiência soviética, quando o movimento comunista passou a ser visto como algo anacrônico. "Paradoxalmente conseguimos continuar atraindo os jovens e seguimos sendo contemporâneos", constatou.

No documento-base apresentado para o debate dos próximos dois dias, a Secretaria de Juventude dá algumas pistas sobre o porquê desse bom desempenho dos comunistas entre os jovens. Entre eles, aponta a priorização real - e não apenas formal - do trabalho com a juventude; ideologia revolucionária; política justa no comando; unidade, democracia interna e disciplina; formação de quadros; trabalho de base permanente, combatividade, inovação e criatividade. "Acho que o reconhecimento que temos recebido inclusive de partidos estrangeiros quanto à nossa atuação na juventude é resultado de uma ação bastante complexa que realizamos desde a fundação do partido. Esse acúmulo nos deu as bases para uma política exitosa nessa área. Queremos agora avançar nos objetivos estratégicos, visando a um crescimento mais qualitativo e direcionado", avaliou Alemão.

Do ponto de vista da ação mais imediata, o documento a ser discutido enumera os desafios atuais da luta da juventude por mudanças. Como principais bandeiras estão a luta pelo socialismo, pela paz e contra a guerra imperialista; pela integração da América Latina; por um novo projeto nacional de desenvolvimento; pela ampliação dos canais de participação política da juventude; pelo emprego para a juventude; pela reforma da educação; pela maior ligação entre ciência e tecnologia e desenvolvimento nacional; pela democratização do acesso da juventude à cultura; pela democratização da prática esportiva para a juventude e do acesso da juventude à cidade; pela reforma agrária para a juventude rural; pela defesa da Amazônia como fator estratégico para a soberania nacional; pela preservação do meio ambiente; pela democratização dos meios de comunicação e do acesso aos meios digitais;pela defesa dos direitos das jovens mulheres; pelo combate ao racismo; pela defesa da livre orientação sexual e por uma nova abordagem do Estado em relação ao uso de drogas.

Ao tratar dos desafios estratégicos que nortearão o trabalho juvenil do partido nos próximos anos e décadas, o documento apresenta como objetivos contribuir para que a juventude brasileira seja mais conscientizada e organizada; desenvolver um projeto partidário para a UJS; fazer do PCdoB uma referência na área das políticas públicas de juventude e ampliar os estudos marxistas e progressistas sobre a juventude.

No que tange ao trabalho de direção, cujo ponto central é preparar o PCdoB para uma nova fase no trabalho juvenil, o documento propõe elevar o nível das direções partidárias na área de juventude; superar visões pragmáticas e utilitaristas; superar incompreensões sobre a autonomia orgânica da UJS; dar mais vida partidária para os jovens comunistas; reforçar a atuação do jovem comunista na UJS; trabalhar com a ideia de uma UJS de massas e organizada; priorizar o crescimento da UJS; modernizar o trabalho de direção; superar os entraves financeiros e desenvolver uma política de quadros para os jovens comunistas.

O documento-base, bem como o plano de atuação para o ano, será discutido e aperfeiçoado durante o encontro. No domingo, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, encerra os trabalhos com a conferência "A situação política atual e o 12º Congresso do PCdoB".

Tomada de posição da FMJD sobre o ataque de Israel a Gaza, Palestina

A Federação Mundial da Juventude Democrática vem, por este meio, denunciar e veementemente condenar o ataque brutal, ilegal e criminoso do exército israelita a Gaza, território palestiniano. No mesmo sentido vimos expressar que consideramos o facto de Israel ter avançado para o plano militar uma expressão do falhanço da sua política em Gaza e na região.

Nos últimos dias, o exército de Israel, as suas bombas e armas, mataram centenas de palestinianos (logo no primeiro dia 120 polícias palestinianos foram massacrados) e feriram milhares de outros palestinianos cujo único crime é a luta por uma terra e um país que são seus.

O ataque de Israel não é baseado numa motivação defensiva, antes de mais porque o assassinato defensivo e a destruição nunca são o caminho para a paz ou para a resolução de um conflito. É ainda importante relembrar que Israel (com a colaboração activa do Egipto) é o mesmo país que cercou Gaza por largos meses, não permitindo o seu povo ter comunicação com o mundo exterior e deteriorando o nível de vida a um patamar de catástrofe humanitária.

É este mesmo Israel que construiu um ilegal e vergonhoso muro dentro da Palestina, que faz o povo da Palestina não poder mover-se livremente dentro do seu próprio país. É este mesmo Israel que invade diariamente a Palestina para prender arbitrária e ilegalmente palestinianos. O mesmo Israel que corta as oliveiras na Palestina, destruindo a economia palestiniana e deixando os palestinianos desempregados. É o mesmo Israel que está a envenenar a água bebida pelo povo palestiniano, fazendo as taxas de cancro aumentar na Palestina.

A FMJD que o lema de combater o Hamas e o terrorismo foi usado como pretexto para acabar com a resistência palestiniana, que é formada por diversas facções, especialmente forças laicas, populares e de esquerda além do Hamas. A conspiração para acabar com a causa palestiniana é levada a cabo através da destruição simultânea de todos os meios da sua subsistência e pela destruição da identidade palestiniana, objectivo partilhado pelo Egipto, Arábia Saudita, Jordânia e outros regimes árabes. Os EUA apoiam e encobrem a guerra, enquanto a União Europeia vai dando mais tempo a Israel enquanto não emite uma posição, fechando assim os olhos perante uma situação que já há muito era conhecida como muito má e que é claramente catastrófica. É uma conspiração por todos os meios de muitas forças imperialistas, as suas marionetas no Médio Oriente e o Estado criminoso e sionista de Israel.

A FMJD expressa a sua solidariedade total para com todas as acções de resistência e solidariedade organizadas por todo o mundo durante a última semana.

A FMJD apela a todas as suas organizações membro e amigas, bem como a todos os jovens progressistas e democratas do mundo que façam do regresso às escolas, universidades e locais de trabalho o regresso da luta. Neste sentido a FMJD decidiu que entre 5 e 10 de Janeiro, teria lugar uma semana de protesto à escala mundial em frente às embaixadas de Israel, EUA e Egipto para exigir o cessar fogo imediato e a abertura de fronteiras para todas as necessidades do povo de Gaza, bem como o direito de entrar e sair da sua grande prisão.

O Conselho Coordenador/Sede da FMJD
Budapeste, 5 de Janeiro de 200